Namoro alguém com uma criança é difícil

Sendo muito minucioso com uma explicação ou informação que você dá a alguém por lá, não é um único erro. Positivamente, uma máquina de escrever pode refletir uma tentativa muito cuidadosa ao expressar suas emoções de alguém ou contar a alguém você gosta deles. Uma preocupação de que suas palavras são escolhidas com cuidado. Eaw Pessoal eu mais uma vez. Estou tendo problemas no meu relacionamento. Quem quiser saber direitinho da História e só dar uma olhadinha nas minhas ultimas perguntas. Bom ta acontecendo um negócio osso de resolver. Quem ler as ultimas perguntas vai entender. Bom a mulher que mora comigo tem um filho, e isso por mais que pareça idiota, está tornando tudo muito difícil. Como Namorar. Namorar pode ser um difícil para qualquer um. Uma cantada e um convite para sair podem ser um belo de um fiasco tanto para a galera tímida e inexperiente quanto para os mais saidinhos e calejados na arte da conquista. No... O namoro online tem sido o mais fácil para conhecer pessoas. Como mãe solteira de uma criança, mal consigo ficar acordada depois das 21h. (e a cena do bar não é exatamente onde quero encontrar amor – desisti de beber álcool pela minha saúde). Me arrumar para um encontro traz ainda mais desafios. Haverá uma distância no relacionamento entre você e as pessoas. Quando há uma distância no relacionamento, ele se tornará difícil para você construir a confiança neles. Dizer o que você sente com os outros é também uma maneira de equilibrar a sua vida. 7. Exibição de fidelidade. Vídeo: 10 dicas para não fazer quando terminar o ... O que define a existência de uma crime em um namoro com alguém menor de 18 anos, é a capacidade de consentimento daquela pessoa. Para a lei brasileira, a capacidade de consentimento e determinada pela idade: a partir dos 14 anos. É guys, nunca fui muito de tolerar pessoas abusivas e tal, já que presenciei, quando criança, minha mãe apanhar por anos, tem um cara aqui do lado que bate na esposa ( só um detalhe basico, ele é policial) e esses caras tem uma fama de se achar os donos do mundo, e ele resolve tudo na violencia, brigas com vizinhos, filhos e esposa. hoje ... Conquistar dá trabalho, requer paciência, fazendo uma analogia é como se fossemos tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança! É necessário que seja com destreza, com vontade, encanto, carinho e sinceridade no olhar, nas palavras e principalmente nos gestos que se não forem ... Relações amorosas podem ser tão confusas quanto divertidas. Às vezes, o mais difícil é começar um namoro: é preciso ter paciência para encontrar a pessoa certa, conhecê-la bem e investir num relacionamento. Por outro lado, se você souber o que fazer, pode acabar cultivando um relacionamento feliz e saudável. E para uma criança, o namoro não existe, é uma amizade mais forte, o coleguinha preferido', disse Coderch. O problema está nos adultos, que acabam transferindo o significado do namoro do mundo ...

Fui babaca por humilhar minha mãe depois dela ter contado o noivado surpresa que meu namorado preparou?

2020.09.09 22:37 TiaSayu Fui babaca por humilhar minha mãe depois dela ter contado o noivado surpresa que meu namorado preparou?

Yo Mina, Daijobu deska? ♥
Hoje vou contar mais uma desgraça da minha vida e tentar rir com ela pq realmente, tá complicado...
Vim aqui desabafar uma coisa que anda me machucando a cada minuto que passa. Minha mãe sempre foi uma pessoa difícil de lidar... O temperamento dela nunca se deu bem com o meu, e isso já causou muitas brigas e discussões entre nós duas. Uma vez já postei aqui uma outra situação entre nós duas (Acho improvável que alguém se lembre, estava em outra conta na época, mas tentarei repostar para quem queira ler.)
Enfim, sem mais delongas, vamos direto ao desabafo... Semana que vem será meu aniversario de namoro (12/09) vamos completar dois anos de namoro e tudo corria bem. Estávamos preparando nossos presentes e eu estava ansiosa por mais um Level up na relação. Lutamos muito para seguir com esse relacionamento fantástico, e dou graças a Deus por tudo ter dado certo. Somos felizes e tratamos um ao outro com muito respeito e carinho, e não deixamos de ser melhores amigos mesmo na relação de namorados (Não acredito nesse lance de ''há diferença entre amigos e namorados'' é muito melhor ser os dois em vez de escolher apenas um) Enfim, vamos direto ao ponto.
Minha mãe hoje (09/09/2020) veio até mim e me pergunta ''Você e o Carls (Não vou expor) Vão ser noivos?'' A reação que eu tive foi de choque e surpresa, meu pai e minha irmã tiveram a mesma reação e tudo ficou em um silêncio desconfortável.
Logo eu perguntei, incrédula: ''Ele vai pedir minha mão?..''
Depois disso minha mãe arregalou os olhos assustada, vendo que eu não sabia de nada sobre os planos dele. Eu, logicamente, me emocionei e desabei a chorar. Minha mãe, doce como sempre, disse: ''Pare de chorar e controle-se. Larga de ser tonta e pare de chorar'' Além de outros comentários calorosos para o consolo de minha pessoa. Nisto, meu pai interveio e falou: ''Você tinha que abrir a boca? Você achou mesmo que ela soubesse disso?'' e foi assim que tudo explodiu... Minha mãe estava sendo fria como sempre, ela nunca se importou com coisas que feriam meu emocional e psicológico, tudo na visão dela era ''banal'' e ''frescura'' e eu me cansei disso. Minha reação foi imediata e refutei ela de varias maneiras e isso se tornou uma briga feia. Ainda mantive minha educação, mas fui bem sincera e ela não gostou disso (Por que né, a verdade dói) e ela começou a envolver minha sogra e meu namorado, humilhando os dois para ver se conseguia ganhar nos argumentos que eu lançava. (Um detalhe importante... Quando eu estou prestes a discutir com alguém, sou bem linguaruda e irônica demais, isso de certo irrita qualquer um. Mas em nenhum momento a ofendi e nem disse nenhum palavrão, apenas disse algumas verdades que ela não gostou. Obviamente)
Como sempre ela apelou na presença do meu pai e se fez de coitada, saindo da discussão como vitima de uma filha má. Meu pai pediu educadamente para eu pedir desculpas, já que ''peguei pesado com ela''. Me neguei até o momento e não estou disposta a mudar de ideia só por que ela é minha mãe.
Não foi a primeira vez que ela estraga um prazer meu com sua frieza. Ela já errou comigo varias vezes e fui compreensiva em perdoar. Já eu, quando erro, só falta ser exposta para meio mundo e ser humilhada na frente de quem for; O que ela diz e faz, não é exagero na visão das outras pessoas (O que eu acho doentio de certa forma, por que não deixa de ser uma atitude toxica)... Ela pode destruir minha auto-estima e isso não costuma ser exagero por que né, ela é minha mãe e tals.
Na minha opinião não acho isso. Só por que é mãe ou pai não significa que eles tem o Direito total de fazerem exatamente o que querem ou falar o que querem e quando querem, e a criança/adolescente tem que aceitar e pronto. Eu posso ter sido errada em ser grossa e etc, mas eu realmente fiquei chateada pelo o que aconteceu e creio que toda menina (Pelo menos quase todas) teriam essa reação diante de uma resposta tão fria em um momento considerado especial na vida de uma mulhecasal. Meu namorado confiou nela para não contar e ela me faz isso? Além de ter sido um erro grave e um desrespeito com a nossa relação, ela ainda quis se justificar com frieza e grosseria? Eu realmente não deixaria isso barato e foi o que eu fiz.
Então... Fui babaca em fazer isso com ela?
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2020.09.04 18:33 DanteStonecross Senta que la vem história

Eu to a algum tempo lendo e comentando coisas nesse /, e eu sempre quis dizer varias coisas aqui, porque de algum jeito eu me sinto confortável de ver essas coisas e todos vocês, mesmo discordando com algumas pessoas aqui e ali ta tudo bem, discordar é normal, faz a gente mais humano.
Mas eu queria muito contar uma história aqui hoje, é uma jornada importante pra mim, e eu espero que vocês gostem de me ver aprendendo uma coisa muito complicada. Nessa história, todos os nomes serão fictícios, e será um resumo muito resumido, então a grande maioria dos fatos não está aqui, mas o que isso tudo me ensinou, você vai poder ver com certeza.
Eu sempre fui um Romântico, e quando eu digo Romântico, eu falo da escola literária, eu não uso aquele português difícil, mas eu enxergo o mundo de uma maneira similar, eu vivo os momentos com as pessoas com intensidade, com muito sentimento, e os momentos seguintes a esses vem a melancolia.
A primeira vez que eu me apaixonei quando tinha 11 anos, o mundo se tornou diferente pra mim, era como se de repente todo o resto fosse preto e branco, e apenas aquela garota fosse colorida(eu tenho essa história contada em um texto, que é o ponto inicial da minha depressão, escrito exatamente como aquela criança enxergava o mundo, se ao final alguém se interessar eu mando sem problemas).
E, perto se fazer 14, em 2013, eu conheci uma garota muito mais do que bonita, ela era simplesmente divina aos meus olhos, ela era tão incrível, ela tinha absolutamente tudo que eu gostava. Eu conheci a Ágata dando aulas de matemática(o que mais um nerd faz?) e algo me chamou muita atenção: mesmo com 13 anos eu já tinha dado muitas aulas pra muitas pessoas e todo mundo tem um limite, todo mundo desiste(pede uma pausa) depois de X questões, mas ela não, mesmo sem entender muitas coisas ela persistia até o fim tentando entender tudo, até o horario dela ir embora ela continuou la, com o caderno e a caneta fazendo de tudo pra conseguir entender.
Bons meses depois Ágata se tornou minha melhor amiga(embora no início ela respondia minhas mensagens a cada 3 semanas, sem exagero!), e mais um tempo depois e muitos conflitos com a família dela, a gente começo a namorar.
Eu ainda não posso explicar o que era a sensação de namorar com ela, ela era literalmente o que todo garoto sempre sonhou: baixinha, cabelo cacheado, um rosto muito agradável, um sorriso lindíssimo, peitos e bunda enormes(ENORMES), cantava feito um anjo, era popular, divertida, extrovertida, dedicada, esforçada... É uma lista de qualidades que, na época, transbordava.
De 2014 até 2019, nós tivemos 3 anos de relacionamento e 5 anos de amizade, e eu aprendi muito mesmo em todos esses anos. O motivo do término do relacionamento(numa versão em resumo do resumo do resumo) foi, principalmente, possessão. Eu tenho um pai que é extremamente possessivo e eu levei 14 anos pra sair das garras deles(ou seja, ainda era recente quando eu conheci ela), e 1 ano depois do namoro ela começou a querer cada vez mais a minha atenção, onde eu não sentia mais liberdade pra fazer coisas que eu queria, porque eu tinha que ficar 3 horas falando no telefone com ela(e eu nem gosto de falar no telefone).
Não me entendam mal, eu não estou dizendo que fui perfeito, que não tive defeitos ou que só eu que estava passando por problemas, acabou porque precisava acabar. Inclusive se você, Ágata, por algum motivo descobriu o reddit e se reconhecer nesse post, saiba que mesmo não mais falando com você e não conseguindo mais olhar na sua cara(história pra outro dia), você pra sempre terá minha gratidão e meu respeito, nós vivemos muitas coisas juntos e, se hoje eu sou um homem, foi você que o moldou, muito obrigado.
Quando isso terminou, eu comecei a conversar mais com uma outra garota que eu conhecia, estudava na mesma escola que a gente, e conforme eu a conheci, ela começou a conquistar cada vez mais espaço no meu coração.
Carol era uma mulher interessante de várias maneiras, ela era extremamente extrovertida, cantava muito bem, tinha muitas histórias pra contar, era uma das pessoas que mais tinham ficado com gente na escola, e principalmente, ela tinha acabado de ganhar uma filinha. O jeito que a Carol olhava pra filha dela me fazia querer estar por perto, não porque ela parecia uma mãe incrível, mas porque havia uma dualidade dentro dela: aquela criança foi concebida de um estupro, onde foi muito difícil aceitar conceber a criança, quando ela nasceu era completamente visível que ela não sabia o que fazer, ela amava mais do que tudo aquela criança, ao mesmo tempo que ela via o homem que fez isso quando olhava pra ela(graças a deus, isso mudou bem rápido).
O tempo passou e eu e Carol começamos a nos dar muito bem, e em meados de 2019 a gente se beijou pela primeira vez, essa foi oficialmente a segunda pessoa que eu beijei na vida e cara, que coisa mais estranha, eu não sabia nem como descrever o que tinha sido aquilo de tão estranho... Até que ela me beijou uma segunda vez, e ai oficialmente, aquele era o melhor beijo do mundo.
Eu e Carol ficamos mais algumas vezes, e a gente se dava muito bem em tudo, até na cama era muuuuito diferente do que era com a minha ex, e a gente fazia tantas coisas juntos, viamos animes, conversavamos sobre varias pessoas, saíamos pra comprar roupas...
Cada dia que passava o meu sentimento só aumentava, e quanto mais ele aumentava, mais coisas que eu achava incríveis aconteciam, como a gente ver as coisas abraçadinhos, ficar de mãos dadas, varias dessas coisas de casal.
O meu erro? Carol desde o inicio falou "Não se apaixona por mim, eu não me apaixono por ninguém". Eu segui essas instruções o quanto foi possível, mas cara, talvez fosse loucura minha, mas parecia muito que ela também estava apaixonada, não com palavras porque toda vez que eu mencionava ela mudava a expressão e o jeito por um tempinho, mas as atitudes dela, os nossos momentos...
Depois de um tempo, no inicio desse ano, eu tentei cortar a Carol da minha vida torcendo pra que resolvesse meu problema, e deu certo por 1 mês até que ela me mandou mensagem perguntando quanto tempo isso levaria. Eu dei o meu melhor e coloquei todos os meus sentimentos em um texto, cada palavra continha tudo que eu sentia por ela, e ela também fez um texto de volta pra mim, e eu pude sentir o que ela sentia também, ela queria ser só minha amiga, e nada mais.
Nós ficamos mais 3 ou 4 meses sem nos falar até que, por intermédio de uma amiga em comum, a gente voltou a se falar e, desde então eu vi Carol mais umas 3 ou 4 vezes, mas é tudo muito estranho, a gente troca mensagens uma vez por semana e olhe la, eu nem acredito que um dia a nossa amizade volte, quanto mais a gente ficar ou coisas do tipo.
Mesmo com tudo isso, ela sempre viveu no meu coração.
Porem aqui vem a lição, meus amigos.
Há semanas atrás, eu consegui contato com uma garota que a gente não se via a muitos, muitos anos. Sabe aquela história de primeiro amor a gente nunca esquece? Esse foi meu segundo, e o que eu verdadeiramente nunca esqueci, eu sempre vou me lembrar do meu primeiro dia de aula numa escola completamente nova, e no fim do dia eu ainda todo perdido uma garota me puxa, me olha nos olhos e a primeira coisa que ela diz pra mim é: "Você namoraria comigo?". A resposta pra essa pergunta era não, obviamente, foi muito aleatório, mas eu estava tão nervoso que saiu "sim", ela deu um sorrisinho e voltou ao que tava fazendo. Desde aquele dia, Livia se aproximou cada vez mais de mim, e ela tentou me conquistar todos os dias, e acreditem em 2012/13 eu não era naada fácil.
E quando eu consegui falar com ela novamente, alguma coisa dentro de mim estalou, a gente voltou a conversar e era como se nada tivesse mudado, a gente conseguia desenvolver do mesmo jeito que a gente sempre fez, nem parecia que tinham 7 anos sem contato. A gente se viu algumas vezes(sim, eu sei que a gente ta de quarentena, todas as medidas de seguranças foram tomadas pra gente conseguir) e, cara, eu tinha me esquecido o que é olhar pra alguém que te olha como se você fosse uma obra prima, aquele olhar de quando éramos crianças não mudou nem um pouquinho, ela ainda olha pra mim como se eu fosse a pessoa mais legal do mundo.
Eu, com todos os meus defeitos, com todas as minha chatisses e meu jeito ""inteligente"" de ser, onde a lista de qualidades é exatamente igual a lista de defeitos, ela me vê como se fosse alguém muito mais do que incrível.
E eu olho pra ela assim também, e quando eu a olho, eu quero que ela sinta a pessoa incrível que eu vejo, uma pessoa que passou por inúmeros problemas pelo mundo afora e ainda passa, alguém que realmente foi a raiz do meu gosto pelas mulheres, que me ensinou que atitude é a melhor caracteristica possível em alguém, e que eu quero alguém com isso na minha vida, alguém que tenha coragem de me puxar pelo braço e dizer que me quer, alguém que queira os meus toques, alguém que querias os meus carinhos, as minhas massagens, os meus abraços, as minhas implicações, assistir animes ou séries comigo, beber comigo, aprender e viver todo tipo de experiências e situações. É isso que eu quero com ela também!
Esse é um pedacinho da minha odisseia, eu pedi a Deus, ao universo, a seja la o que for que estiver ai fora por nós, pra que 2020 seja um ano de apredizados e conquistas, 2020 foi o ano mais difícil da minha vida, onde por conta de um treinamento pra competição, da pandemia(home office) e tambem por causa de ter a Carol na minha cabeça, eu passei pela pior fase da minha vida, mas eu consegui correr atrás de ajuda a tempo(onde eu devo a minha vida a minha hipnoterapeuta, que mulher excepcional) e, no final dessa jornada, eu cresci muito e me tornei bem mais forte.
Muito obrigado, eu deixo aqui os meus agradecimentos a todas essas garotas, que me mostraram quem eu quero junto a mim e quem eu quero ser, a minha mãe que é a melhor mãe do mundo e, mesmo a gente se desentendendo as vezes, eu não resistiria sem ela, a minha hipnoterapeuta que consegue a façanha de me colocar em transe(hipnose ericsoniana é a melhor, sem dúvidas!) e que me ensinou muuuito mais lições do que eu teria aprendido em 20 anos da minha vida.
E principalmente, muito obrigado a mim mesmo, por ter aguentado até aqui, por nunca ter parado de ir pra frente mesmo pensando todos os dias em desistir, em jogar tudo pro ar, pensando até em coisas muuito, mas muuuuito mais escuras nos dias mais dificeis, mesmo assim nós estamos aqui, prontos para a proxima jornada, onde a gente vai sofrer, mas a gente vai aprender algo a respeito disso no final.
Se você chegou até aqui, meu caro amigo, eu só queria te contar a história de como eu descobrir o que, pra mim, é o amor. Amor é o que eu sinto quando olho pra alguém que também me devora com o olhar e as atitudes, amor não é toda a intensidade, todo o fogo, toda a loucura, não! Pode ser um pouco disso, mas principalmente, amor é reciprocidade, é você não ter que se esforçar em mudar 1001 coisas só pra agradar a pessoa, quem você ama e quem te ama de verdade gosta de você por ser quem você é, e é isso que eu quero pra minha vida, amar e ser amado!
Eu não sei se eu e Livia vamos ficar juntos, a gente deve descobrir mais a frente, mas eu sei que eu quero isso, e se o destino(ou o universo, ou deus...) não permitir que a gente fique junto, tudo bem, eu sei agora o que procurar, e que vai existir mais alguém que olhe pra mim do jeito que eu olho pra ela.
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2020.08.17 05:18 DemonFranco Vivi por 20 anos preso em minha própria melancolia.

Olá, comunidade do Reddit! Esse é meu primeiro post aqui :) Meu intuito neste, especificamente, é conseguir pelo menos um pouco de calor humano (metaforicamente, claro) pois sinto que minhas feridas nunca foram cicatrizadas, desde a primeira delas.
Bom, pra começar minha história: minha infância foi marcada por conturbações no casamento de meus pais. A diferença de personalidade dos dois gerou brigas cada vez mais pesadas e incontroláveis. Chegaram ao ponto que já não existia mais companheirismo e meu pai começou a beber e trair minha mãe. Me recordo vividamente de cenas terríveis, como ele estar horas no banho a horas e quando entro pra ver se está bem, na verdade ainda estava de roupa e dormindo no chão molhado. Ou até momentos de alteração violenta onde, por medo, eu me trancava no quarto e ficava debaixo da coberta até o dia seguinte depois que ele saía pra trabalhar. Nunca fui violentado fisicamente (minha mãe, infelizmente, sim), mas acho que meu pai estava tão perdido dentro de si que esqueceu que tinha um filho, então eram raras as vezes que sequer trocávamos olhares ou palavras, e quando acontecia era frio e passageiro. Pra tornar tudo ainda mais tenso, nossa situação financeira nunca foi boa: vivíamos peregrinando entre aluguéis mais baratos, acumulando prestações não pagas e até mesmo alimento chegava a ser escasso. Minha válvula de escape eram meus avós, que moravam na mesma cidade e sempre me acolhiam com mimos. Meu avô, entretanto, morreu quando eu tinha 9 anos e isso foi um impacto enorme que passou despercebido: minha avó entrou em uma depressão que foi negligenciada até o ano passado (2019), quando finalmente tomou a atitude de visitar um psiquiatra e foi diagnosticada. As brigas entre meus pais cessaram, mas isso foi ainda pior pois os problemas que já existiam continuaram a crescer em silêncio. Eu não recebi diagnóstico algum, até porque sempre fugi dos psicólogos em que me jogavam, mas o efeito também foi claro em mim: emagreci quilos em semanas, já não tinha mais vontade de fazer a mais simples das tarefas como cortar cabelo ou sair na rua, me tornei cada dia mais introvertido. Alguns anos depois, meus pais enfim se separaram, mas antes me deram duas irmãs e um irmão (as únicas pessoas a quem posso dizer com sinceridade sentir amor incondicional). A esse ponto, eu me vidrava em videogames e mentia pra mim mesmo sobre a realidade que eu vivia e não queria aceitar.
Essa foi, digamos, a "primeira temporada" da minha história. A segunda foi marcada pela péssima e mal executada decisão de me declarar a uma garota por quem, desde moleque, fui apaixonado, mesmo sendo que não tínhamos nem amizade. Tudo o que eu tinha era um sentimento inexplicavelmente forte, e nenhum tipo de habilidade social pra sequer chegar nela com um simples papo agradável. Porém, ela aceitou meu pedido de namoro. E isso me destruiu, porque na verdade ela queria dizer não, só não disse por """"medo de me magoar"""" e revelou isso depois de 2 anos me iludindo com histórias do tipo "meus pais não me deixam namorar, tenho que focar na escola", etc. Enfim segui minha vida tentando, sem sucesso, superá-la. Felizmente, apesar de introvertido, dois de meus primos viraram meus amigos próximos e isso me ajudou a segurar todo aquele peso de sentimentos que eu não compreendia e mal sabia que tinha. Vivemos anos sendo os nerdolas da escola, sempre juntos e com mais ninguém, até que um desses primos se incomodou com esse estilo de vida (e com razão) e começou a fazer novas amizades; eu e meu outro primo resistimos a isso, o que o separou da gente. Continuamos sendo introvertidos até o penúltimo ano da escola, quando ele também se afastou de mim aos poucos sem razão aparente (hoje, depois de conversarmos, eu sei que era porque não tínhamos mais muito a ver como antes). Meu outro primo, agora extrovertido, se adequou à grande turma da escola facilmente e não demorou pra ficar popular - felizmente pra mim, isso não subiu à cabeça dele e continuamos ótimos amigos até hoje. Ainda nessa época, conheci na internet uma garota de São Paulo que, com uns bons meses de conversa, acabou desenvolvendo sentimentos por mim; eu, carente e introvertido, abracei isso com todas minhas forças e namoramos virtualmente, com vários vai e volta, durante 3 anos. Apesar de que eu me sentia melhor em ser desejado por alguém, essa garota também tinha sérios problemas com depressão e no final só puxamos o pior um do outro. Minha única conquista nessa época foi meu primeiro emprego, da onde tirei dinheiro para ir visitá-la.
E é aqui que eu considero ser a "terceira temporada". Viajei pra SP e passei quatro dias junto com a garota que por 3 anos desejei somente por fotos e vídeos. Mas quando voltei pra casa as coisas já não eram as mesmas: ela só me dava respostas evasivas e ríspidas, parecia até mesmo ter raiva de mim, sendo que, em minha visão, tínhamos conquistado outro nível em nosso relacionamento. Mas ela obviamente não pensava assim e terminou tudo com a seguinte frase: "Estou tirando as pessoas tóxicas da minha vida". Foi esse o estopim pra eu decidir ser extrovertido e começar a viver fora de meu quarto, e eu tive resultados rápidos: fiz novas amizades e até comecei um novo namoro, agora presencial com uma garota que realmente me admirava. Porém, fui perceber tardiamente que pouquíssimas dessas amizades me faziam bem - a mais danosa delas foi a de um feiticeiro três vezes mais problemático do que eu. Como sempre fui uma pessoa muito compreensiva e aberta, relevei seus defeitos gritantes e mantive a ''amizade'' pelo conhecimento esotérico que ele passava (por mais que grande parte deste conhecimento fossem delírios de grandeza de um feiticeiro egomaníaco). Depois de dois anos meu próprio corpo começou a recusar a presença desse sujeito, que insistia sempre em me acompanhar mesmo quando não era conveniente: comecei a ter constantes dores de cabeça quando estava em sua presença, meio que como um aviso do que já era óbvio: aquele cara não prestava. Aos poucos comecei a me aproximar mais da minha namorada e outros amigos como método de me afastar do sujeito, e curiosamente (ou não...), essas pessoas foram abruptamente saindo da minha vida, incluindo minha namorada (agora ex), que era a pessoa em quem eu mais confiava e me dedicava. Ainda inocente e o chamando de amigo, nunca imaginaria que ele poderia ter relação com tudo aquilo, mas não parou por aí: depois que a poeira abaixou e eu consegui superar toda aquela maré estranha de azar, ele ainda usou o nome de minha deusa pra me iludir e usar meu corpo (sendo essa deusa relacionada ao luxo e ao sexo, era um contexto perfeito pra ele). Eventualmente descobri que não fui sua primeira vítima, e toda a imagem de sacerdote sábio que ele outrora passou, do dia pra noite, virou nada mais que um charlatão desesperado. Essa foi a separação mais problemática de todas que eu já tive, pois enquanto eu me afastava cada vez mais, o ego ferido do sujeito nunca deixaria tal afronta passar em branco, e recebi cargas de energia pesada nos meses seguintes. 2019/2020 caprichou muito bem no quesito de desgraças, pois minha mãe, extremamente cabeça dura e ignorante, agora se recusa a trabalhar fichada mesmo sendo que tem três crianças pra sustentar, meu pai passa por cirurgias seríssimas pois contraiu câncer maligno no fígado e isso não deixou de atingir minha vó ainda viva, que tem problemas de coração e toma mais de 300 remédios por mês (palavras dela).
E agora aqui estou eu, solteiro, enganado pela maioria daqueles que chamei de amigos, com uma provável depressão mal resolvida e uma família abalada desde os primórdios de meu nascimento. Felizmente não tenho problemas com autoestima, o que já ajuda muito, mas ao mesmo tempo não tenho motivação em fazer nada que não seja sonhar com uma vida simples, leve e longe de tudo daqui. Hoje, especificamente, está sendo um dia difícil pois minha ficha caiu e tomei consciência da minha situação - chorei muito, escondido. Mas decidi fazer algo a respeito por mais simples que seja: criei uma conta na Twitch.tv pra criar conexões com outras pessoas enquanto jogo, e também este post como o maior desabafo que já fiz na vida. Na verdade, só de ter escrito tudo isso e lido logo após já estou melhor. Mas ainda me sinto sozinho e desamparado, não consigo buscar ajuda com meus familiares pois nunca fui de me abrir pra eles, nem ajuda profissional por falta de dinheiro, e depois de todas essas quebras de confiança fiquei extremamente seletivo a quem eu quero do meu lado, sobrando dois/três amigos com quem posso conversar (e mesmo assim somente meu primo que convive comigo desde criança sabe de toda minha história).
Quem estiver disposto a trocar experiencias e conversar, simplesmente por conversar, ficaria muito grato!
Gratidão a todos que, mesmo não enviando uma mensagem, leram até o final com atenção.
Blessed be. :)
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2020.08.01 17:52 Natalia_Richarde2020 O DIA QUE FUI AMEAÇADA DE MORTE PELA EX

oi luba, turma, gatas maravilhosas, papeis assassinados, editores e possível convidado (que quase nunca tem), hoje vou contar minha triste historia de como fui corna e traída por amigos. bom luba essa é a minha primeira vez participando e espero muito que goste da historia.
ps: estou repostando, pq a anterior tinha alguns detalhes faltando e alguns erros de português ( me perdoe se ainda conter alguns), mas sem delongas vamos a historia.
Eu tinha uma amiga e a gente era bem próximas no período do ginásio e aí quando fomos para o 1° ano do colégio (2015) foi quando eu conheci um menino e a gente sempre foi próximos e por mais que ele trocava de turno na escola (por conta de trabalho),mas isso não interferia nossa amizade e nessa época ele começou a namorar essa amiga minha e cara eu shippava eles pra caralho e sempre apoiava e tudo mais, mas quando foi no 3°ano do colégio (2017) eu e esse meu "amigo" ("amigo" pq eu considerava ele mais um irmão) a gente caiu na mesma sala e aí ele sempre me pedia conselhos sobre o namoro pq segundo o que ele me contava, ela era muito infantil no namoro e tinha ciúmes demais e ainda tinha ciúmes de mim e tipo sempre dei conselhos para ele conversar com ela e assim se resolverem e essa amiga minha em vez de chegar em mim e perguntar as coisas para mim, ela simplesmente mandava outras pessoas perguntar sobre minha relação com o namorado dela e bom sempre fui sincera e sempre falei que considerava ele como meu irmão e que eu e ele não tínhamos nada. Mas ela sempre vinha com as criancices e tudo mais e depois dele passar o ano todo nesse chove não molha ele pediu mais conselhos para mim sobre e eu já tinha dado vários conselhos e o namoro deles não melhorava e o mais sensato quando isso acontece é o término (principalmente quando o diálogo não funciona mais) e aí eu falei para ele que se não tinha jeito que ele terminasse com ela, pq eu não queria o meu irmão sofrendo e assim ele fez e nisso começou o inferno, pois, ele começou a ficar com uma outra amiga nossa e ela começou a xingar eu e essa menina para o colégio todo e sempre quando alguém ia tirar satisfação, bom se fingia de que não tava fazendo nada e que os outros queria envenenar ela para nó,s blz os dias foram passando e aí eu e ele começou a ficar mais próximos, pois a gente cantava no mesmo ministério e aí a gente acabou começando a ficar serio e após 1 mês e começamos a namorar e aí a ex dele veio de mimimi para o meu lado sobre ele e dizia que ele amava ela ainda e aí eu contei que a gente tava namorando e tudo mais e que ele já tinha esquecido ela e que era pra ela seguir a vida dela(maldita hora que fui falar isso) essa menina começou a nos perseguir e nesse meio tempo conheci uma menina (meu namorado que apresentou ela)e ela se tornou uma irmã e ela sempre me ajudava em tudo ( guarde essa "melhor amiga/irmã", pois ela é importante), bom essa ex dele começou a nós perseguir e me atormentar e vindo conversar comigo no whatsapp (na maioria das conversas era nós duas brigando) e vinha postando indiretas para mim (e eu como uma boa pessoa retribuía as indiretas, com outras indiretas) e nessa época eu trabalhava e meu namorado sempre ia lá e passava um tempinho lá para me ver, mas teve um dia que ela viu ele lá e foi lá e sentou do lado dele e começou a me provocar tirando fotos dele e postando com legendas fofas e logo depois ela foi na mulher que cuidava do caixa e era amiga dela (essa mulher era bem próxima minha, era quase uma mãe no trabalho, foi ela que me ensinou tudo e me ajudou com tudo sempre, ou seja ela sabia da historia e ela iria me defender e me contar) e essa garota começou a falar que eu tava atrapalhando o namoro dela com ele e falando outras coisas além disso e tentando me envenenar para ela e meio que querendo que eu perdesse meu emprego, mas essa mulher já sabia da verdade e apenas acalmou ela e falou que se ela namorasse ela o pq de quando ele caiu de moto eu que estava lá do lado dele no hospital e não ela e quem cuidou dele foi eu e não ela e outras coisas e nisso ela saiu e a mulher veio conversar comigo e falar o que ela tinha falado e nisso eu comecei a chorar e tudo mais, pois meu psicológico tava totalmente abalado e estava totalmente frustada com tudo ( e também tinha medo dessa menina fazer eu perder meu emprego, pois era meu refugio aquele trabalho e por mais que era difícil lidar com as pessoas, aquele trabalho me fazia esquecer dos problemas em casa e no pessoal) e aí passou um tempo e ela ainda estava atormentando e um certo dia ela veio falar para ele que tava grávida dele (pois eles tinha feito fuc fuc 1 mês antes da gente começar a namorar ou seja, quando a gente estava ficando serio) e aí ele veio até mim e me contou tudo e eu perdoei ele e aceitei ele mesmo tendo um filho com ela e que estaria aqui para ajudar ambos no que precisar e umas horas mais tarde ela apareceu e começou a forçar ele a terminar comigo e ele falava que não ia terminar e ela ficava insistindo e aí eu perdi a cabeça e comecei a discutir com ela no meio da praça e todos olhando (puta vergonha que passei), mas aí como eu vi que ele não estava bem parei de discutir e ele foi conversar com ela e até que conseguiu fazer ela ir em bora e ai ele decidiu não assumir a criança, porém ajudar financeiramente ela e ela não aceitava essa ajuda nossa e fazia altos dramas ( de como ia ser o filho dela sem pai presente e tudo mais) e até que um dia a gente fez ela fazer exame para a gente realmente saber se era verdade a gravidez (como ela tinha uma certa fama de destruir relacionamentos dos outros, a gente foi ter certeza se procedia a história) e aí no dia que eles marcou os exames, meu namorado ia com ela neh, porem ela não esperou ele e tirou sangue sem ele e isso aí já fez a gente suspeitar da procedência do exame (pq o laboratório não era tao confiável), mas aí passou uns dias os resultados chegaram e dizia que ela tava realmente grávida e ainda sim existia a dúvida de ser dele e ela ainda continuava infernizando a gente e aí sempre que eu pedia conselhos para aquela "amiga" minha, ela sempre falava para mim terminar com ele e nunca me apoiava e tudo mais e isso me fez ter um pulga atrás da orelha sobre fidelidade dela (mesmo ela falando que ele não fazia o tipo dela, pq ela pode estar mentindo e a fama dela não era tão boa assim, tanto que tinha vindo pessoas me alertar sobre ela) e comecei a ficar esperta, pq meu namorado sempre que a gente ia sair ele gostava de passar na casa dela e tudo mais (e também comecei a ficar alerta, quando meu cachorro avançou nela, sendo que ele é amoroso e tem teorias de que cachorro tem o sentido de descobrir que não tem boas intenções e isso já me deixou encafifada e também teve um dia que a gente foi na casa dela e eu meio que me senti excluída ) e aí um dia a gente marcou de ir eu, meu namorado e a ex dele para a gente sentar e conversar sobre e bom esse dia chegou e após muita discussão ele me escolheu e ela não queria aceitar e começou a fazer chantagem e ainda mandando indiretas para mim por celular e a gente discutia sempre no whatsapp e aí teve um dia que ele foi por um ponto final e aí ela me ameaçou de morte e tudo mais (pse ele gravou um áudio sem ela perceber e ela me ameaçava e falava que se ela não podia ficar com ele, que eu não ia ficar e que ela poderia ir pro inferno por me matar, mas ela não se importava) e quando descobri isso fique desesperada e com medo e com raiva por ele nunca por um ponto final e tudo mais e isso tava me fazendo perder muito cabelo e eu ter crises de ansiedade, pois estava aguentando essa barra toda sozinha, pois não tinha apoio de ninguém (minha mãe sabia do namoro, porém nunca fui de dividir os problemas com ela e ela amava meu namorado) e aí um dia a ex dele teve um aborto espontâneo e aí ela parou de nós infernizar (esqueci de falar que ela sempre falava que ele só está a comigo para fazer ciúmes nela e tudo mais kkkk sendo que ele odiava ela) e aí a gente começou a ter paz, porém ele começou a ficar mais distante (ele falava que eu era a que tava distante, sendo que eu sempre fazia textinho e ele sempre falava as mesmas coisa que ''ele estava surpreso e não sabia o que dizer'' e demais desculpas esfarrapadas e até gastei 150 reais em uma aliança nova, pois eu tinha perdido a outra numa viagem e cara sempre fazia surpresas eu dava 100% de mim e ele nem 50% dele e isso me deixava muito triste e insegura comigo mesma) e um dia ele foi trabalhar em uma festa e aí ele me traiu com uma outra amiga nossa e ele falou que não foi culpa dele e que a menina que tinha beijado ele e tudo mais (e eu a trouxa perdoei)(esse rolo todo foi em 2018) e aí o ano passou e faltando 2 semanas para acabar fevereiro de 2019 ele me pediu um tempo e nesse período aquela minha "amiga" começou a postar fotos com ele com legendas fofas e tudo mais e era todos os dias praticamente e aí eu me afastei dela e aí nesse período saiu o resultado do meu vestibular e eu consegui passar aonde eu queria e aí eu e meu namorado marcou de conversar e resolver o nosso namoro (pq eu tava quase indo para outra cidade por causa da faculdade) e a gente foi no dia que a gente completava 1 ano de namoro e aí ele chegou deu feliz 1 ano e aí começou a falar que me amava,mas que ele tinha medo de eu ir para outra cidade e trair ele ou conhecer alguém melhor que ele e tudo mais (sendo que qualquer babaca seria muito melhor que ele e serio eu trair ele? esses medo era pq ele era o infiel da relação)e aí ele falou que se eu queria terminar com ele e aí eu falei que seria melhor a gente terminar, pq se pra ele nosso relacionamento a distancia não ia funcionar, então para que continuar e aí ele veio me abraçou e começou a chorar, porém percebi que aquele choro não era muito verdadeiro e aí eu chorei vindo para casa, mas era um choro dele alívio e um pouco triste por ter que contar para minha mãe que a gente tinha terminado, pois como a gente terminou eu estava tranquila que eu não iria sofrer mais e assim iria para outra cidade e não precisarei conviver com aquelas pessoas e aí alguns meses após o término meu ex veio conversar e pedir desculpas por tudo que ele tinha feito e pedir uma segunda chance, pois ele tinha se arrependido de tudo (pq ele tinha namorado e essa menina tratou ele tão mal, quanto ele me tratou e aí ele se deu conta das merdas que ele fez com quem realmente amava ele e que sempre cuidou e quis seu bem), porém após esse término eu comecei a ter mais alto estima e perceber que eu merecia alguém muito melhor e que ele e aí eu naturalmente dei um fora (ele começou a falar coisas do tipo ''você fazia cursinho fora e você acha que eu não iria desconfiar de algo'', insinuando que eu tinha traído ele e eu me estressei e comecei falar e por pra fora tudo e ai ele viu o quão errado ele estava) e uns dias depois um amigo meu veio me contar que esse ex meu tinha ficado com essa "amiga" minha um pouco depois que a gente terminou e eu fui e perguntei para ele e ele me confirmou e aí eu cortei minha amizade com aquela "amiga" e aí ele queria continuar a amizade comigo e eu aceitei, porém sempre fui fria e aí ele veio reclamar que eu não era a mesma e que eu estava fria com ele e aí eu falei que depois de tudo ele queria ainda que eu fosse igual com ele e fingisse que tava tudo ok e aí ele parou de falar comigo, por atualmente eu já os perdoei e queira que ele sejam feliz, contei para minha mãe os reais motivos de eu ter terminado com ele uma semana depois de ter me mudado para outra cidade, pq eu não tinha coragem de contar cara a cara e aí lubinha atualmente eu encontrei alguém que realmente me ama e me valoriza do jeito que sou e sempre me anima e sempre está disposto a tudo por mim, tanto que foi ele que me apoio a vir contar para você essa historia (eu e ele te assiste e então sempre que a gente joga a gente usa algumas frases suas), bom lubinha tenho algumas prints das conversas e queria muito poder deixar aqui para você ver, mas não sei como faz para colocar kkkk, a já ia esquecendo de contar que essa ex namorada dele sempre tentava fazer meu amigos se virarem contra mim, porem não conseguiu e então é isso lubinha essa é minha historia de quando fui traída em um relacionamento e em amizades . bjs lubinha e obrigada por todas as noites de diversão que você me proporciona (principalmente com o quadro nice mendigos e sempre coloco eles quando estou com crise de ansiedade ou insonia, pois me ajuda a acalmar e dormir) e caso queira julgar quem foi o babaca da historia pode ficar a vontade (apesar de eu achar que todos foram kkkkk). é isso lubinha,bjs e desejo todo o sucesso do mundo para você, seus editores e turminha. então é isso bjs lubinha, amo você.
submitted by Natalia_Richarde2020 to TurmaFeira [link] [comments]


2020.05.14 05:43 novadulto Não consigo me manter apegado (a pessoas, coisas, ideias...)

Minha cabeça é meio bagunçada, então já peço desculpas antecipadamente pelo texto meio perdido hahaha.
Sou homem, atualmente com 30 anos, e tenho uma dificuldade enorme de me manter apegado a algo ou a alguém.
No âmbito de relacionamentos lembro que durante o ensino médio eu tinha meu grupo de amigos e a gente tava sempre junto, saía de fim de semana, ia viajar nalgum feriado prolongado... Mas o tempo foi passando e, uns dois anos depois de terminado o ensino médio e perdermos aquele contato diário, comecei a "cansar" deles. A gente ainda saía umas 3 vezes por mês, mas cada vez eu tinha menos vontade praquilo, tava sempre arrumando uma desculpa pra não ir, não procurava mais eles (só falava com alguém se viessem falar comigo antes), até que chegou num momento em que eles me procuravam cada vez menos e finalmente largaram mão de mim. Isso foi há uns 10 anos e eles foram meus últimos amigos de verdade (de lá pra cá tive apenas colegas).
Ainda nos relacionamentos, agora amorosos, tive minha primeira namora de verdade (as outras foram aquelas namoradinhas não tão sérias) na faculdade. Nunca fui o pegador (muito pelo contrário, quando eu arranjava alguém eu já me apaixonava e ficava com ela por uns meses), até por não ser uma pessoa que leva muito jeito na conquista (não sou tímido, converso com todo mundo, mas se for alguma garota por quem estou afim eu travo), mas sempre quis experimentar essa vida (talvez por não ter tido essa experiência e vê-la como algo maravilhoso eu tenha alguns dos problemas nos relacionamentos amorosos que vou relatar a seguir). Vejo uma mulher que me atrai e dou aquela acompanhada com o olho, fico "analisando o material" (não levem pro lado machista da coisa), dou umas fantasiadas... Não chega a ser aquela coisa nojenta de enfiar a mão na calça ou ficar secando a mulher e lambendo os beiços, e obviamente eu tento disfarçar, mas eu dou sim uma boa conferida. Fico imaginando como seria minha vida de pegador, dormindo cada noite com uma, passando um fim de semana com alguma que me agradasse mais... Mas quando começo a namorar tudo isso some - eu só tenho olhos pra minha namorada, me entrego totalmente, sou super disposto quando vamos nos encontrar (normalmente sou meio preguiçoso, de modo a preferir ficar na cama a sair pra passear)... Posso até reparar que outra mulher é bonita, mas não passa disso, de uma mera constatação (assim como posso olhar pra um homem e pensar "esse cara é bonitão" sem que isso signifique que quero pegar ele, ou pensar "que cachorro fofinho" sem querer adotá-lo), não rola qualquer olhar mais prolongado, qualquer fantasia... Até aí maravilha, acho isso até bom já que estou num relacionamento sério e ficar desejando outras não seria saudável pra mim ou pro relacionamento. Acontece que com o passar dos meses eu vou "enjoando" daquele namoro, parece que vira uma obrigação - eu continuo super apaixonado pela minha namorada, mas eu simplesmente começo a não ter mais saco pra ter que sair de casa e ir encontrá-la; junto disso começa a voltar aquele desejo por outras. E aí já não tô mais feliz, sinto que o namoro já deu o que tinha que dar e termino. Já reparei que isso começa uns meses depois que a gente começa a ter uma vida sexual mais ativa (e como costumo namorar "meninas de família" isso costuma levar uns meses), até por isso penso que talvez seja uma "programação biológica" no sentido de passar os genes adiante (apesar de essa parte em especial não rolar graças à camisinha hahaha), de modo que depois que o "objetivo é cumprido" meu organismo não manda mais os mesmos sinais que me faziam querer ficar com aquela pessoa (como se toda aquela paixão fosse só um meio de me fazer chegar no objetivo sexo). Quando termino eu penso comigo "não vale a pena, é sempre a mesma coisa - me apaixono, namoro, me dedico pra caramba só pra depois de um tempo eu me cansar daquilo e terminar tudo" e decido que não vou mais perder tempo com namoros. E aguento bem nessa, fico uns dois anos de boa com isso, até que começa a bater uma puta carência e acabo entrando num novo namoro.
Meu último namoro terminou deve ter 3 anos e até recentemente eu tava de boa com mais uma das minhas decisões de "vou ficar sozinho, é mais fácil assim", mas nessa última semana já começou a bater aquela vontade mais forte de ter um contato mais íntimo com alguém. Normalmente quando vem esse desejo (não confundir com o mero tesão) eu bato uma punheta e tá resolvido, a vontade passa (até por isso acho que o meu desejo de ficar com alguém seja mais sexual/"evolutivo" do que afetivo), mas têm vezes que não, eu bato uma, duas, três e continuo com aquele desejo de "eu quero uma namorada" e já começo a fantasiar sobre como seria a namorada perfeita, como a gente se conheceria, como seria a nossa vida juntos... Esses três últimos dias foram assim.
Importante notar que justamente por isso eu não pretendo ter filhos - além da quebra obrigatória na rotina (coloco o "obrigatória" aqui porque não vejo nenhum problema em quebrar a rotina, desde que isso parta única e exclusivamente de mim) fico pensando se um dia eu simplesmente "enjoar" deles, sem contar que quando a gente ama alguém a gente se preocupa com aquela pessoa, acaba fazendo por elas coisas que não queria ter que fazer... (já percebi que eu quero viver pra mim, que sou uma pessoa egoísta). É como diz a música:
Why can't we give love that one more chance?
[...]
'Cause love's such an old fashioned word And love dares you to care for The people on the edge of the night And love dares you to change our way of Caring about ourselves
Sério, por mais triste que possa ser dizer isso (e me sinto péssimo quando penso nesse tipo de coisa) eu sinto que minha vida seria muito mais fácil se eu não tivesse família, já que eu os amo e me preocupo com eles e isso me impede de levar a vida 100% a minha maneira, de me isolar...
Tenho esse problema de "apego" também com estudos - quando eu tava no colegial não queria nada com nada, acabei fazendo direito porque no meu meio a "sequência natural" do ensino médio é a faculdade e por achar que dos cursos existentes essa era o tinha mais a ver comigo (ledo engano). No começo eu tentava estudar bastante, comprei várias doutrinas e tudo o mais, mas realmente não era pra mim (esse é um curso que eu realmente me arrependo de ter começado). Uns anos depois abandonei e parti pra biologia. Gostei bastante do curso e no começo, novamente, eu estudava bastante, mas com o passar dos semestres ia dando aquela desanimada e eu estudava cada vez menos. Mesmo assim terminei o curso, e desse eu não me arrependo (se é pra ter algum arrependimento é de não ter feito ele logo de cara e de não ter me empenhado mais). Entretanto, durante o curso eu tive muito contato com a galera da licenciatura (fiz bacharel), até porque as turmas eram juntas, e assim que terminei o curso de biologia parti pra pedagogia (eu queria trabalhar com crianças). Assim como no direito eu tinha uma visão bem fantasiosa de como era a área e acabei não durando muito no curso (esse tá fazendo companhia ao direito na sessão de "cursos que me arrependo de ter começado" [afinal representa um tempo perdido]).
Não sei, às vezes parece até que é um mecanismo de autossabotagem (ou autopreservação), como se sempre que eu fosse começar a ficar mais por conta própria, crescer na vida, ter mais responsabilidades, eu desse um jeito de protelar aquilo e voltar à zona de conforto.
Atualmente tô prestando concursos na área de biologia e logo começo em um (apesar de continuar estudando pra ver se passo em algum melhor - de vez em quando eu pego firme nos estudos, sinto que tô aproveitando bem, mas aí de repente dá um desânimo e largo mão) - quero só ver como será, se conseguirei dar o meu melhor e me empenhar como eu gostaria ou se minha cabeça vai dar um jeito de me sabotar e se eu cederei (apesar de eu achar extremamente difícil, já que estarei ganhando dinheiro [um salário que não é bom mas também tá longe de ser ruim], poderei ir morar sozinho, colocar em prática meus planos de juntainvestir um dinheiro e talvez daqui a 30 anos ir morar no campo, viver de renda, totalmente por conta própria...
Outro problema é que eu tô constantemente mudando - às vezes eu quero uma coisa, num outro momento quero outra completamente contrária. Pra exemplificar, quando paro pra pensar em "como seria a vida perfeita" pra mim eu tenho várias versões - em uma eu encontraria uma mulher perfeita, nos apaixonaríamos e viveríamos juntos e felizes para sempre; em outra eu seria o solteirão pegador que "pega e não se apega", que vive viajando pelo mundo; numa terceira inventariam um MMORPG fodão (imagina algo em realidade virtual com conexões neurais, de modo que parece que você realmente tá ali) e eu passaria o dia jogando; e assim por diante, se aparecesse um gênio agora e dissesse "você pode escolher a vida que você quiser e ela será sua" eu sinceramente não saberia escolher.
Obs.: ao falar de "arrependimento" e "tempo perdido" eu entendo que essas experiências me ajudaram a ser quem eu sou hoje, pode ser que sem elas as outras experiências que hoje eu gostei não tivessem sido tão proveitosas (ou mesmo estivessem nessa categoria de "me arrependo") justamente porque eu não tinha a maturidade que elas me deram. De qualquer forma é difícil deixar de pensar em como eu gostaria de não ter perdido tanto tempo com elas.
Mais alguém aqui tem esse tipo de problema? Alguma ideia de como resolver?
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2020.05.01 03:25 biasann O caminho difícil pra chegar nos meus sonhos

Oi, sou nova aqui.. Não sei bem como mexe nesse app, mas vi esse grupo e muita gente desabafa aqui, então resolvi compartilhar com vocês o que eu ando passando. Para alguns pode ser algo idiota, (até porque existem pessoas que lidam com problemas reais, depressão, pobreza, doenças, etc) mas para mim anda sendo o que me aflige todos os dias.
Eu desde nova sempre fui muito criativa, fazia desenhos incríveis, aprendia qualquer matéria com muita facilidade, tudo o que eu fazia era bem feito. Você já estudou com alguma uma menina no fundamental que tinha toda cor de caneta colorida? Então essa era eu. Caderno sempre impecável. Aos 8 anos meus pais se separaram. Eu fui morar com minha mãe, somente eu e ela, via meu pai a cada 2, ou 3 anos mais ou menos.. Morava em Uberlandia-MG, mas como minha mãe achava muito perigosa a cidade para criar uma filha sozinha nos mudamos para uma cidade pequena de Goiás.
Me mudei aos 11 anos, isso em 2010, e comecei uma vida nova. Estava no 7° ano (era adiantada, pq já morei fora do país). E aconteceu que acabei repetindo de série. -Já não era mais adiantada! ☹️- Quando consegui passar para o 8° .... Repito.. Outra vez. E a mesma coisa se passou no 9°. Resumindo: Eu bombava uma vez, passava, bombava, passava. Bombei 3x.
A partir do momento em cheguei nessa cidade, perdi o interesse em estudar.Juntamente com o desinteresse vinha a loucura da puberdade..Aos 14 aprontei mais do que uma adolescente poderia aprontar. (Aprontar no sentido de: beijar muito, pular muro, ir em muitas festas, dar Pt, ser falsa, xingar a mãe, voltar de madrugada, usar drogas)
No final dos meus 16 anos conheci um homem, 10 anos mais velho que eu (inclusive era meu Sensei (prof de karatê) rsrs) e namoro com ele até hoje. Ele me fez mudar, evoluir, amadurecer e me ajudar a tornar a pessoa que sou hoje. Teve um ano ou outro que eu estava super focada em estudar e era uma das melhores da classe. 2018 terminei o 3° ano. Nesse ano fiz prova do Encceja (pra terminar estudos), bombei na redação então tinha que ir na escola para fazer as matérias de linguagens. Foi o melhor ano! Aprontei o ano todo, ficava atoa na sala de aula. (Aprontei no sentido de fazer muita bagunça e beber dentro da sala, lembrando que eu estava namorando).
Mas aí veio 2019. MEU DEUS! O QUE EU FAÇO AGORA???
Passei no vestibular para Letras-Português e Espanhol. (Faculdade 100% online)
-Gosto muito de Espanhol, como morei na Espanha quando era pequena sou fluente, então gostaria muito de trabalhar com algo que fez parte da minha vida. Meu sonho também é aprender inglês, japonês e coreano. Também escolhi essa faculdade porque na minha cidade, como é pequena, não possui muitos professores de Espanhol, sempre está em falta. -
Você deve pensar: ah, perfeito então, só estudar e já era! ✨😍
Só que não. Quem disse que consigo estudar? Disse mais cedo que meu namorado mudou minha vida, me fez ser uma pessoa melhor. Mas mesmo com ele não consegui recuperar a vontade de ser alguém que eu tinha quando criança. 2019 foi um ano desperdiçado, eu comecei a primeira matéria (Educação Inclusiva) muito empolgada, estudei, fiz a prova, passei, tirei nota super alta. Mas no final do semestre eu tinha que fazer um trabalho (super simples, com introdução, des e conclusão) e por não fazer acabei bombando no semestre inteiro.
No segundo semestre eu entrei em um app que contrata profissionais para fazerem trabalhos e paguei um para fazer. Porém, eu não tinha realizado as atividades online do segundo semestre, então não adiantou passar no semestre, né?
2020 chegou e estou no terceiro semestre. Matérias acumuladas, eu pago 230 por mês nessa faculdade que eu consigo desperdiçar todos os dias 😔 As matérias acumularam e estou pagando mais R$ 100 todo mês para repor. + Dinheiro desperdiçado né??
Todo dia é uma luta EU vs EUZINHA para eu colocar na minha cabeça que tenho que estudar. Eu entro no ambiente Virtual, olho, mas não tenho a CORAGEM de tirar algumas horas para estudar. Lembrando que: MINHA FACULDADE É SUPER FÁCIL! apenas um trabalho por semestre, 1 prova por mês e algumas atividades e vídeo aulas pra ver e realizar.
Me pego pensando as vezes, porque é tão difícil pra mim, porque não consigo realizar meu sonho? Porque eu sou tão descrente? Porque sou tão inútil ao ponto de não conseguir fazer uma faculdade tão fácil?? Eu queria essa coragem que as pessoas tem para estudar o tempo todo. Eu tenho objetivos, planos, mas não consigo realizá-los. Queria voltar a ser aquela criança criativa. Não quero colocar a culpa em alguém, não é justo. Mas penso as vezes que nunca tive pessoas para me incentivar.
Você deve pensar: "Ah, mas vc viajou para fora do país, como ngm te incentivou? Viaja pra fora do país quem tem dinheiro, quem conquistou coisas" -é aií que se engana! Na verdade não sei de onde meu pai tirou dinheiro na época para viajar. Meu pai era apenas((não no sentido de menosprezar a profissão, ok?! No sentido de ganhar pouco!))um lanterneiro, foi comprando uns carros usados, reformando e juntando dinheiro. Com a ajuda da irmã dele fomos morar na Espanha durante 2 anos e meio.
Estou há meia hora escrevendo, não sei se alguém irá ler até aqui, mas enfim, agora mesmo preciso fazer o trabalho do 3° semestre, para o dia 16, mas quem disse que consigo? Compro cadernos, marca textos para me incentivar, porém não sai nada. Parece que meus sonhos estão cada dia mais longes, porque a pessoa aqui não consegue vencer um simples obstáculo.
Admiro você, que tem objetivos em mente e não desvia do caminho. Eu cada dia me sinto mais uma perdedora. Sem contar que minha memória é péssima, não sei se é por conta da maconha, das pingas ou de falta de treino de cérebro mesmo. Obrigada por ler até aqui, escrevi isso e desabafando me sinto melhor.
Irei tentar ser alguém melhor para mim. Aliás, "tentar" NÃO. Eu irei conseguir.
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2020.04.22 15:59 Dell_Abrin A polarização vai ser (ou já é) a nossa desgraça

WALL OF TEXT AHEAD
Vou tentar ser o mais sensato possível nesse post, por isso randomizei os argumentos que construí e a ordem que cito os fatos pra não ter problemas de maior visibilidade de uns ou outros, vai ser longo, tem TL;DR no fim pra quem quiser, vamos lá:
Bom dia a todos,
Não precisa ser um gênio pra ver que a polarização só aumenta e está tendo efeitos muito sérios na sociedade. O "nós contra eles" fica cada dia mais forte e é cada vez mais o modus operandi das pessoas. Isso não começou agora, vem se arrastando desde tempos pra cá, e pode ser visto nesses vários exemplos, de vários momentos dessa linha do tempo, randomizados:

- Verdevaldo foi convocado e desconvocado pra depor no mesmo dia , o deputado que convocou deu um 180º fodido na própria proposta ao ver que a oposição apoiou e não apresentou nenhuma ressalva. O "nós contra eles" aqui é mto forte, o simples fato dos seus oponentes políticos também almejarem algo é suficiente pro abandono completo de uma proposta. Sem nenhuma análise sobre a validade da questão, nada, se eles querem, eu não quero.
- A polarização do corona , esse é o exemplo mais escancarado e atual. Todos tem interesse em como lidar com o corona, é um problema grande, ambrangente e complexo. Eu vejo que muitos não tem a disposição de argumentar sobre o que é melhor ou pior a ser feito, apenas em defender as suas (ou do seu idolo) ideias de ataque e atacar as ideias dos opositores. Isso sem contar que muitas vezes as ideias não nascem das próprias pessoas, são na realidade um relay de algum político/ideologia, sem pensamento crítico e nem mesmo alguma análise se aquilo se aplica a própria vida da pessoa e da sociedade. Nem vou falar muito sobre isso pq é fkin óbivo.
- Esse post, feito neste sub e no outro, onde uma agressão acontece, em um suposto protesto, um ato repudiável por qualquer ser humano que deseja viver em sociedade. Não demorou pra aparecer gente defendendo essa ou aquela ideologia/político e etc, nos dois subs. Exemplo fodido de que tem algo profundamente errado.
- O reaquecimento da discussão do Homeschooling , a qual já tinha sido polarizada antes, com pouco foco na discussão sobre o mérito da qualidade do ensino e a experiência que a criança/adolescente teria (o que deveria ser o principal a ser discutido, afinal estamos falando de ensino), mas nas implicações políticas do fato. Lamentavelmente, cada vez mais a discussão profunda, complexa e muito importante vem se tornando um "nós contra eles".
Em resumo, hoje em dia a importância das discussões corre atrás dos rótulos políticos envolvidos, e menos das questões em si, suas implicações práticas e qual é o melhor resultado pra sociedade. Isso vem entrelaçado com os políticos da cena atual, e suas cores. A idolatria a personagens dessa cena é peça chave, e talvez a mais importante, desse tabuleiro. Leia-se aqui TEM GENTE IDOLATRANDO POLÍTICO E SEGUINDO IDEOLOGIA IGUAL RELIGIÃO.
Pouco se ouve alguem dizer "eu não tenho a resposta pra isso", "eu não sei se é tão simples assim", "preciso pensar melhor sobre isso", as pessoas tendem a pegar a resposta pronta praquilo na database de sua ideologia/político de estimação e jogam na conversa. Sem pensamento crítico, sem análise, nada. Triste demais.
********* TRANSIÇÃO DE FATOS PARA ---> OPINIÕES DO AUTOR ********\*
Eu não deveria lembrar ninguém disso, deveria ser o padrão, estar tatuado na mente de todos, mas vamos lá:
POLITICOS NÃO DEVEM SER IDOLATRADOS JAMAIS. Independente da esfera ser municipal, estadual, federal, independente de quem está no poder, independente dos problemas que enfrentamos, independente de tudo.
Se vc acha que um político fez algo bom e que merece reconhecimento, vai uma frase aí bem conhecida, "não fez mais que a obrigação". O salário no Executivo, Legislativo e Judiciário já é muito maior que a média, cheio de regalias que a maioria aqui jamais vai ter, com assessoria pra tudo. Quem paga por tudo isso somos eu e vc, a nossa função é de cobrar sempre, e escolher pensando no nosso próprio bem e da sociedade que queremos ver. Eu nem preciso citar a corrupção sistêmica por trás disso tudo.
Nós vamos ruir como sociedade se isso continuar assim. Não tem como manter uma soceidade segura, próspera e avançando se tudo depender de rótulos que colocam em vc por causa do voto que vc exerce no jogo democrático. Teve brigas de família, teve término de namoro, sociedade acabada em empresa, teve um monte de merda espalhada por aí sem a menor justificativa.
É incrivel cara, surreal pensar que perguntar pra alguém sobre como a pessoa se posiciona em um debate sobre:
ESCOLHA APENAS UM: aborto ou economia ou estado ou armas ou o cacete...
... é suficiente pra rotular ela e, ousadamente, prever como é a opinião dela em todos os outros assuntos.
É como se agente tivesse ignorado a capacidade das pessoas pensarem separadamente sobre cada assunto desses, e automaticamente metesse uma camisa de time nela por causa que ela falou 1% do que pensa sobre o mundo.
Antes que venham me chamar de "ain, isentão, comunista, gado, bolsonarista, fascista, nazista etc etc", deixo aqui outra epifania pra vcs:
É possível sim alguém pensar sobre as grandes questões da sociedade de maneira isolada. Eu posso sim ter uma opinião sobre os 4 assuntos acima, bem formulada e embasada, que não me coloca em nenhum time. É possivel sim eu não me identificar com nenhum político, mas ainda defender meus interesses e crenças através do voto, afinal, temos que escolher vários representantes em 3 esferas e 3 poderes.
Garanto que vai ter gente me rotulando e xingando nos comentários, atribuindo que sou isso ou aquilo. Pra vcs, desejo-lhes boas vindas ao mundo real, onde tudo é difícil e complexo, e o buraco sempre é mais embaixo.
TL;DR: A polarização só aumenta, de várias maneiras, e isso é muito pergioso pra integridade da sociedade como conhecemos. Acredito que isso é um efeito da idolatria que umas pessoas atribuem a outras, leia-se fanatismo político. Acredito tmb que isso é errado, e que não deveria existir esse tipo de comportamento.
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2019.12.31 19:00 Sinclair57827 Fazer uma amizade só aumentou meu sentimento de isolamento

Estou com vontade de escrever. Não vou conter o tamanho do texto, direi o que vier e jogarei a folha ao vento, talvez caia no colo de alguém que terá o interesse de ler.
Fiz uma amizade recentemente - falo isso com alguma insegurança. Gosto muito dela, mas me sinto inseguro ao pensar que ela me consideraria sua amiga. Talvez exista mesmo uma assimetria entre a imagem que faço dela e a que ela faz de mim, pois a partir da minha carência, a exalto. Não sei como as pessoas que têm muitos amigos lidam com esse volume, se os estimam em igual intensidade, se são indiferentes, e se a ausência deles faz alguma diferença. Sempre fui muito sozinho então estimei demais a presença das poucas pessoas que eu realmente gostava - duas ou três. Pensava nelas constantemente, lembrando das conversas e pensando o que diria em outras oportunidades. Me pergunto se elas pensam em mim também, e me entristeço ao considerar que talvez não, mas elas não precisam, nem devem, não posso depositar essas expectativas em ninguém, isso decorre apenas da minha carência.
Tivemos algumas conversas, eu e essa pessoa, e foram boas conversas, genuínas, sinceras e profundas. Fiquei imensamente feliz pela oportunidade, encontrei algo realmente raro, e com a felicidade e o desejo nascem, imediatamente, o temor da perda (quanto tempo passaria até que tivesse outra oportunidade equivalente?). Ela disse que também gostou, e depois fiquei pensando se não foi apenas gentil em me responder, ponderei as palavras que utilizou e as que omitiu. Por que eu sou tão inseguro e paranoico? O que eu precisaria para ser convencido? Que me abraçasse e me enchesse de beijos e elogios? É até um tanto grotesco o que surge quando narcisismo e insegurança se misturam.
Compartilhei algumas experiências, fui honesto de uma maneira muito estranha ao meu jeito usual. Queria deixar tudo sair, abaixar a guarda, já andava cansado de guardar para mim todas as minhas dores e tentando simular qualidades que não tenho, fingir segurança, autossuficiência, confiança, clareza de propósito, alegria. Eu sou inseguro mesmo, sinto medo, acho a vida difícil e confusa. Me sinto sozinho. Acho que muita gente se sente sozinha. É até irônica a quantidade de gente sozinha por aí, tentando esconder e agravando a própria solidão. Mas também sinto coisas boas, a considero minha amiga hoje e sinto vontade de demonstrar afeto, acho que eu sou carinhoso e sinto vergonha e medo de que tornando isso aparente a afastaria de mim, por dar a entender que tenho segundas intenções ou porque ninguém gosta de gente manhosa demais.
Queria que ela compartilhasse também, mesmo os detalhes mais irrelevantes da sua vida. Não por uma curiosidade acerca da sua vida, pois poderia fazer as mesmas perguntas para qualquer um e obteria respostas similares, mas pelo estabelecimento de uma confiança, de cumplicidade. Ela me consideraria próximo o bastante para me dizer como foi seu dia, como se sentiu, e uma memória feliz da infância, ou algo que tenha a tenha deixado melancólica. Mais do que estar na presença de pessoas, gostaria de ser relevante para alguém. Talvez, ir para além da minha esfera pessoal, do isolamento do meu mundo particular, e fazer parte do panorama da vida de outra pessoa.
Mas nada disso foi dito. Talvez seja o jeito dela, ou eu só não sou digno, ou pode ser que o que ela disse era o que ela considerava importante e eu sou, de fato, estimado. E eu não perguntei, na verdade.
Me lembro do que não devia ter dito e do que poderia ter dito melhor, e me sinto culpado e com medo de que isso talvez tenha criado uma má impressão e maculado permanentemente a imagem que ela tem de mim, e uma amizade profunda e potencial já não é mais possível. Paranoia. Não existe método para o nascimento de uma amizade, existe o contato necessário, mas o resultado pode ser um ou outro independentemente da minha vontade, não posso esperar o afeto de ninguém.
Ela não é a primeira e certamente não será a última pessoa que passará pela minha vida, não sei por quanto tempo. Sei que os intervalos entre uma e outra serão grandes. Isso me entristece, não consigo me livrar da ideia de que a condição humana seja, fundamentalmente, a solidão, cada um isolado na sua subjetividade e na sua própria história. Talvez não seja a condição humana mas a minha, certamente, é, quase uma doença crônica, uma dor que as vezes diminui mas está sempre lá.
Minha família não era de demonstrar afeto exacerbadamente, nunca aprendi a ser afetivo, eu era a única criança da casa, me isolei gradualmente dos meus colegas e não fiz um único amigo por todo o colegial. Há um ou outro sujeito com quem converso ocasionalmente, mas não faz diferença. Nunca pertenci a grupo algum, não me identifiquei com ninguém e meu único namoro foi desastroso. Minha alienação se acentuou após ingressar na faculdade, desenvolvi uma obsessão compensatória pelos estudos e passei uns bons 5 anos sem contato com praticamente ninguém, fiz um progresso estrondoso nesse tempo mas a custo do quê? A conquista perde seu glamour quando vejo sua causa, escapo para sonhos megalomaníacos porque a realidade banal é difícil demais para mim. Esses fatos compõem a base da minha vida e não é possível mudá-la, mesmo que eu me desenvolva de tal modo a ter mais pessoas presentes na minha vida, a base que me forma será sempre essa.
Penso em como pode ter sido a vida dela. Completamente diferente, imagino. Abro o seu instagram em um instinto voyeurístico, a vejo feliz com sua família e sinto inveja. Essa é uma mistura de sentimentos bem bizarra, inveja, paixão, felicidade (por vê-la feliz), ressentimento, carência, me sinto pequeno, ela parece inacessível para mim, por que ela manteria por perto alguém como eu? Ela sempre deve ter tido muitos amigos, fez teatro na juventude. Viveu suas aventuras. Como terá sido sua primeira paixão? Será que ela é feliz com seu passado? Eu devia parar de usar redes sociais, me sinto desconfortável quando olho suas fotos, invado sua privacidade e tento me projetar numa vida na qual não pertenço.
Por que me faço essas perguntas? Por que me menosprezo tanto? Poderia estar feliz pela oportunidade que recebi de conhecer alguém legal e esperar até o próximo momento que teríamos para conversar e só o que consigo fazer é rolar de um lado para o outro com essa dor insuportável no meu peito, perdendo a sanidade para a paranoia.
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2019.09.23 05:30 mjddi81 Me sinto frustrada

Vou tentar ser mais breve possível.
Desde criança tive problemas com minha imagem, aos 8 anos eu era gordinha e já sofria muito bullying dentro da escola. Eu nunca tive namorados na adolescência porque nessa fase as coisas só pioraram: espinhas, sobrepeso, etc. Era muito difícil gostar de alguém e sempre ter que ficar calada por medo de ser rejeitada e de fato eu era, os meninos sempre preferiram minhas amigas. Eu melhorei minha imagem aos 18 anos e mesmo assim ainda tinha (e tenho, agora com 23) muitos problemas relacionados ao meu corpo.
Meus relacionamentos sempre foram pela internet, já que na vida real era tudo mais difícil e eu não conseguia "ser eu". Engatei um namoro em 2016 e estou entre indas e vindas até o momento. Eu não consigo me sentir ao menos desejada pelo meu namorado. Ele pouco me toca/beija ou sente vontade de ter relação sexual.
Fim de semana passado eu saí, bebi e tentei ficar com alguém -estava solteira até então-, porém o cara simplesmente negou e eu só queria sumir dali a todo custo. Por fim o vi beijando uma menina que estava comigo no rolê (amiga de amigas, etc) senti como se eu estivesse novamente nos primórdios da minha infância/adolescência, sempre sendo trocada por outras à minha volta. Resultado, voltei com o meu ex, mesmo a relação estando uma merda, por medo de não ter mais ninguém para ficar. A primeira pergunta que fiz para ele foi "por que você gosta de mim???" E o mesmo respondeu "não sei!". Me sinto feia, não consigo me manter focada em absolutamente nada. Tento me manter em dietas, estou com problemas e iniciei um tratamento, meu interesse pela faculdade decaiu, mal tenho estudado. Enfim... frustrada e sem saber como agir. Eu simplesmente não consigo me amar ou gostar do que vejo no espelho.
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2019.09.15 19:11 YareYareDaze007 Minha "breve" história amorosa

Essa História que será aqui contada, nesse livro, é a jornada de um garoto chamado Giovane, um garoto quieto, de poucos amigos, porém muito estudioso, sempre tirava boas notas na escola. E é exatamente lá que nossa história começa.
No ano de 2017, nosso protagonista está sentado tranquilamente em sua mesa, na sala de aula, quando repentinamente ao olhar de relance para a porta, ele percebe alguém entrando, mais especificamente uma garota, uma linda garota, que instantaneamente desperta o encanto de Giovane. Vale lembrar que naquela época, ele era um garoto de 13 anos, sem nenhuma preocupação além de vídeo-games e estudos, mas tudo aquilo estava prestes a mudar. Naquele momento, ele havia descoberto o amor, que muitas vezes pode ser comparado à uma benção ou maldição. Ao ver a garota de nome desconhecido entrar, Giovane logo ficou surpreso com tamanha beleza, porém no momento não fez muita coisa. Apenas voltou aos estudos e tentou não pensar muito naquilo, porém era quase impossível, a cada conta que fazia, a cada texto que lia, a imagem da garota continuava a aparecer em sua cabeça. O que era muito ruim, considerando o fato de Giovane sempre dar muita importância aos estudos, aquilo estava o atrapalhando. Mas logo o nome da garota foi revelado: Sabrina. Giovane ouvira a professora dizer esse nome na chamada e viu a garota responder.
Não demorou muito para ele se dar conta do que havia acontecido. Ele sabia que estava sob o efeito da droga mais poderosa que existe: O Amor. E para o amor não existe cura, apenas o tempo, que foi justamente o que decidiu fazer: dar um tempo e ver o que acontecia. Giovane Não tinha ideia de como os eventos se desenrolariam dali em diante, não sabia o quanto sofreria pensando nela.
Passado algum tempo, cerca de 3 meses, e o amor de Giovane por Sabrina continuava aumentando, como uma fogueira que é atiçada pelo vento. No entanto, uma dúvida ainda pairava sobre sua cabeça: O sentimento era recíproco? Sabrina via Giovane com outros olhos? Ele não sabia, e isso estava o enlouquecendo.
Um mês depois do acontecimento anterior, ele havia pensado em uma maneira de acabar com suas dúvidas, era o único modo que nosso protagonista havia pensado: Falar à Sabrina sobre seus sentimentos. Porém, Giovane era um garoto extremamente tímido, o que deixava essa hipótese quase impossível. Ele tinha medo de contar o que sentia e não ser correspondido, ou ainda pior, ser ridicularizado pelas pessoas ao redor da escola. Chega o fim do ano e Giovane não havia conseguido se declarar. "Meu Deus, mas e se ela não estiver aqui o ano que vem? " Pensava.
2018, início do ano. E para sua surpresa, ele estava na mesma sala que Sabrina. Seria o destino dando uma segunda chance a ele? Talvez. E como dito anteriormente, seu amor não diminuía, apenas crescia dia após dia. Nosso protagonista tem 14 anos agora, muito mais maduro, certo? Errado! Ele continuava com uma ideologia de " deixar o rio fluir ", ou seja, não fazer nada e deixar que o destino cuidasse do resto. Claramente essa tática não deu certo. Porém, Giovane possuía um amigo chamado Marcos, cujo qual se dava muito bem com as mulheres. E fui justamente a ele que Giovane foi pedir ajuda. E acontece que Marcos era realmente bom no que fazia, e milagrosamente conseguiu fazer Sabrina se aproximar consideravelmente de nosso protagonista, que estava pensando sobre a vida e as decisões que havia tomado e aparentemente não interagindo com Sabrina, o que fez Marcos aparecer e talvez ter causado o maior arrependimento da vida de Giovane. Ou não? Marcos chegou conversando com ambos e acabou deliberadamente por falar que Giovane estava apaixonado por Sabrina, o que deixou nosso protagonista completamente paralisado, como se tivesse visto um fantasma, sem nada para dizer, como se tivesse visto a morte cara-a-cara. E Sabrina pareceu incrédula do fato, tanto que até se levantou da cadeira na qual estava sentada e estava se dirigindo a seu lugar, quando Marcos a parou e tentou argumentar com ela, mas nada parecia dar certo. Enquanto isso, nosso protagonista continua sentado imóvel na mesma posição que havia começado a conversa. Passados cerca de 3 minutos, Sabrina chega à mesa de Giovane e pergunta:-O que aconteceu?
-Nada. Diz Giovane
-Você está com cara de bravo. Foi alguma coisa que eu fiz?
-Não, não foi nada.
E Sabrina sai daquela mesa e volta para a dela.
A partir daquele dia, Giovane se tornou outra pessoa, alguém completamente novo. Ao invés do garoto alegre e piadista de sempre, ele havia se tornado alguém quase depressivo, não falava quase nada, passava horas parado pensando na vida, não fazia mais tantas piadas. Até o dia 10 de agosto de 2018, quando ele decide que não vale mais a pena sofrer tanto por conta de falta de coragem. Na escola, durante a aula de geografia a lição era fazer um mapa-múndi e foi o que nosso protagonista fez, porém Marcos tinha um plano para ambos ganharem nota apenas com o esforço de Giovane, que aceitou ajudar já que poderia precisar de algum favor de Marcos algum dia. E foi um plano, absurdamente bem bolado, executado com maestria e finalizado com êxito.
Na noite daquele mesmo dia, Giovane decide cobrar a ajuda que ofereceu à marcos. Mandou uma mensagem para ele e combinou que iriam executar um plano para que nosso guerreiro Giovane tivesse a coragem de se declarar à belíssima donzela Sabrina. Marcos a convenceria a segui-lo e passaria por um local combinado, onde Giovane apareceria e abriria seu coração para ela, acabando de uma vez por todas com isso, do jeito bom, que Giovane sairia com uma namorada e se livraria de sua tristeza ou do modo ruim, que era o que Giovane achava mais provável, onde ele seria completamente rejeitado e jogado à depressão para sempre, porém esquecendo de Sabrina. Nada poderia impedir esse plano de funcionar.
Exceto uma coisa: O esquecimento de Marcos que não conseguiu atrair Sabrina até o local combinado, o que fez com que Giovane saísse vagando pela escola envolto em seus pensamentos, e andando sem parar, para praticar pelo menos de alguma maneira, algum exercício, contudo ao fazer a volta na escola várias e várias vezes, no caminho Giovane se deparava com Sabrina andando com uma amiga e seu namorado, e durante algumas dessas vezes ele pôde ouvir claramente a amiga de Sabrina dizer: " quem quer catar a Sabrina? " Duas vezes na mesma hora em que ele estava passando e ainda ouviu mais uma última vez: " Ela está se doando ". Giovane estava começando a ligar os pontos, tudo começava a fazer sentido em sua cabeça. A vontade dele era alterar o curso de sua caminhada e abrir seu coração a ela, porém se fizesse isso, ele estaria desperdiçando um favor de Marcos, então Giovane Simplesmente continuou sua jornada de volta à sala de aula. Ele estava prestes a descobrir o significado de tudo que aconteceu.
No final daquele dia, Giovane decidiu perguntar à marcos se ele havia se esquecido. E de fato ele havia, no entanto se ofereceu para fazer o mesmo plano no dia seguinte. Giovane concordou.
Terça-feira, 14 de agosto de 2018, nosso protagonista vai para a escola apreensivo pensando em como vai ser, no que ele vai dizer..., mas durante a aula de história, nosso herói percebe que Sabrina estava muito impressionada com o professor novo. Estaria ela realmente afim do professor? Ou seria apenas uma brincadeira? Ele não sabia e isso o deixava apreensivo. Na próxima aula, a de matemática, a professora havia mudado Sabrina de lugar. E coincidentemente, o lugar que ela foi designada era bem perto do lugar de Giovane. Seria esse o destino colaborando mais uma vez para que tudo desse certo em sua vida?
No recreio, tudo estava combinado com Marcos. Só lhe restava sair da sala e seguir com o plano. Acontece que um amigo de nosso protagonista, conhecido pelo codinome Sem Mão, decidiu segui-lo e ver o que aconteceria e como acabaria. Giovane conta o plano à Sem Mão, que fica impressionado e diz que aquele plano era como fazer roleta russa com 5 balas. No entanto, Marcos demorou muito para fazer o plano e quando fez, não fez corretamente: Ele simplesmente disse para Sabrina que Giovane gostaria de conversar separadamente com ela, enquanto nosso protagonista apenas passava por ela e ia direto ao banheiro, pois estava muito tenso. Acaba o intervalo e Giovane se dirige à sala de aula. Na última aula, logo em seguida da de educação física, todos voltam para a sala e se preparam para a aula de matemática e provavelmente a coisa mais inesperada desse livro acontece: Ele pensando na vida como sempre, consegue ouvir Sabrina e Vinícius, um outro colega de sala, discutirem sobre voltar ao lugar anterior deles, e de repente ouve ela dizer que aquele lugar era bom porque ela conseguia ter uma boa vista de uma coisa. Instantaneamente nosso protagonista percebeu que essa "coisa" era nada mais nada menos que ele mesmo, até porque em certo momento dessa conversa ele pôde perceber Vinícius responder: Do G? Que foi logo respondido com uma resposta de Sabrina: Por que você não grita logo de uma vez?! Seguido disso, Vinícius em tom de brincadeira, aumenta levemente sua voz e repete a frase anterior. A teoria das cinco balas de Sem Mão acabara de ser refutada, pois com essas informações, suas chances aumentaram consideravelmente, deixando a arma com apenas uma bala. Estava muito claro para Giovane que Sabrina aparentemente gostava dele, mas não queria que isso fosse exposto. Passado certo tempo da aula, mais uma vez Sabrina diz que é um bom lugar e que ela consegue observar muito bem essa "coisa" e foi respondia por Vinícius: Mas do seu lugar anterior, você também consegue ver. E logo veio a resposta: Sim, mas daqui eu consigo ver mais de perto, logo esse lugar é melhor. Ele sabia que, ou se tratava dele ou de algum de seus amigos que sentavam perto, e estava bem convencido de que se tratava dele. Nesse momento, Giovane estava pulando de alegria por dentro, mas por fora só se via sua expressão mais comum: a de indiferença. Ninguém simplesmente olhando, poderia saber a felicidade que residia dentro de Giovane naquele instante. Ele foi para casa se sentindo renovado e feliz, só não voltou saltitando por motivos de masculinidade. O que aconteceria depois?
No dia seguinte, Giovane não foi para a escola. Ele havia ido ao médico, e como o sistema de saúde do Brasil não é dos melhores, não conseguiu voltar a tempo de ir para a escola. Ainda nesse dia, pela primeira vez ele decide tirar seu bigode e por incrível que pareça, se achou mais bonito e se sentiu deveras confiante em sua jornada. Por volta das 18 horas, conversa por mensagens com seu amigo Sem Mão e lhe conta sobre o que havia descoberto ouvindo aquela conversa, e para desanimar um pouco nosso herói, Sem Mão diz que o "G" mencionado na conversa, poderia ser de Gustavo, outro aluno da mesma sala, mas Giovane prefere acreditar que ela se referia a ele. Logo em seguida, começa a conversar com Marcos, que também fica ciente da situação e diz:
- Ela está brincando com você, cara...
- Não, estou tão confiante que apostaria cinco reais que ela não está brincando!
- Cinco reais? Apostado então! Mas para você ganhar, ela tem de deixar explícito que aceita você. Assim como para eu ganhar, ela deve deixar explícito que rejeita você.
- Claro.
Giovane não possuía cinco reais, nem sabia onde conseguir, mas estava confiante.
16 de agosto de 2018, nosso protagonista aparece na escola e diferentemente do último dia, não parecia tão tenso, parecia até mesmo confiante do que iria fazer. Logo Marcos apareceu:
- Está fechada a aposta de hoje?
- Com certeza!
- Você sabe que vai perder, né?
- Certamente que não, estou tão confiante que nem trouxe o dinheiro, como sinal de que sei que não vou falhar! – Cada frase que nosso protagonista falava, era dita com convicção.
- Se está tão confiante assim, suba a aposta para dez reais!
Giovane pensou por alguns segundos. Ele não tinha esse dinheiro em mãos, mas para mostrar confiança à Marcos e a si mesmo, subiu a aposta.
- Feito!
No instante que disse isso, o sorriso malicioso que habitava o rosto de Marcos fora substituído por uma expressão de espanto. Não podia acreditar que nosso herói estava tão confiante. Porém, durante toda essa conversa na aula, Marcos decide contar à professora de ciências sobre a aposta, e para a surpresa de ambos, ela havia achado uma aposta interessante.
15:30, havia chegado a hora do intervalo, a hora da verdade. Quando pôs o pé para fora da sala de aula, soube que duas coisas importantíssimas estavam em jogo: Seu futuro amoroso e dez reais, que podem não parecer muito, mas na época que o país estava... Ele achava que seria fácil, mas estava muito enganado, pois quando estava fazendo o reconhecimento do melhor lugar para a abordagem, pôde sentir sua perna fraquejar. Depois de dar algumas voltas na escola e consequentemente acabar encontrando com Sabrina no caminho, ele havia achado que estava pronto e quando foi procurar seu alvo em movimento, não o encontrou, no entanto, logo descobriu que ela estava sentada, com sua amiga já mencionada anteriormente. Não havia mais escapatória, teria de se declarar na próxima volta e podia sentir seu coração bater cada vez mais forte ao se aproximar do local. Infelizmente, ao chegar e estar preparado, se depara com mais 4 garotas conversando com Sabrina e sua amiga, o que fez nosso herói alterar o curso e ao invés de parar, acabou seguindo sua trajetória comum. Faria na próxima volta, não importava o que acontecesse, porém, ao chegar novamente e ver que só estavam ela e sua amiga sentadas, não conseguiu. Era como se uma força desconhecida o impedisse.
Bate o sinal para todos voltarem para suas salas de aula e nosso protagonista entra e percebe que teria uma aula vaga, e logo seu lamento em não ter conseguido se declarar, se tornou em forças para tentar agora que não haviam tantas pessoas lá fora. E mais uma vez não conseguiu, até que Sem Mão propõe um desafio: reproduzir um desenho de seu amigo Raul, um cara vidrado em desenhar, e Giovane aceita, pois ficar andando e se lamentando não era a melhor atividade. Chegando onde Raul estava, Sem Mão explica o desafio, porém, por algum motivo Raul pega uma folha e corta em duas, dando uma parte para Sem Mão e outra a si mesmo. Giovane não se importa. Na verdade, parecia não se importar com mais nada depois de ter fracassado em conversar com uma garota. Sem Mão reproduz um desenho de um homem com terno roxo e gravata que Raul havia feito. A única diferença, no entanto, foi que sua reprodução ficou parecendo o cruzamento de um desenho de uma criança sem talento com um feto malformado em um pote com formol. Após isso, aparentemente Sem Mão ficou tão entediado quanto nosso protagonista e decidiu voltar a andar, quando de repente veem Marcos e o namorado da amiga de Sabrina tentando tirar a namorada de Marcos e a amiga de Sabrina de um banco no qual estavam todas sentadas. Giovane pensou que poderia ser Marcos querendo ajudá-lo a conseguir, mas qual seria sua motivação além de perder dinheiro? E eles conseguiram tirar as garotas do banco, deixando Sabrina sozinha, que decidiu levantar e começar a andar, mas nosso herói não pensou em abordá-la, simplesmente não tinha a coragem para isso. E acontece que ele era um cara muito corajoso quando se tratavam de brigas e tudo mais (até enfrentou um bando de garotos que estavam o incomodando uma vez), mas quando se tratava de garotas, ele não sabia o que fazer. Depois disso voltou para a sala a tempo de acompanhar as duas últimas aulas de geografia. Contudo, no final da última aula, Marcos veio conversar com nosso herói:
- E aí cara, cadê meus dez reais?
- Eu não falei com ela, logo não tomei um fora, o que significa que eu ainda fico com meu dinheiro.
- Porra, cara. Qual a dificuldade? É só chegar lá e falar " eu estou afim de você, vamos ficar juntos? " E acabou.
- Se fosse tão fácil assim, eu já teria feito há um ano e oito meses atrás...
- Mas é fácil!
- Não para mim. Me falta coragem.
Então Marcos decide tomar uma abordagem mais agressiva.
- Olha lá a bunda dela como é grande! Você não quer ter isso?
Giovane continuava dizendo que não tinha coragem.
- Olha lá, o cara foi dar tchau para ela e passou a mão na bunda dela! E ela ainda deu risada! Você vai deixar o cara fazer isso com sua futura esposa?
O sangue de Giovane fervia, como se ele mesmo fosse explodir a qualquer momento, mas ele era um cara calmo e conseguiu se manter normalmente apenas dizendo " calma e tranquilidade " a si mesmo enquanto Marcos dizia:
- Se amanhã você não conseguir, você vai ter de dizer para todo mundo que você é um merda e eu sou superior!
- Okay, já me considero um merda normalmente...
Mas aquela conversa lhe deu forças para o que ele faria no dia seguinte.
Dia 17 de agosto de 2018, nosso herói está prestes a sair de casa, enquanto seu pai assistia tevê, e de relance, pôde ver a notícia mais bizarra que já havia visto em toda a sua vida: " Homem-Aranha do crime " que aparentemente era um ladrão que escalava prédios tão bem que recebeu esse nome.
Chegando na escola, pronto para fazer um trabalho de artes, acaba descobrindo que haveria outra aula vaga, já que sua professora tinha faltado, o que o deixou feliz e enraivecido. Quando já havia saído da sala e estava andando pela escola, começa a falar com Sem Mão desse livro que está sendo escrito agora mesmo.
- Vai ter muita coisa nesse livro!
- Essa conversa também?
- Provavelmente, já que eu vou colocar qualquer coisa que pareça insignificante o suficiente no lugar de alguma informação que seria crucial, ou seja, essa conversa vai direto para ele.
- Bem, isso não seria meio que...
- Um Inseption muito foda!
- Eu ia dizer quebra da quarta parede, mas Inseption também está valendo.
- Não é bem uma quebra da quarta parede. Eu só estaria fazendo isso se eu dissesse: " Ei, você aí que está lendo esse livro, como é que você está? "
- É, realmente...
Ao andar, se deparava algumas vezes com Sabrina andando com Marcos e outra pessoa não apresentada anteriormente: Kauã. Em algum momento, Marcos tentou parar Giovane o empurrando e lembrando que ele tinha de concluir sua tarefa naquele dia, ou então seria um fracassado.
- Você tem até hoje para conseguir.
- Veja bem, meu amigo, até a meia-noite ainda é hoje.
E essa foi uma sacada bem esperta, tenho que admitir. Enfim, nosso protagonista continuou andando um pouco até que...
- Giovane! Chega aqui! – Disse Marcos aos berros sentado em um local perto de uma árvore.
- Porra... – Disse Giovane.
E foi andando até chegar a ele.
- Que foi, cara? – Perguntou em tom de desânimo.
Eu preciso que você tire uma foto.
" Uma foto? " Pensou Giovane, achando que poderia ter um esquema armado por Marcos.
- Ok, vamos lá!
E foram caminhando em direção à uma outra parte da escola. Quando chegaram, nosso herói se pôs em posição e segurando o celular de Marcos, estava pronto para fotografar. Enquanto olhava para a tela do celular, podia ver Sabrina e sua beleza, ao mesmo tempo que pensava " Caralho, eu sou um merda meu irmão! " E tirou a foto. No entanto, o que não sabia, é que quando já ia se retirando do local, Marcos o chamou e disse:
- Não, cara. A gente só quer que pegue essa parte da parede.
- Ah, ok.
E novamente estava em posição observando Sabrina pela câmera, e logo tirou outra foto. E dessa vez, conseguiu voltar à sua rota sem ser chamado mais uma vez. Andava e andava, sem rumo, sem destino, sem coragem, quando com sua super audição pôde ouvir Sabrina discutindo com Marcos, atrás dele.
Ouvindo isso, ela decide desafiar Marcos para uma briga, e ele logo se acovarda. Como Giovane, ele não tinha coragem. Quanta hipocrisia, não é mesmo, caro leitor? No entanto, ele logo teve uma ideia.
- Vai lá e usa essa raiva no Giovane!
E Giovane continuava andando na frente apenas ouvindo essa conversa, quando foi chamado.
- Giovane! Chega aqui!
E lá ele foi conversar com ele.
- O que foi dessa vez?
- A Sabrina quer te dar um soco.
Mas ela não queria.
- Não, eu não vou! – Disse ela.
- Por que não? – Perguntou Marcos
- Porque eu estou com raiva de você, não dele!
Mas depois dessa breve conversa, Giovane notou um olhar de Sabrina dirigido ao nosso herói. Sabrina realmente teria olhado para ele da forma que imaginava? Ou só estava ficando louco? Descobriria tudo isso em breve...
Dia 18 de agosto de 2018, sábado, por volta das 22:30 da noite Giovane é contatado por Marcos com uma mensagem:
- E aí, cara?
- Opa.
- Tudo beleza, cara?
- Tudo de boa.
- Então, cara... eu acho que você perdeu a aposta.
- Não, pois a aposta não tinha prazo. A única coisa que tinha prazo era eu dizer que sou um merda e a sexta já passou, então você foi enganado...
- Aí é que está, meu amigo quem está se enganando é você mesmo. O único que está sofrendo por amor é você.
- Sim, mas ainda assim, a cada dia minha coragem vai aumentando...
- Não se iluda meu pobre amigo. Esse seu coração não merece sofrer!
- Eu estou apenas contando os fatos.
- Não ame aquela garota, ela não merece você.
- Se fosse tão fácil assim... E você não vai me fazer desistir, porque sou brasileiro e brasileiro não desiste nunca!
- Entendo, apenas não quero que sofra por algo que não tem futuro.
- Eu já sofri para caralho, eu tentar isso não vai aumentar a dor que eu sinto por não estar ao lado dela.
- Você realmente quer isso, não quer?
- Sim, porra!
- Para que você possa ver que eu não estou mentindo. Eu nunca disse isso para você, porém... eu realmente não tenho nada para fazer.
- Etcha porra!
- Sim, essa foi a única palavra que você nunca me ouviu dizer.
- E qual seria? – Perguntou Giovane apenas para ver Marcos admitindo que estava tão perdido quanto ele.
- Eu não sei o que fazer.
- Ca ra lhou.
- Por conta dela, não tem muito o que fazer.
- Isso mostra que é um caso absurdamente difícil.
- Sim, porém não impossível.
- Até porque nada é impossível, exceto o Palmeiras ganhar um Mundial. Isso é impossível.
- Kkk verdade. Como eu já vi que você não vai desistir da Sabrina...
- Certamente que não.
- Eu vou pelo menos tentar ajudar.
- Que bondoso.
- Porém, como nada na vida é perfeito, eu vou usar minhas técnicas...
- Caralho. Tenho trauma dessas técnicas.
- Pode apostar! Até porque, eu aprimorei elas...
- Acho bom mesmo, kkk
- Porém não foi para um lado bom! Foi para um lado mais extremo.
- Puta merda.
- Eu já pensei no que vou fazer. Funciona muito em filmes e novelas.
- Diga-me.
- Vou trancar vocês dois, em algum lugar sozinho.
- Caralho. – Giovane já sabia que aquele plano não iria funcionar, porém decidiu ouvir até o fim.
- Vai ser perfeito. Você vai ver, aí é por sua conta. Na verdade, a parte mais difícil sempre vai ser para você.
- Eu estou com um certo medo do que pode acontecer.
- Ela pode falar tudo que sente por você, ou ela pode ficar de fato com você.
- Ou pode não acontecer nada.
Depois de um tempo de conversa Marcos se convenceu de que seu plano não era dos melhores. Até que disse:
- Eu te ajudo e você me ajuda. Eu te ensino o que sei, e você o que sabe...
- O que exatamente você precisa?
- Eu quero saber como você pensa tanto e quero saber como você é tão concentrado, etc....
- Caralho, sério?
- Sim.
- Ok, aqui vai. Não tem segredo: Você só tem que pensar que sua vida dependesse daquilo. Mas, o lance de ser pensativo, acho que é porque eu não tenho muito o que fazer, apenas pensar.
- Ótimo!
- Espero ter ajudado.
- Ajudou sim, muito obrigado. Agora o que você precisa?
- Fora o lance da Sabrina, nada.
- A melhor opção seria chegar nela em alguma hora em que ela estivesse sozinha ou falar que é uma conversa em particular.
- Sim, o lance é que eu preciso de coragem.
- Quer saber, você transmite confiança. Algo que eu queria muito transmitir.
- Só reprimir suas emoções e mostrar nos momentos mais cruciais.
- Como assim?
- Você nunca sabe se eu estou feliz ou triste, certo?
- Certo.
- Mas as minhas emoções mudam. Tudo que eu faço é mostrar o que eu quero que os outros vejam: A minha cara de indiferença de sempre.
- Porra.
- É basicamente só isso.
- Valeu, cara.
- Você me ajuda muito, estou retribuindo.
- Muito obrigado. Mesmo, cara.
- Não há de quê.
Dia 19 de agosto de 2018, Marcos envia uma mensagem por volta das 21:00 para Giovane:
- Cara, estamos na mesma situação. Eu me apaixonei e ela não dá bola para mim. Fudeu, eu me apaixonei. Isso não é natural no universo.
- Vamos conversar.
- Fudeu.
- Você se fodeu.
- Sim, Fudeu. Eu me apaixonei e isso não é normal da porra da natureza! Eu sou Marcos Ribeiro, não posso me apaixonar!
- Agora sente o que eu sinto há quase dois anos. Não é fácil quando é com você, né?
- Literalmente não. Mano, ela é maravilhosa e não me dá bola. Nem com meus truques e experiência não consigo.
- Você sabe que se eu conseguir ficar com a Sabrina e você não pegar essa mina, o mundo deu uma puta volta.
- Sim.
- Algo de errado não está certo.
- Nem um pouco. Mas, mano ela é perfeita! Pensa na Sabrina e multiplica por 20.
- Impossível!
- Juro.
- Para mim não existe nenhuma garota na face da terra que se compare à beleza da Sabrina. Acho que o amor faz isso...
- Mano, Fudeu. Eu me apaixonei. Pera aí...
- Eu poderia ser muito cuzão e não ajudar, mas você tentou me ajudar, então farei o que puder.
- Pronto. Não sou mais apaixonado.
O amor não é brincadeira de criança, é coisa séria e não se livra do amor tão rapidamente. E Giovane sabia disso, então ou Marcos não estava apaixonado desde o início, ou ainda estava apaixonado ou talvez estivesse inventando tudo aquilo.
- Ata kkk.
- Sério, passou. Eu me controlei.
- O amor vai e vem como uma montanha-russa.
- Não. Não comigo.
E foi então que nosso herói se preparou para fazer um dos melhores discursos de todos os tempos.
- Você pode ter esquecido agora, mas vai pensar nela de novo. E aí fodeu. Mas, se tem uma coisa que eu aprendi é que você tem que insistir...
- Não. Foda-se.
- ... até não ter mais forças. Você não vai esquece-la, apenas aceite o destino. Se você não tentar, alguém vai e você vai ficar muito arrependido. Então você não vai desistir, porra! Logo você, o cara que me incentivou a correr atrás da Sabrina, não pode simplesmente desistir. Essa pode ser a mulher da sua vida, então você teria que ser muito burro para deixar de tentar. E é por isso que você vai correr atrás dela.
Esse foi um puta discurso. Foi tão bom que parece que foi redirecionado a si mesmo e deu forças para ele fazer o que faria amanhã.
Dia 20 de agosto de 2018. O que nosso herói fez? Nada! Até tentaria falar com Sabrina, mas o problema é que não a via. Ficou todo depressivo por passar mais um dia sem conseguir e foi para casa. Chegando lá, sente uma certa fome e decide fazer uma omelete. Uma coisa que deve ser dita anteriormente, é que independente de quanta pimenta do reino colocasse, não conseguia sentir a picância que deveria. Fazendo a omelete, coloca pimenta do reino e seus dedos ficam sujos. Logo vem seu pai, com uma má intenção.
- Lambe a pimenta aí para você ver que não arde quase nada.
Giovane confiava em seu pai então provou e por um segundo pensou " nossa, não arde mesmo ", mas estava muito enganado e arrependido, pois depois de dizer isso, pôde sentir sua língua queimando como carvão em brasas, então pensou " vou tomar um copo de leite e estará tudo resolvido ", acontece que no momento a caixa de leite que estava na geladeira, havia acabado e Giovane teve que esperar cerca de trinta segundos de pura dor e sofrimento até conseguir abrir outra caixa de leite.
Esse pequeno conto não interfere em nada nossa história, mas achei que deveria ser compartilhado.
Quinta-feira, 23 de agosto de 2018. Nosso herói já está na escola durante a terceira aula, esperando o sinal para o intervalo. Ao ouvi-lo, Giovane, como sempre, começa a andar em voltas, porém, mais uma vez se depara com Sabrina, mas dessa vez ela não está andando, e sim parada com algumas garotas, o que eliminava completamente a possibilidade de tentar fazer seu plano, então apenas segue seu caminho. Voltando para a sala, ele não sabia, mas sua vida que já era depressiva, estava prestes a ficar pelo menos três vezes pior, por um tempo. Ao entrar e sentar em sua cadeira, pôde ouvir Yasmin, sua prima, dizer claramente que era um cupido, logo em seguida Sabrina conversa com alguém que ele não conseguira identificar, mas ouve a seguinte frase durante a conversa " Eu virei e dei um beijo na mina ". Naquele momento, não sabia o que fazer. Seus olhos começaram a lacrimejar como se estivesse cortando um milhão de cebolas enquanto um anão tailandês chicoteava suas costas. Sentiu que todo o sentido de sua vida havia acabado, sentiu-se como se o chão que estava aos seus pés havia desabado. Para esconder sua tristeza de todos e de si mesmo, Giovane adotou um comportamento bem agressivo, mas enquanto conversava com Marcos ouviu-o dizer:
- Vamos fazer uma aposta amanhã. Tipo os gringos jogam pôquer e apostam salgadinho essas coisas, já a gente que é fudido aposta bala. A gente poderia, sei lá, jogar algum jogo de azar tipo pôquer, truco...
- Eu toparia um truco. – Disse nosso protagonista.
- Ok, então amanhã todo mundo traz bala para apostar e a gente joga um truco.
Chegando em casa, de noite, Giovane decide contar a seus amigos sobre o motivo de ter ficado tão furioso a partir do intervalo, exceto por uma parte que ele não conseguia parar de rir como se fosse um retardado " Bebidas Xabás ". E ao contar para Semeão, ele recebe um discurso motivacional quase tão bom quanto o que havia feito para Marcos.
- Giovane, sabe o que você precisa?
- O que?
- TVNC
- Wtf?
- Tomar vergonha na cara.
- Porra, semeon.
- Criar coragem e ir.
- Sim. Só preciso do meu bigode, ele me transmite segurança.
- Não deixe que coloquem o dedo na sua cara e digam quem você é!
- Minha autoestima começou a subir...
- Virou mó conversa motivacionap. Maldito correto. R.
- Maldito analfabetismo!
- Cara, você é o cara!
- É bizarro que eu nunca pensei que não conseguiria por falta de coragem, mas sim por rejeição.
- Você vai conseguir. Se tiver a lábia mais do que perfeita, você é imbatível!
- Sim, eu só preciso chegar nela.
- E puxar um bom papo.
- Com puxar um papo, você deve saber que eu vou chegar fazendo a proposta.
- Hum, é mesmo?
- Se a porra do Marcos tivesse seguido o plano...
- Então quando você chegar nela, já sabe...
- Agora tenho que ir.
- Vou recobrar o favor do Marcos, mas falous.
- O Kauã está mandando eu jogar com ele.
- Olha só, escravatura, mas falous.
Naquele mesmo dia, ele cobrou o favor e Marcos concordou em ajudar.
Dia 24 de agosto de 2018, na escola durante a primeira aula que deveria ser de artes, mais uma vez é uma aula vaga. Ao andar com Sem Mão e Raul, como sempre nosso herói se depara com Sabrina sentada com algumas amigas. Dando algumas voltas, durante uma delas, ao passar pelo grupo de garotas, nosso protagonista consegue ver claramente Sabrina olhar diretamente para ele por cerca de três segundos. E não era qualquer olhar, era um olhar tão certeiro que não havia a possibilidade de ela estar olhando para algum outro lugar. Esse fator somado às informações que Giovane havia conseguido ouvir ao longo do tempo, lhe dava uma chance de 99% de Sabrina estar afim dele.
Feliz para cacete, depois que a aula vaga acaba, volta para a sala e vai fazendo as lições até chegar a última aula de geografia. Todos haviam se lembrado do que Marcos havia combinado sobre o truco. Mas ninguém trouxe um baralho.
Depois de tudo isso, com sua confiança, nosso herói faz uma das coisas que mais se arrependeria em sua vida, ele decide aumentar a aposta que havia feito com Marcos para 20 reais. Se ele conseguisse, seria ótimo ganhar esse dinheiro, mas Giovane não pensou no caso de não ganhar a aposta, pois estava cego pela ganância do dinheiro fácil. Marcos aceita a proposta e dessa vez foi mais esperto por ter colocado um prazo de dois dias na aposta.
Durante alguns dias, nada de tão importante acontece que deva ser mencionado nesse livro. Isso até o dia 30 de agosto de 2018...
Giovane decide que pediria Sabrina em namoro durante o recreio, mas para isso precisaria da ajuda de Marcos, que concordou em ajudar depois de certas negociações.
É chegado o intervalo e a tensão estava subindo, até porque agora além de Sabrina, 20 reais estavam em jogo, e nosso herói não tinha nem perto disso...
Giovane anda durante o recreio procurando Marcos e acaba o encontrando.
- Então, cara... agora seria uma ótima hora para aquela ajuda...- Disse nosso protagonista.
- Ah, sim claro, claro... A gente só precisa encontrar a Sabrina...
E lá se vão Marcos, Giovane e Thiago (Não o Sem Mão) procurando a garota. Até que Marcos tem uma genial ideia (sem sarcasmo).
- Giovane, faz o seguinte: fica ali na árvore que eu vou ver se eu encontro ela e chamo-a aqui.
Nosso herói concordou com a cabeça e foi se dirigindo à árvore. Chegando lá, não parava de pensar o que iria dizer, até que de relance, consegue ver Marcos caminhando com Sabrina em sua direção. Eles haviam chegado.
- Então, o Giovane tem um negócio para te falar...
"É agora", pensava Giovane. Não havia mais escapatória.
- É então, é sobre o lance que eu ia falar ontem... Sabrina eu sou absurdamente afim de você, e você sabe disso, então... quer namorar comigo?
- Então... no momento eu não estou disponível..., mas se quiser a amizade, estamos aí.
Ele se sentia arrasado, detonado, zuado, fudido, quebrado.
Aquelas palavras ecoaram na cabeça de Giovane, que agradeceu a Sabrina por ter cedido seu tempo e foi embora andando. Por incrível que pareça, ele se sentia libertado. Triste, porém, libertado.
E nossa história termina aqui com um final não tão feliz(ou será que não?).
E com essa finalização, eu agradeço por ter tirado um tempo do seu dia para ler isso.
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2019.07.16 04:41 kannembergnumberOne Fui estuprado e abusado por meses na minha infância por outro homem. Preciso de uma ajuda agora..

Minha namorada terminou comigo pois queria curtir a vida e etc, nosso namoro durou alguns anos e eu sempre achei que esses detalhes da minha vida não importasse pra ela. Até o momento que ela chegou pra mim e disse “to chupando o pau de outro cara, ele gozou.. isso é importante pra mim pq você não conseguia”. E eu não conseguia simplesmente pq eu era obrigado a passar por isso quando criança, e também não conseguia ficar de costas pra ela enquanto nu, nem deixar ela ver minha bunda (por conta das cicatrizes). Terminamos numa quinta feira e numa sexta ela tava com outro já. E todos os detalhes da nova relação dela ela fez questão de me contar quando eu tava na balada me divertindo com um amigo.. resultado? Sai de lá chorando. Ficamos juntos por alguns anos e perdemos a virgindade juntos e esse lance dela agora de estar namorando alguém normal, alguém sem problemas, e dela ter feito questão de me contar tudo isso faz com que eu me sinta um pouco sujo e incapaz de seguir em frente.
Não quero voltar com ela, não acho que vai dar certo depois das baixarias que ela tem feito e ela diz para os quatro cantos que me ama mas que não quer ficar comigo agora pq precisa curtir a vida e ter outras experiências.
Minha ajuda é, eu já lidei com esses problemas antes a ponto de conseguir falar sobre (porém somente meus pais e minha ex sabem) porém é evidente que não consegui eliminar todos bloqueios e traumas, alguém consegue me aconselhar que atitudes tomar? Como agir? Meu amor próprio está zerado, academia não adianta, dieta também não. Não tenho problemas com minha aparência.. só me sinto sujo e como se ninguém no mundo merecesse estar com alguém que passou por essas coisas. Eu estou de cabeça erguida e disposto a qualquer coisa pra seguir em frente, e não gostaria de incomodar meus pais mais uma vez com esse assunto.. foi difícil pra eles no passado.
Edit1: peguei o número de alguns psicólogos e vou tentar terapia com algum deles de antemão, caso não resolva aí irei atrás de médico psiquiatra. Estou aqui pra pedir ajuda anonimamente pois não quero envolver pessoas que já sofreram com isso. Nao se trata de nenhuma piada, não se trata de fanfic, e infelizmente isso aconteceu mesmo. Já perdi 11kg desde que terminei meu namoro. Obrigado aos que me ajudaram, daqui uns meses eu apresentarei um update.
Edit2: me livrei de todas as coisas da cuja pessoa e bloqueei ela de todas as redes sociais.
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2019.03.14 19:50 Multi-Skin Me ajudem, eu só quero que alguém leia sobre minha vida, eu to cansado de não ter voz. (Eu digito toda semana aqui, mas sempre apago antes de postar)

Eu (22~33 M) sempre fui uma criança quieta, as outras debochavam de mim por eu ser alto demais e desengonçado (puberdade precoce). Por não ter dinheiro as outras crianças não queriam brincar com o garoto sem brinquedos legais.
Me apelidavam de bunda-mole por conta do meu corpo, foram centenas de dias que as crianças da vizinhança passavam na frente de casa e gritavam isso.
Meu pai nunca ligou, pra ele era tudo besteira, principalmente os jogos, quadrinhos e desenhos que eu via enquanto passei minha infância e adolescência sendo um pai pra minha irmã. Ela cresceu pra ser bem problemática, mas sei que fiz meu melhor como uma criança cuidando de uma criança. Cozinhei, penteei o cabelo dela, ajudei com os deveres, brinquei, limpei a casa, dei minha infância pra ela poder ter uma .
Eu acabei introvertido não por opção, isso me afeta até hoje, eu quero atenção, mas não quero atrapalhar ou sentir que alguém está incomodado.

-----Primeiro trauma-------
Aos 8 anos de idade meu pai me obrigou a fazer parte dos escoteiros, queria que eu fosse como as outras crianças, que brincasse mais com os outros, ele me olhava e falava de um jeito que me dava certeza que ele iria me bater se eu não fosse pra lá.
Foi lá, em um acampamento que acontecia longe da cidade uma vez por ano, que um rapaz mais velho (acho que 11 anos) ficou rindo e apontando pra mim enquanto eu tomava banho no final da tarde(o chefe dos escoteiros me obrigou assim como outros garotos).Eu demorei pra sair pois não queria que ninguém me visse, quando eu achei que estava sozinho ele jogou minhas roupas no lixo de fora e me trancou nesse banheiro. Ninguém veio me procurar até a hora da madrugada, foi quando um velho abriu a porta e abusou de mim. Quando amanheceu eu peguei minhas roupas do lixo e fui pra onde o grupo estava, ninguém sentiu minha falta.
Eu demorei quase 20 anos pra contar isso pra alguém, pois eu achava que meu pai ia me bater.
Meu pai ficou muito bravo e debochava de mim toda vez que me via vendo desenho, jogando games ou fazendo algo que não envolvia outras crianças, ele mesmo me chamava de bunda mole.
-----Meu pai sendo babaca pra variar----Uns meses depois eu estava com 9 anos e ele me colocou em aulas de natação, eu amava demais, meus antepassados todos tinham algum histórico com natação, eram medalhas de campeonatos ou eram marinheiros e isso me dava muito orgulho. Semanas depois eu estava a sair da piscina quando o mesmo rapaz dos escoteiros chegou até a beirada e ficou rindo de mim. Eu nunca mais voltei lá e nunca expliquei o por que. Meu pai teve um ataque cardíaco de tanto me xingar gritando.
Desse ponto em diante ele acostumou a me chamar de cavalo e chamar de merda tudo que eu fazia e ele não gostava.
Quando tinha 10 anos por problemas respiratórios (já fiz 3 cirurgias e meu sistema respiratório ainda consegue puxar apenas metade do ar que uma pessoa puxaria na respiração) e o doutor perguntou se eu praticava esportes, eu falei que gostava muito de andar de bicicleta, meu pai me cortou e debochando falou "esse daí? só se for pra exercitar os dedos no 'joguinho'". Essa fala dele tinha sido a mais carinhosa em meses, isso soou ainda mais doloroso pra mim.Anos se passaram e ele sempre falava isso pra todo mundo. Perguntavam como eu estava e ele respondia "só nos joguinhos", ignorando se a pessoa tinha perguntado das minhas notas, da saúde, da felicidade. Eu joguei ainda mais, não queria ficar nem perto da sala onde ele ficava vendo TV depois do trabalho.
-----Pai babaca, a saga continua---------
Passei um ano internado em um hospital que ficava em outra cidade pra tentarem identificar a razão e perigos do meu crescimento, eu tinha 11 anos, mas com corpo de adulto. Me lembro de chorar muito quando não recebi visitas no dia das crianças e vi apenas minha mãe no meu aniversário. Meus pais trabalhavam demais pra nos sustentar, eu sempre apreciei isso.

Com 11~13 anos comecei a me soltar de novo, minha irmã me convidou num dia qualquer pra sair um pouco da frente do PC pra andarmos de bicicleta. Eu deixei um jogo baixando, era Pokemon Sapphire pra gameboy advanced, e fomos pedalar.Foi bem divertido, mas depois de algumas voltas a chave de casa estava caindo do meu bolso, no que eu fui segurar a minha bermuda engatou na bicicleta e eu rolei morro abaixo, batendo com a nuca no meio fio. Minha irmã foi chamar meus pais, eu estava sentado, sem falar nada, com uma camisa totalmente vermelha, já que o sangue tinha coberto cada pedaço da camisa branca que eu usava.
Até hoje eu não tenho memória disso, mas me falaram que eu entrei no carro do meu pai e fomos até o hospital, falei normalmente e tudo mais.Minha memória tinha ficado muito bagunçada por conta do corte e da pancada que por poucos centímetros não tinha pego o cerebelo.Felizmente não sentia dor, mas não me lembrava dos rostos de ninguém, era algo que demorou um mês pra normalizar, fiquei internado por uma semana, meu pai não acreditava nisso e só falou"Se você tá com problema de memória, qual o jogo que você deixou baixando?"Eu respondi corretamente e ele assinou os papéis pra sairmos de lá.

-----Minha liberdade e minha mãe---------

Eu me fechei ainda mais e passei o tempo estudando e jogando, recebi vários prêmios de aluno exemplar durante todo o período escolar.
Em paralelo minha mãe que era meu exemplo de vida, uma pessoa certa, calma, gentil, um ser humano divino.
Com 16 anos saí de casa pra estudar em uma federal, eu sentia nojo de receber ajuda dele, mas pelo menos tinha minha liberdade. Minha mãe era muito preocupada e me ajudou muito a encontrar um lugar perfeito, um lugar meu.Eu senti o gosto da vida pela primeira vez, consegui uma namorada e perdi o foco na faculdade, minhas notas foram péssimas.
Meu pai me ligava frequentemente pra cobrar o acesso ao sistema de notas, me xingava pelas notas baixas.Ela percebeu e começou a falar que eu precisava estudar pra ir junto com ela fazer intercâmbio. Eu me esforcei ao máximo, estava melhorando aos poucos.
-------Segundo trauma e depressão--------
Resolvi trazer ela pra conhecer meus pais. Meu pai a odiou por ela ser um pouco acima do peso. Grampeou todo o computador dela e pegou fotos de outro cara que ela me traia quando ia visitar a família dela, nada NSFW, só ele sem camisa. Ele não a afrontou, mas me mostrou tudo. Eu não acreditei, falava que era só amigo. Ele chegou ao ponto de mostrar a gravação de áudio que tinha feito escondido com um gravador de nós dois transando, falando que ela só falava que me amava mais que tudo quando estávamos transando.
Essa coisa toda me deixou enojado e voltei imediatamente pra faculdade. Lá contei tudo pra ela, que ameaçou processar meu pai por invasão de privacidade. Depois de muita conversa continuamos juntos.
Eu peguei um voo que custava o valor que eu tinha pra comida do mês, só pra poder fazer uma surpresa de aniversário pra ela. Fui bem recebido, passei uns dias na casa do irmão dela.
Depois de um tempo ela se abriu pra mim e falou que não só me traiu, mas como também desde pequena transava com o próprio irmão e o cachorro dele. Eu duvidei, mas ela me mostrou mensagens e fotos, vomitei na hora, sujei todo o chão, só me lembro dela atravessando a rua uns minutos depois e falando que estava com medo, eu estava em fúria não só por ela, mas por tudo que já passei.
Eu não sei o que deu em mim, algo quebrou dentro da minha cabeça, sentia vontade de me lavar, me sentia sujo, não aguentava mais se fuder a esse nível, ao mesmo tempo não sentia nada.
Desenvolvi depressão profunda, a linhagem da minha mãe tem tendências a depressão extrema, mas era tão profunda que passou do ponto de querer se matar, eu só vivia, não sentia mais nada. Pra piorar comecei a ter ataques de pânico constantes.

---------------Felicidade a caminho---------

Anos passaram, e através de um post sobre coisas geek no facebook encontrei a garota perfeita, ela morava na cidade vizinha, ficamos noivos mesmo depois que eu me mudei de volta pra minha cidade natal pra tentar fazer outro curso. Ela não veio junto e não me traía, era pura demais, acredito até que tinha síndrome de Peter pan, o mundo era muito fantasioso pra ela. Ela vivia como uma adolescente na casa dos pais, nunca saía de noite, não gostava de festa ou bebida. Eu chegava a incentivar ela a tentar sair com outra pessoa, pois não achava justo que ela ficasse ligada a mim com toda essa distância. Ela sempre disse não a isso, sempre falávamos por video depois do trabalho e antes de dormir (ela trabalhava até tarde em um shopping longe da cidade).
--------Terceiro trauma---------
Ela me deu muito apoio mesmo quando minha mãe me contou o motivo de estar cada dia mais estranha, ela se dopava de remédios por ter depressão e ter traído meu pai com um cara que passou aids.Meu chão caiu, a única pessoa que eu ainda confiava cegamente não só como amiga, mas como exemplo a seguir, traiu a confiança do meu pai. Ele que era um animal deu todo apoio e sempre se manteve no lado dela. A situação de virtudes, valores e ações tinha se invertido, meu pai era quem tinha feito o certo. Isso nunca me desceu a garganta, mas foi a última gota pra eu entender que todo mundo é humano, comete erros, sem exceção.Foi nessa época que eu tive que aprender que não podia deixar minha mãe sozinha, foram várias tentativas de suicídio.

-----------Ato final, nada muda---------
Eu mesmo cometi um erro e me envolvi com outra pessoa sem contar pra minha noiva, ela sabia que eu precisava de muita atenção e ela propôs um relacionamento a três, deu muito certo e durou uns 2 anos.
Nos separamos no aniversário de namoro apesar de ter certeza que ela era a pessoa da minha vida, eu cometi o erro de cobrar demais dela, exigir visitas mais e mais constantes, estava me tornando chato e forçando ela a se mudar, abandonar a família que vivia em outro estado.

Não senti que era certo continuar com a terceira pessoa, pois as coisas só lembrariam de como era antes, eu me enterrei no trabalho e quando chegava em casa me dopava pra dormir.
Como minha irmã era grossa e não tinha muito papo comigo, minha mãe estava sempre dopada de remédios, cheguei pro meu pai e desabafei
"Pai, já vi minha mãe tentar se matar 5 vezes, na última eu ainda estava com a minha ex, mas estava depressivo, eu não sentia nada, eu vi minha mãe sangrando pelos pulsos, chamei uma ambulância e fui comer um sanduíche.Agora não estou com a pessoa que mais me apoiou na vida eu não consigo nem mesmo passar um segundo fazendo o que eu gosto.
Não consigo ler, não consigo ver filmes, não consigo nem jogar. Eu adoro meus jogos.
Eu só estou muito cansado da vida, não tenho propósito, eu só queria ter paz e ser amado por quem eu sou. Eu sei que tem coisas que são reflexo do que eu faço, mas tem coisas horríveis que acontecem comigo desde pequeno e eu não posso fazer nada pra evitar isso."A resposta dele foi "que bom, te falei que essa coisa de joguinho era só passageira".
Liguei o carro e saí.

...
Agora estou namorando alguém que a carreira gira em torno do social, odeia qualquer coisa geek.
Pra ela tudo que eu falo é drama, tudo que eu sinto é bobeira, tudo que eu preciso é fútil.É tóxico, mas eu preciso disso pra ficar com o pé no chão e não me deixar ser arrastado pela depressão, eu prefiro fazer de conta que tudo isso não é nada do que ficar me remoendo todo dia.
Ainda sim eu fico muito triste de perder o sabor das coisas que me faziam feliz.

Só minha mãe, em um momento de lucidez, ficou sabendo dessa história, toda semana eu digito de novo aqui e sempre apago tudo antes de postar.
EDIT:Obrigado pelos comentários dando forças, eu realmente precisava disso.Atualmente estou com a depressão bem controlada, mas precisava demais matar esse silêncio.Outro dado é que meu pai tem idade pra ser meu avô, por isso não sinto raiva, só fico indignado com pensamentos tão brutais.
Minha família é minúscula, não tenho tios ou avós vivos, isso gera mais ansiedade e stress quanto ao futuro, pois não tenho como dar suporte financeiro ou presencial suficiente pra minha mãe, pai, ou irmã caso aconteça algo com eles.
Eu ainda tenho dificuldade em ver que todos são humanos e que não posso ficar com medo das coisas ruins acontecerem.O pensamento de fracasso ou vergonha me aterroriza por conta de ter sido moldado na base de confiar em algo, acabar sofrendo e ainda por cima ser humilhado por estar sofrendo.
Por anos eu me cortava na parte interna das coxas pra ninguém ver, eu não queria chamar atenção, eu não queria morrer, eu queria me punir por não conseguir fazer as coisas melhorarem.
Até pouco tempo eu me socava e batia até quase desmaiar, não pelo mesmo motivo, mas por não conseguir ter voz e permitir que os outros fizessem o que quiserem comigo.
Atualmente ainda jogo alguns jogos, músicas, leio livros , mas aquele pensamento de "você tá jogando essa merda, seu cavalo" fica sempre preso.
Também estou sofrendo pra terminar a faculdade, mas aos poucos vou melhorando esse aspecto da vida também.
Infelizmente não tenho como pagar por tantas consultas de um/uma psicó[email protected] quanto eu preciso, ano passado uma profissional me ajudou muito a lidar com tudo isso, não dói tanto quanto antes, mas é difícil deixar tudo no passado.


EDIT2:Vi que alguns estavam achando falso demais a parte do irmão e tal, vou colar a minha resposta aqui
Eu queria que fosse, isso estragou minha libido por um ano inteiro.
Eu demorei pra ligar os pontos, mas pelo que deu pra sacar a mãe dela era prostituta e ela teve influências fortes.
A sexualidade aflorou de forma errada.Ela contou que o lance do cachorro não era constante, mas o irmão era desde quando eles tinham 10 anos, coisa doentia de cidade de interior. O pai expulsou ela de casa por um tempo quando ela era adolescente depois de flagrar os dois.
EDIT: Agora lembrei que tenho certeza que foi o fato dela falar um pouco da mãe dela pro meu pai que desencadeou o pensamento de "essa deve ter puxado a mãe" no meu pai e causado toda essa investigação dele.
Meu pai trabalhava na área de informática assim como eu trabalho hoje em dia (eu fui fazer federal pra tentar fugir desse ramo só pra não ter nada a ver com meu pai, mas dá pra ver que não deu certo), ele manjava bastante de computador.
Quando eu tinha uns 14 anos, moleque, pesquisei uns vídeos de BDSM no xvideos, no dia seguinte ele me puxou pra conversar sobre as mulheres não serem objetos e muitas vezes não concordarem com os desejos sexuais.

Eu deixei de boa, deu uma semana e eu vi outro vídeo desse, ele de novo me chamou pra ter uma conversa desse tipo.Não cometi o erro de novo, virei o PC até achar o keylog que ele tinha colocado, criei outro usuário (eu não ia ser burro de tirar o keylog pra depois ter que me explicar pra ele).

E não é que o cara tinha aqueles bypass de senha que você dá boot...

Não é a toa que eu aprendi pra caramba com ele, nessa parte de computador meu velho era fera e eu devo muito a ele.
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2017.11.13 21:35 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 2

Não esperava que a Parte 2 ia rolar tão cedo, mas tem atualizações aí. Para quem quiser, dessa vez tem um TL/DR no fim.
A parte 1 é essa aqui: https://www.reddit.com/brasil/comments/7c6tsx/today_i_fucked_up_a_estranha_sensa%C3%A7%C3%A3o_de/
PS.: escrevi isso aqui correndo assim que cheguei em casa, então provavelmente pode estar confuso ou com uns errinhos. Nem de perto foi tão trabalhado quanto o conto que eu fiz da primeira parte. Me desculpem de antemão.
Tive uns dos finais de semana mais atípicos dos últimos anos. Acho que nunca viajei tanto em memórias e dúvidas. Será que realmente rolava alguma coisa? Aliás, será que foi ela mesmo que eu vi na rua? Ela aprecia tão mais velha que talvez sequer fosse a mesma pessoa. E cá estava eu viajando porque uma pessoa aleatória me morou na rua e eu a confundi com alguém que não vejo há doze anos.
Ainda assim, embarquei na onda da nostalgia. Escutei os CDs do Linkin Park, System of a Down, Evanescence e Radiohead que a gente ouvia na época, baixei alguns jogos que eu jogava na época (Xenosaga, Burnout e alguns outros) e coloquei no PS2 que eu achei por um preço ridículo numa feira de rua. Assisti Anjos da Noite e Oldboy, dois que eu lembro de ver naqueles tempos. Domingo eu estiquei a ida à feira e fui até o curso de inglês que frequentávamos juntos, refiz o caminho de lá até casa onde os pais dela moravam. Antes que perguntem, não, eles não moram mais lá. Sei disso porque a casa apareceu à venda há muito tempo.
Foi um fim de semana agridoce. A esposa me achou meio para baixo, eu revirei horas no travesseiro antes de conseguir dormir. Segunda de manhã, indo para o trabalho, eu já estava mais sossegado. Cheguei à conclusão que havia uma enorme possibilidade daquilo tudo ser um baita mal entendido, que aquela mulher sequer era ela. E que eu provavelmente jamais a encontraria na minha vida. E me preocupar com algo tão inatingível era sem propósito algum. O fato de eu ter tentado encontrá-la no Facebook por horas sem sucesso só reforçava isso.
Eu conhecia apenas um dos seus sobrenomes, mas ela não aparecia de forma alguma. Tentei com sobrenome aleatórios algumas boas 20 vezes, devo ter aberto mais de 200 perfis. Nada. Nem sinal.
Mas eu queria falar com alguém sobre aquela história, então decidi me abrir com um amigo do trabalho que é bem gente fina e em quem confio. Passei o almoço contando a história e depois ficamos uns 40 minutos discutindo o assunto. A conclusão dele foi a mesma da galera daqui: "Caralho, como você não falou com ela? Dava um oi, chamava pra conversar".
Falei para ele também que estava começando a duvidar de mim mesmo. Ela estava com uma aparência tão mais velha e nós temos a mesma idade, eu dizia. "Cara, classe média baixa, dois filhos com 20 e poucos anos, voce nem sabe se ela é casada ainda ou não. Às vezes virou mãe solteira e está numa luta fodida".
Quando voltamos para o trabalho, fiz mais uma rodada de pesquisa no Facebook. Talvez fosse uma memória embasada do passado, talvez fosse só uma coincidência, mas eu cismei com o sobrenome Ferreira. Não era o sobrenome que eu sabia com certeza, só um chute que ficava martelando a minha cabeça. Parte de mim dizia que era confusão. Eu tinha uma amiga com o mesmo nome dela é Ferreira no sobrenome, provavelmente estava só confundido as coisas.
Nesse processo, aprendi que o Facebook te dá resultado diferentes para a mesma pesquisa quando você a faz de tempos em tempos. E logo depois desse desabafo, como se falar em voz alta fizesse ela se materializar, ela apareceu. O mesmo rosto de 12 anos atrás, o mesmo sorriso, os mesmos olhos. Minha mão tremeu no computador, levantei para pegar um café é uma água. Respirei fundo, e voltei para ver o resultado.
No começo, senti um misto de alívio e decepção. Ela parecia exatamente como 12 anos atrás, então não era possível que aquela mulher que encontrei na semana passada fosse ela. Abri o perfil e comecei a ver as fotos, os filhos, a pouca vida dela que aquela janela mostrava. Quando abri uma foto mais recente da linha do tempo, a verdade voltou com um soco no estômago: eu realmente a encontrara. A foto de perfil era antiga, mas as mais recentes não deixavam espaço para dúvidas. Eu tinha esbarrado com ela.
Chamei meu colega de trabalho para tomar um café e mostrei as fotos no celular. "Se você não me dissesse que ela tem a mesma idade que a gente, eu nunca ia acreditar em você. Ela parece uns dez anos mais velha, mas era a menina bonita antigamente". E fez a pergunta que eu já estava fazendo mentalmente. "Porra, uma porrada de foto com a família e os filhos, mas e o pai?".
A resposta eu encontrei na lista de amigos dela. Percebi que tinha amigos em comum com outra pessoa da família que tinha o mesmo sobrenome, um amigo farmacêutico que começara a trabalhar em uma farmácia perto do ligar onde trabalho. Era perfeito. Liguei para ele dizendo que queria trocar uma ideia, mas ele tinha acabado de ser transferido para outra unidade da rede para cobrir uma unidade. Com um fogo no cu absurdo, larguei o foda-se no trabalho, peguei um Uber e fui para lá.
No caminho, eu já não sabia bem o que estava fazendo. Eu ficava vendo e revendo aquelas fotos no celular no caminho, lembrando mais e mais dela. É engraçado lembrar de uma pessoa com quem você teve um relacionamento tão profundo e tão curto há tanto tempo. Às vezes eu não sabia bem se eu estava lembrando de alguma coisa ou se eu estava fantasiando, se estava extrapolando algumas memórias.
Fuçando o Facebook dela - curtidas, comentários, gostos, fotos - eu via que ela era exatamente o que eu imaginava. Uma pessoa extremamente simples, de família de classe média baixa, com um estilo de vida simples, bem família e discreta. Os filhos pareciam ser o primeiro lugar em tudo.
Encontrei meu amigo por volta das 16h e subi para a sobreloja da farmácia. Ele vivia falando que o trabalho dele era um marasmo absurdo e tudo que ele fazia quase o dia inteiro era ficar no segundo andar jogando 3DS e como ele estava prestes a comprar um Switch só por conta disso. "Queria ter esses problemas no meu trabalho", brinquei.
Esse meu amigo não é super próximo, mas nos conhecemos há uns 15 anos e crescemos na mesma vizinhança. Apesar de não ser o tipo de pessoa para quem eu desabafo, é alguém em quem eu confio demais. Contei para ele a história toda. "Porra, mas achei que você e XXXX fossem felizes. Vocês têm uma vida tão tranquila". A gente é, eu expliquei. Na verdade eu sou feliz para caralho com a minha vida conjugal, "mas essa ogiva nuclear me fodeu completamente. Pelo menos nesse fim de semana".
É aqui que a história dá uma guinada um pouco para pior. Meu amigo farmacêutico é o tipo de cara que está a cada semana com uma mulher diferente. Os namoros nunca duravam muito. Ele é pintoso e gente fina, então é o tipo de cara para quem chove mulher. E uma dessas mulheres era prima dela, uma mulher com quem ele saiu até por bastante tempo (quase seis meses) dentro dos parâmetros dele.
Ele não lembrava os detalhes, mas ela ficou "falada" na família por conta da crise no casamento. Casou nova, passou para um concurso público que pagava bem mal, mas pelo menos era um emprego garantido, e teve um filho logo no primeiro ano do casamento. No começo, parecia conto de fadas: os dois colegas de escola casam, passam em concursos públicos diferentes (naquele boom de concursos que rolou entre 2005~2010) e têm dois filhos bem rápido. Aos 22 anos, eles já tinham a vida "feita" para alguns padrões.
Mas isso não durou muito. Meu amigo farmacêutico não sabia dos detalhes, obviamente, mas o cara se arrependeu de ter casado tão cedo. Ela largou a faculdade para se dedicar aos filhos. Ainda assim, faltava tempo para cuidar dos dois. Ela largou o emprego público também para se dedicar às crianças e virou dona de casa em tempo integral.
"Ela passou em um concurso público de primeira, eles achavam que ia ser fácil entrar em órgão público mais tarde, quando as crianças estivessem maiores". Burrice do caralho, pensei. A procura por concurso público cresceu vertiginosamente e as vagas minguaram. Agora até os concursos mais bundas tinham altíssima concorrência.
Aparentemente, boa parte da família foi contra. A gente está falando de uma família de classe média baixa de um subúrbio bem quebrado. Para eles, aquela vaga no emprego público era a garantia de que ela teria estabilidade para a vida toda. Ela insistia que o marido tinha um emprego melhor e que eles economizariam tendo ela como dona de casa.
Passaram algum tempo juntos dessa forma, mas o cara ficou de saco cheio. Meu amigo não sabe se chegou a acontecer traição ou não, mas ele enjoou daquela vida. Achava que tinha casado muito cedo, que não tinha aproveitado a vida. Que os dois se precipitaram, que ele não tinha vivido. Que ele não queria ficar preso naquela vida desde tão cedo.
E meteu o pé.
Na família, segundo meu amigo, rolava um misto de pena e revolta com a menina pelas decisões dela. No final das contas, ela voltou para a casa dos pais, entrou em depressão e passou a viver em função dos filhos. Ela não conseguiu terminar a faculdade e jamais a reatou por causa deles também.
Caralho.
No caminho para casa, eu fiquei pensando o quanto aquilo era triste e curioso. Triste por razões óbvias. Curioso porque ela viveu o meu sonho. Sei que pode parecer besteira, mas meu sonho sempre foi casar e ter filhos cedo. Eu nunca fui um cara muito da pegação - até porque, como já disse aí, sempre tive a auto-estima muito baixa - e sempre quis ter uma família, meu sonho sempre foi ter filhos. E eu queria curtir os meus filhos o máximo que pudesse. Imagina você com 32 e um filho de 10 anos? Quanta coisa gostosa você não ia poder compartilhar, viver junto? Acho que o passar do tempo torna o abismo entre as gerações cada vez maior, o que dificulta essa aproximação entre pais e filhos. Em tempo, é só uma opinião pessoal. Não tenho filho, então não tenho muita voz nisso e posso estar redondamente enganado.
Ela viveu o meu sonho, mas tudo deu radicalmente errado. Hoje eu entendo como deve ser problemático casar cedo. Eu casei com 26, o que muita gente já chamaria de cedo hoje em dia. Mas caralho, casar aos 20? Eu precisaria ter certeza absoluta de que estava com uma ótima pessoa ao meu lado, mas é difícil a gente chegar a essa conclusão tão cedo. A maioria das garotas com quem saí entre meus 18~22 anos jamais estariam na minha lista de possíveis esposas hoje em dia. Algumas são minhas amigas até hoje, mas a grande maioria ganhou pensamentos e posições que vão contra quase tudo que eu acredito.
Tentei imaginar a vida dela agora. 32 anos, dois filhos, divorciada, sem faculdade e depois de largar um emprego público, morando na casa dos pais. Os posts e fotos dela no Facebook tem um quê de agridoce. Parece haver um amor incondicional pelos filhos e pelo desenvolvimento deles. Mas ao mesmo tempo parece haver uma triste por não ter aproveitado a vida. Encontrei até um post antigo em que ela nunca tinha andado de avião e sonhava em conhecer a Europa, postava fotos dos lugares que gostaria de viajar, lia livros sobre eles.
Eu sei que isso pode soar paternalista, mas tudo isso me pesava muito o coração. Me dava vontade de ir lá, de mudar a vida dela, de levá-la para Paris, Roma, Praga, Porto, as poucas cidades que visitei nas vezes em que fui para lá. Me dá vontade de correr para encontrá-la, abraçar, ficar com ela, conversar, qualquer merda.
Mas aí eu caio na realidade. Cá estou eu, casado, relativamente estabelecido, vivendo super de boa até sexta-feira. E se eu puxar uma conversa no Facebook para encontrá-la, chamar para um café pelos velhos tempos e falar que fiquei sem jeito de puxar papo com ela quando a vi na praça sexta-feira? O que eu vou dizer?
Depois de explicar porque saí do curso daquele jeito, 12 anos atrás, vou falar que era completamente apaixonado por era e que estava me sentindo feito um adolescente agora? Será que não vou adicionar mais um arrependimento para a lista dela, partindo do princípio que ela talvez também sentisse algo por mim à época? E se não sentia, de que isso serviria?
E não sei as consequências que vê-la pessoalmente podem ter. Sim, ela parece bem mais velha e o tempo não foi bom com ela. Mas eu ainda a acho linda e sinto um aperto no coração idiota toda vez que olho para as fotos dela no Facebook. Eu tenho medo de aparecer, me mostrar como algum exemplo da felicidade e bom senso (sim, já escutei de amigos meus que tenho a vida "perfeita demais" por conta do meu bom senso em geral, apesar de eu achar que tenho uma vida ok, só pautada pelo "pensar antes de fazer") que apenas acentue as más escolhas dela. Eu tenho medo de não aguentar e fazer merda, de estragar um casamento que vai bem para caralho.
Ela está aqui, a um clique de distância, e não sei o que fazer. Nem se devo fazer alguma coisa.
TL/DR: achei a menina no Facebook depois de chutar dezenas de sobrenomes diferentes. Ela está divorciada, largou um emprego público e parece estar numa fossa fodida. Eu não sei se devo fazer alguma coisa ou deixar esse feeling morrer e continuar vivendo deixando esse fuck up de ter sumido da vida da menina para trás.
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