Coisas fofas caras fazem

Um dos posts mais acessados aqui do blog é o ‘’As 6 melhores lojas online de acessórios’’, por isso, decidi escrever outro post no mesmo estilo, mas mudando o foco de acessórios para coisinhas fofas de papelaria. Antes de começar gostaria de avisar algumas coisas: Não recebi nada para escrever esse texto (portanto, não é um publieditorial) e também nunca comprei em nenhuma ... 20 Coisas Essenciais Que Você Precisa Saber Sobre os Caras #01 Os pais estão no topo da prioridade. #02 Se você é a princesa do papai, certamente ele é o príncipe da mamãe. #03 Os caras não podem ler mentes. Diga as coisas claramente e deixe-o saber por que você está louca. 19/jan/2018 - Explore a pasta 'coisas fofas' de ladymiih_uchiha no Pinterest. Veja mais ideias sobre Animais bebês, Bichinhos fofos, Animais filhotes. Procurando mensagens fofas para fazer o seu namorado sorrir toda vez que ele ouvir o som da notificação? Então não procure mais! Essas 30 mensagens de texto fofas é tudo o que você precisa para fazê-lo te querer mais e mais. Para comemorar meninas, Vamos dar uma olhada nos 10 coisas fofas caras amo sobre meninas. O Sleep Way Meninas. ... Mas quando eles fazem uma montanha fora de um monte da toupeira, it`s bonitinho. `S meninas sendo meninas. A maneira como eles Podem`t Cozinhe. Meninas gostam de pensar que pode cozinhar. Sua mãe poderia cozinhar, a avó poderia ... Dicas para caras: 10 coisas bonito de dizer a uma menina que você gosta OK rapazes, aqui está sua chance de fazer uma garota que você como `` s aww tão bonito! `Afinal, as meninas são feitas de açúcar e especiarias, e tudo de bom, de modo que ela saiba o quanto você aprecia-la com esses dez bonito coisas que você pode dizer a uma menina. 4/ago/2017 - Explore a pasta 'fofuras' de Bita Costa no Pinterest. Veja mais ideias sobre Desenhos kawaii, Coisas para desenhar, Kawaii desenhos fofos.

Identidade, sexualidade e relacionamento

2020.09.13 21:18 Kaikaze707 Identidade, sexualidade e relacionamento

Primeiramente, eu estou namorando fazem 8-9 meses com um cara, que até então se achava heterossexual assim como eu, ninguém esperava que nossa amizade tão próxima fosse acabar nisso, mas tampouco um dos dois reclamou, afinal, estavamos felizes. Problemas vem, problemas vão, agora estamos (mais ele do que eu) tendo problemas com "estar com outro cara". Como algumas vezes ele já disse é estranho não poder dizer "minha linda", "minha namorada" ou contar para a família que logo julgaria por conta disso; queria dizer que não, mas essas coisas me entristecem, eu abri mão daquema imagem futura que eu tinha com uma moça fofa e simpática para tê-lo ao meu lado, ele tenta sabe? Não dizendo o contrário, mas ele ainda quer ver uma garota em mim e isso é meio complicado, não tenho como criar essa imagem, não de novo.
Queria não mencionar esse fato, mas acredito que ele seja bem relevante para a história: eu sou trans e ele já sabia disso antes de nos relacionarmos assim, tanto que ele pensou que eu fosse cis quando nos conhecemos...
Não sei o que eu faço nessa situação, queria poder (conseguir) ser mais como ele quer, mas simplesmente não consigo, queria conseguir me afastar, mas não consigo. Ele me pediu que o fizesse mudar a imagem que tem de mim, mas obviamente eu não tenho como fazer algo assim, ninguém tem.
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2020.09.10 15:54 henrylore Najiyu Ep 3 - Nevaska, a ninja raposa do gelo!

??⁰: você não tem jeito...
*vai pra cima da nevaska
*tenta dar um soco nela
Ne: *segura o soco e olha pra cara dele com uma carinha tipo 😶
poxa, é isso?
??⁰: eu já te avisei pra não ficar tirando sarro...
*se joga pra trás e começa a rolar
AGORA VOCE SE VERA COMIGO
*vira uma roda tipo a do junkrat tlgd
H: EITA
Ne: *junta as mãos
PAREDE DE GELO
*levanta uma parede de gelo (darr)
??⁰: *bate na parede de gelo e racha ela
*depois de um tempinho quebra a parede de gelo
L: a sua parede aí não foi muito efetiva não hein
??⁰: *chega na frente da nevaska prestes a atropelar ela
Ne: *prepara e dá um soco na cara dele que você não sabe como ela acertou ele girando
??⁰: *vai pra trás
Ne: eu sinceramente não sei por que um ladrãozinho tá querendo bater em mim
??⁰: vocês são parte dos cavaleiros, vocês também querem a dominância pra vocês
Ne: você não tem cara de saber muito sobre a resistência
L: residência?
H: Denis?
??⁰: pode não parecer, mas por mais que vocês sejam neutros em relação a nós, facções distintas que querem reinar as terras, não vamos deixar com que vocês derrotem a atual monarquia, CASO CONTRÁRIO O REINO VAI SER DE VOCÊS
então vocês são inimigos também.
Ne: resumindo em palavras menos bonitas, vocês querem ter o gostinho de descer o cacete na mulher lá
??⁰: olha como você fala comigo
Ne: não tem como eu olhar como eu falo, o certo seria ouvir, não?
??⁰: GRRRRR CALE A BOCAA *soca o chão e faz um buraco em volta de si mesmo
H: ei-
Ne: shhh, assiste
??⁰: *coloca o dedo do lado da boca e puxa o ar
BOLA DE FOGO
*atira uma bola de fogo na Nevaska
Ne: *fecha os olhos e estende a mão pro lado
H: ??
L: o que
Ne: *começa a se fazer uma lança de gelo na mão dela (tipo a da pearl de Steven universe)
*segura ela e prepara um ataque
REFLEXO DE LUZZZZZ
*reflete o ataque MUITO RÁPIDO MESMO
*E ELE BATE COM TUDO NA BARRIGA DO CARA E JOGA ELE PRA LONGE NUMA VELOCIDSDE INIMAGINÁVEL
*enquanto isso tudo ela deixa cair uma coisa que parece ser um distintivo de ouro
L: *percebe o distintivo
Ne: ...
ele foi mimir
*aponta pro cara com o polegar
H: ...
Ne: vocês tão bem?
*chega perto
L: *levanta sozinho
quem é tu??
Ne: *estende a mão pro Henry levantar
meu nome é Nevaska, eu sou uma ninja do gelo
L: só isso?
Ne: é ué
L: nao tem mais nada não
Ne: não?
L: hmmmmmmmm....
H: *segura na mão dela e levanta
você é uma raposa?
Ne: sim.. eu espero pelo menos
pelo visto você também é uma
*lança na mão dela começa a se quebrar e derreter
é legal, faz um tempo que eu não vejo raposas por aqui
H: *analisa ela
{Nevaska
Nevaska tem os olhos azuis um pouco escuros, um cabelo branco com uma presilha azul escura também uma blusa de manga comprida cinza com luvas longas pretas uma calça preta e uma bota cor gelo de couro ela usa um sobretudo cinza também que ela deixa ele meio enrolado pra trás e fica parecendo só uma manta mesmo ela também tem uma mochila}
H: você tava viajando por aqui?
Ne: na verdade sim, eu tava de passagem quando esse mano aí me parou por motivo nenhum
L: EU não tô convencido disso
Ne e H: ?
Ne: o que foi o que eu fiz pra você
L: o cara mencionou algo sobre resistência, ordem.
e você respondeu exatamente sabendo o que era, não foi?
então você sabe de algo que a gente não sabe?
Ne: carai mas pra vocês não saberem da ordem você tem que ser muito burros mesmo né
pfffft eu não faço parte disso aí não, metade desses caras acham isso
H: e então o que você é?
Ne: uma viajante ué, não tá na cara? eu costumo viajar por aí em busca de pistas sobre o mundo e talvez montar meu próprio grupinho de pessoas
L: *pega o distintivo no chão
e o que é isso?
Ne: *olha com um olhar sério pro Lusk
L: olha, eu não sou contra isso mas aparentemente vocês sao contra o reino
então, eu quero saber se eu poderia entrar pra essa ordem aí
eu sou um cara bem descolado que quer esfolar a cara do reino no asfalto sabe
H: Lusk!
*da um soco no cotovelo dele
Ne: *puxa uma faquinha e vai pra cima do lusk
H: OU
*puxa o lusk
L: *cai no chão com esse puxão
OU QUAL FOI
Ne: vocês sabem demais
...
*junta as mãos e atira uma bola de neve muito rápida no Lusk
L: *desvia
se eu tomasse esse ataque aí eu acho que eu ia ter dor de barriga por um mês
Ne: *vai pra cima do lusk de novo
*tenta dar uma facada nele
L: *segura a mão dela q ta com a faca
*chuta ela um pouco pra longe
Ne: *vai pra cima dele de novo e da um soco nele (com a outra mão)
L: *defense e começa a trocar socos com ela
H: ... caracas eu não sabia que ele lutava assim
Ne: *consegue jogar o lusk no chão e tenta dar uma facada na cara dele
H: °°
*troca de lugar com a faca
*segura o braço dela e da um mini chutinho na costela dela
Ne: *vai um pouco pra trás
*volta pra frente
*passa por ele e da um golpe na cauda dele
H: u
*visão fica um pouco ruim
Ne: *da um soco no estômago do Henry e depois no rosto
H: *cai no chão
Ne: *pega a faca
L: O MALDITA NAO FACEIS ISSO
*tenta socar a cara dela
Ne: *segura o braço dele e enfia a faca em um ponto
L: AAA
H: *da um soco na cara dela e aí ele vai pra cima dela
*segura ela
*olha pra cara dela
Ne: *tá com uma cara meio desconfiada mas com raiva
*chuta cauda do Henry por baixo
H: *fica bugado dnv
Ne: *passa a faca na bochecha dele chuta ele pra longe
H: *coloca a mão na bochecha

L: *REDEMOINHO DA MONTANHA
*joga ela longe com uma rajada de vento
H: começou a inventar nome pros ataques agora?
L: isso não importa agora ..
ugh
H: mano o seu braço
L: também não importa...
E POR QUE DIABOS VOCÊ NAO ACERTOU NENHUM ATAQUE NELA
H: eu não consigo fazer nada quando ela machuca a cauda, eu não sei o porquê
L: ...
H: mas chega aí a ideia é que talvez ela também tenha essa fraqueza...
L: então pra acertar ela a gente tem que acertar a cauda primeiro?
H: meio q isso
L: *tive uma ideia
*um min depois
H: *sai correndo com uma pedra na mão e joga ela atrás da Nevaska
Ne: *desvia e tenta acertar Henry com a faca
H: *troca de lugar com a pedra
*tenta acertar a cauda da nevaska
Ne: *vira e chuta ele pra longe
L: *vem quando ela tá despercebida e chuta a faca dela pra cima
Ne: *da um soco nela
L: *olha a faca indo em direção a cauda
Ne: *vai segurar a faca
H: *troca de lugar com a faca e da um SOCÃO NA CAUDA
Ne: °°
L: *se segura e faz tipo um Rasengan de ar só q ele não é azul
*acerta na barriga dela e joga ela longe
Ne: *sai voando e bate numa árvore
*sai do meio da poeira com o nariz sangrando
...
*emana uma energia muito grande de poder
H: iiii
L: ferrou.
Ne: tá.
H: hm?
L: O QUE
Ne: tá ué
H: ta oq
Ne: vocês perguntaram se podiam entrar pra ordem, e eu respondi

H: °°
L: ....
Ne: foi mal os machucados... eu precisava saber se vocês tinham cabeça pra batalhas assim
*bota a mão atrás da cabeça e ri
L: a gente confia nela?
H: eu voto que sim
L: uffffd é estranho ter que confiar em alguém que quase arrancou meu braço mas... é o que eu irei fazer
ok, estamos indo com você
Ne: CARACA MANÉ
ESSE É O ESPÍRITO (✯ᴗ✯)
H: *dá uma risada
mas aí, vocês tem uma base, um quartel, ou até um castelo?
Ne: eu não posso falar aqui as paredes tem ouvidos
vamos andar?
mas antes!
*vai pra perto do lusk com um frasco com um líquido rosa meio vermelho
*despeja um pouquinho no machucado do Lusk, que vai se fechando aos pouquinhos
*vai em direção ao Henry
*molha o dedo no líquido e passa na ferida do Henry na bochecha
*olha pras orelhas dele e sente alguma coisa reparando na cor...
*mas dps ignora
*fecha o frasco com a rolha de novo
prontinho
*guarda na mochila
H: o que foi isso?
Ne: lágrima de dragão, é extremamente curativa
H: caraaaaca...
(ㆁωㆁ)
L: ta, a gente pode ir?
Ne: como quiser, guia de turismo
**no caminho:
Ne: eu peguei leve com vocês, tá?
L: ah sim
H: uhum uhum
Ne: é sério! eu nem peguei minha lança e vocês viram isso...
H: por que não?
L: voce podia ter pego
Ne: é que é bem injusto eu ir bater em vocês com uma lança e vocês com facas de cozinha, não?
hehehehe
mas no mundo lá fora não vai ter essa moleza
ninguém liga muito pra justiça aqui, eu acho pelo menos
*abaixa a cabeça e olha pro chão enqnt anda
H: ... ah mas e aí? como funciona a resistência?
Ne: eu achei vocês super legais, além de vocês terem noção de combate vocês fazem piadas engraçadas
L: *chega perto do Henry
da uma patada nela
H: que?
Ne: ahabsusbshs tipoy isso
**chegando lá
ee é aqui
H: iii
{o cenário: tem uma puta duma floresta com um pouco de neve onde eles tão, eles olham pra cima e tem um morrinho com uma escada, e lá de cima parece dar pra ver a floresta toda}
Ne: *sobe a escada
{o tempo: já tá de noite D:}
Ne: lar doce lar
L: aqui?
H: woow
{o lar: é uma cabana mediana, com dois andares e um teto um pouco plano}
L: a
Ne: é aqui
*abre a porta podem entrar
{lá dentro: é tipo um lugar bem aconchegante mesmo, tem muitas fotos, tem 3 colchoes no chão, tem uma lareira desativada e uma escada pro sótão}
Ne: lá no sótão tá a minha cama
vocês podem dormir onde quiserem, des de que vocês não encham o saco me cutucando de noite...
H: hmmmm
L: onde você vai dormir, brether?
H: ainda pensando
Ne: *subindo a escada quase lá em cima
se quiserem dormir aqui em cima não tem problema, a questão é q o COBERTOR é meu
H: vai dormir com ela?
L: Não.
H: nem eu
L: *se joga num colchão do chão
eu durmo aqui.
H: e eu aqui
*pula o colchão do meio e vai pro da outra ponta
....
⌛um tempo depois...
H: *acorda de madrugada
*olha aos arredores e só vê a silhueta do lusk deitado roncando p krl
*ve a luz da lua entrando pela janela
*levanta e vai andando em direção ao mural de fotos
*pega uma foto
{a foto é a Nevaska com outra raposa da mesma cor do Henry, do mesmo tamanho da nevaska e as duas parecem bem felizes por mais q estejam cheias de curativos}
H: *ouve um violao bem longinho
*guarda a foto no bolso e sobe a escada
*vê a luz da lua vindo da escada por mais q as cortinas do quarto dela estejam fechadas
*sobe lá e vê o quarto dela
{é bem simples não tem nada além de uma mesinha com espadas e facas e um lugar onde tá um pijama dela de flocos de neve}
H: ...?
*percebe que tem uma escada ao lado que tem um alçapão aberto e é dali que tá vindo uma luz forte da lua
*sobe e olha pra direção da lua
*vê a silhueta da nevaska na frente da lua com um violão olhando a floresta e um farol bem lá no fundo
*escuta a melodia de uma música mt fofa
Ne: *para de tocar violão e olha pra trás
hmm?
*ve o Henry
....
No próximo episódo: -Ep 4- Sejam bem vindos! A resistência... obg por ter lido, te amo
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2020.09.07 03:17 Gaelnight Ex namorada vem falar comigo e some em seguida; estou ficando angustiado e confuso. O que pode estar ocorrendo?

Terminei meu relacionamento com essa garota fazem uns 3 meses, e desde então não contactei ela deliberadamente nenhuma vez. Fui eu quem terminei, mas não foi por falta de interesse ou amor. O início do relacionamento foi ótimo mas nas últimas semanas e principalmente nos últimos dias do relacionamento ela passou a me tratar igual lixo, fazendo chantagem emocional, ameaçando me largar por outro, me chamando de entediante, sendo insensível e extremamente desrespeitosa (to falando de forma beeem resumida, mas eu estava entrando de cabeça em um relacionamento abusivo).
Desde que terminei, ela veio falar comigo umas 4 vezes, as duas primeiras se deram nas primeiras semanas pós término. Na primeira ela me marcou em uma musiquinha fofa chamada “eternos namorados”, depois inventou uma desculpa pra vir falar comigo via mensagem. A terceira vez foi um pouco mais ousada. Apareceu na porta de casa sem me avisar de antemão, acompanhada de um cara (que não era um ficante) e usou uma desculpa chula pra estar lá, só pra mostrar como ela estava “bem”. Fui cordial mas não dei corda na conversa, então ela foi embora.
Há cerca de duas semanas ela reapareceu denovo, toda dengosa perguntando como eu estava, mandando emoji de apaixonadinha e tal. Fui cordial novamente, mas dessa vez resolvi engrenar a conversa. Aquela doçura toda de repente sumiu e ela ficou fria mais uma vez. Eu simplesmente parei de mandar mensagem e ela também não mandou mais nada até hoje. Não entendo o que possa estar se passando na cabeça dela! Eu ainda amo ela, e quando as coisas estavam bem entre a gente, eu conseguia ver como ela me amava também. Mas não sei como proceder. Será que devo perguntar pra ela o que ela quer?
Admito que, por mais que tenha sido eu quem terminei, ainda tenho a esperança de que ela venha um dia à mim pedindo desculpas e dizendo que pensou em tudo o que eu falei pra ela a respeito de como ela havia me tratado...
O rolê é mais complexo que isso, mas se eu for dar um background completo o texto vai ficar enorme!
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2020.07.20 01:18 J_Asheley Nice parents e o salgado

Olá Lucas, possível convidado, editores, rapazes, moças, senhoras, senhores, animais e plantas que estão a ler.
Essa história aconteceu em 2018, 12/13 anos na época eu morava em uma pequena cidade em região serrana, por ser um interior, não existia ônibus público por lá, o único transporte público que existe por lá são umas vans, que funcionam mais ou menos como um ônibus funciona, a diferença é que essas vans não fazem parada, elas pegam todos os passageiros no ponto de partida (geralmente os motoristas marcam um horário de partida e todos que quiserem pegar aquela van tem que estar lá na hora marcada).
Eu precisava ir a uma clinica que ficava distante de onde eu morava, pois eu precisava fazer uma pequena cirurgia. Eu acordei cedo, minha consulta que aconteceria antes da cirurgia marcada por volta de 7:30 e 8:40, considerando que o caminho até lá era longo, acabei saindo de casa sem comer nada, mas com isso minha mãe me prometeu um lanche.
O ponto onde as vans ficavam estacionadas se encontrava na frente de uma lanchonete (uma das melhores da cidade), a van já estava com bastante passageiros acomodados, com isso eu fiquei na van e minha mãe foi na lanchonete me comprar um lanche.
No banco atrás de onde eu estava havia uma mulher com duas crianças (as duas eram bem fofas), uma menininha e um garotinho bem gorducho.
A minha mãe voltou com o meu lanche e se sentou ao meu lado, eu, sabendo que ela também não havia comido nada antes de sair, ofereci o meu lanche para ela, mas ela (como todas as mamães pelo mundo) negou. Alguns minutinhos depois ela resolveu ir comprar um lanche para si, assim saindo do carro e voltando para a lanchonete. Eu fiquei no carro com o meu lanche.
Eu estava lá bem de boas, ai a mulher que estava atrás de mim me deu um tapinha na cabeça (devido ela estar atrás de mim), tudo bem, foi mais como um empurrão. Eu me virei para olha-la e saber qual era o problema quando ela disse:
Eu fiquei tipo "???" e perguntei se ela estava me confundindo, ela disse:
Eu, como adoro crianças, ofereci o lanche para as criancinhas, ambas negaram. Eu me virei para a frente novamente, assim achando ter acabado o "conflito"; porém a senhora voltou a dar um empurrãozinho na minha cabeça. Me virei pra ela novamente. Ela disse:
Olhei para o garotinho e ele não estava nem dando bola, o moleque estava com a maior cara de sono se preparando para dormir dentro do carro.
Eu perguntei:
Ela disse:
Eu mais uma vez perguntei se o garoto queria, mais uma vez ele negou. Olhei em direção a lanchonete esperando que minha mãe chegasse e resolvesse, mas eu vi ela sentada em uma das mesinhas da lanchonete, lanchando pacientemente; decidi resolver aquele conflito sozinha.
A mulher perguntou:
Eu respondi:
Ela disse:
O menino, já de olhos fechados, disse:
Eu dei uma risadinha pois o próprio garoto a fez passar de pedinte ali.
A mulher disse mais alto:
Eu disse:
Ela me olhou com raiva, e disse:
O motorista que estava fumando ao lado da van, respondeu:
Eu fiz a primeira e única coisa que veio a minha cabeça (bem infantil até), eu passei a língua por fora do salgado, e disse:
Ela me fez uma cara feia, e um senhor que estava na van disse:
Ela ficou calada, e eu me posicionei corretamente na cadeira, minha mãe voltou para a van e seguimos viagem. Depois eu falei para a minha mãe sobre o acontecido, ela disse:
Pois é, uma nice mendiga-parent e um salgado disputado...
Essa foi a minha história, desculpa ter ficado grande, tentei ser o mais coerente possível de acordo com o que lembro. Naquela época não dei uma resposta que ela merecia porque eu era bem pequena, se pelo acaso algum dos filhos da mulher estiverem vendo esse post, eles irão saber que foi a mãe deles; afinal, quem faz briga por um salgado?
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2019.08.11 19:52 Fischer320 Fobia social absurda: estou sem saídas.

*Texto bem longo à frente (escrito em 11/08/2019)*
-> Oi, me chamo Fischer, moro no sudeste, tenho 24 anos e venho descrever parte de um enorme problema pelo qual passo e, ao final, *propor algo bastante ambicioso para alguém em situação análoga.*
Já digo, de antemão, que muitos se irritarão com meu jeito de ser ou de pensar. Desculpe ser rude, mas eu não quero conselhos ou sugestões de como agir, não vão adiantar comigo: meu caso é ridiculamente complicado. Considero-me, no entanto, uma pessoa honesta e desejo de forma legítima e apaixonada o bem para a humanidade.
*Um pouco sobre mim:*
Pense em alguém com uma fobia/ansiedade social extrema. Multiplique a intensidade do caso por 2. Este sou eu. É difícil até de imaginar. Eu não possuo um amigo sequer. Nenhum mesmo. Não há ninguém com quem eu converso. Ninguém. Nem na realidade, nem na internet.
Nos últimos meses isso está me afetando de forma brutal porque estou sendo obrigado a ficar exposto a situações sociais horríveis por conta da faculdade. Às vezes, durante as aulas, chego a pensar se a morte não seria uma solução e meus olhos se enchem de lágrimas, pois eu não quero me abdicar das minhas ambições e experiências boas pelas quais ainda quero passar.
Nunca nem cheguei perto de beijar uma garota em 24 anos de existência. Não lembro nem da última vez que encostei numa garota, e olha que eu não sou feio, embora minha autoestima seja baixíssima. Não sei falar com caras jovens. Não sei falar com caras mais velhos. Não consigo desenvolver papo algum. Não tenho domínio da variante linguística usada pelos jovens para se comunicar, isto é, não sei usar de forma natural termos como "rolê" ou outras gírias jovens como "se liga" ou "massa". Nunca fumei nem bebi nada alcoólico, creio que no máximo uns 10 goles de cerveja em 24 anos de vida.
Entre as aulas da faculdade, há intervalos de 25 minutos. É o meu terror. Quase sempre todos saem da sala com seus respectivos grupos e vão tomar um café ou comprar um salgado na cantina, ou então ficam em pé em cantos da sala com sua turminha conversando aleatoriedades. Eu continuo sentado na minha cadeira, fingindo que leio algo ou então que mexo no celular. Ser observado sozinho e ser encarado como esquisito ou antipático é algo que me dói profundamente. Durante esses intervalos, eu finjo, muitas vezes, que durmo, esperando essa pequena eternidade passar e o próximo professor entrar logo na sala de aula; outras vezes, dirijo-me até o banheiro e fico o máximo de tempo possível trancado no box (uns 6 minutos), esperando o intervalo infinito acabar. Depois, lavo as mãos umas 3 vezes de maneira bastante vagarosa (uns 3 minutos), e fico olhando no espelho para o meu semblante de humano totalmente impotente e deslocado da normalidade da vida.
Ainda em relação aos intervalos: eu queria poder ir até a cantina e comprar uma coxinha, parar por lá, escolher os sabores, comprar uma, e comê-la. Mas qual seria o pré-requisito para fazer essa simples tarefa? É basicamente este: ter um amigo, ser sociável e, sobretudo, não ser eu. Se eu ousasse a fazer isso sozinho, eu compraria a coxinha e depois eu faria o que com ela? Ficaria comendo a maldita coxinha olhando pra parede? Ficaria comendo a coxinha sentado na minha cadeira olhando fixamente para o horizonte? A coxinha seria interminável. Nesse caso, eu preferiria ficar trancado por alguns minutos no box do banheiro até que o professor voltasse à sala de aula mesmo.
Sobre trabalhos em grupo, prefiro não comentar, mas, em suma, reprovei matérias consideradas muito fáceis por causa deles. Preferi pagar quase 1500 reais em provas de recuperação para não ter de passar por alguns deles. Meu desempenho acadêmico é prejudicado em função do meu jeito de ser. Faço medicina em uma faculdade particular (com bolsa quase totalmente integral) e as provas de recuperação ou repetição de matérias custam um preço exorbitante. Sinto que a qualquer momento não conseguirei mais arcar com os custos.
Meu apreço pelas ciências e educação, pela medicina, e pelo universo é enorme. Isso talvez me motive a continuar vivo. Eu vejo um futuro promissor para a humanidade. Eu acredito piamente nisso. Mas sinto que não conseguirei chegar vivo até lá. Talvez os vermes que primeiro roerem as frias carnes de meu cadáver consigam desfrutar de um mundo mais justo.
Eu não consigo gostar de nada que as pessoas fazem, incluindo as da minha sala. Falam o tempo todo em festas, em "rolês", usam demasiados termos "sexuais" sem qualquer pudor, usam muito o termo "pt", que, há pouco tempo, descobri que significa "perda total", para designar quando ficam desacordados por efeito de bebidas alcoólicas. Definitivamente, não gosto da forma de agir dos jovens. Nem da dos adultos.
Não gosto da cultura brasileira. Não gosto de futebol, de novela, de feijão, de samba, de pagode, axé, sertanejo, funk, odeio carnaval, festas no geral, não gosto do estilo de roupa usado pelas pessoas médias brasileiras. Odeio álcool, bem como o "jeitinho brasileiro". Odeio totalmente a falta extrema de pontualidade do povo brasileiro.
Sou um weeb, um hikikomori forçado a ir à faculdade. Provável que só saio dela morto. Estou preso nessa rotina. Não tenho mais opções. Já desisti de 2 duas engenharias anteriormente (elétrica e civil) e, agora, não há mais volta. Não sei o que fazer. Meus olhos se enchem de lágrimas ao escrever isso. É triste. Eu pareço não ter sentimentos pelo teor duro do texto, mas sou bastante sensível.
Para vocês terem ideia, no ensino médio quase ninguém sabia meu nome. Eu ficava sentado no fundão extremo da sala, com fones de ouvido SEMPRE que o professor não estava em sala. Se somar o meu tempo de fala durante o "terceirão" inteiro certamente não passa de 10 minutos. E note que eu ficava na escola das 7h da manhã às 20h da noite e, durante a maioria dos dias letivos, eu voltava para meu apartamento sem ter dito uma palavra sequer.
Eu gosto de ficar sozinho. Não gosto de multidões. Prefiro observar tudo de longe, de analisar minuciosamente meu arredor. Mas eu gostaria também de uma pessoa em quem eu possa confiar, que seja companheira, carinhosa, que cuide de mim, que se importe comigo. Uma pessoa cuja presença ou existência me concedesse a confiança para ir até à cantina naqueles intervalos infernais e comprar uma coxinha de calabresa (famosa na faculdade), e conseguir de fato desfrutar dela. Seria como um anjo da guarda. Antes de dormir eu idealizo essa pessoa na minha mente e imagino que ela me acompanha nos intervalos da faculdade. Eu imagino que essa pessoa me dá forças para ser alguém minimamente normal. Eu queria poder ir com ela a uma feira, comprar frutas de que gosto. Queria ir a um shopping, escolher roupas interessantes. Assistir a um filme junto com ela. Conversar com ela sobre assuntos aleatórios.
Sou uma pessoa que simplesmente não tem direito à vida, à amizade, à aventura, à descoberta do novo. Tudo que acontece parece ser exterior a mim. Minha orientação geográfica é um lixo. Eu não sei nomes de ruas, não consigo voltar para casa sozinho sem auxílio do Google Maps, não sei quando é que o ônibus vai parar no meu ponto, mesmo morando e estudando nesta cidade estúpida há mais de 20 anos. Eu nunca consigo lembrar dos prédios famosos que ficam nos entornos da faculdade ou do meu apartamento. Eu me perco dentro da própria faculdade. Parece que nem o elevador eu consigo usar direito. Me sinto sozinho, literal e metaforicamente perdido na vida.
Acordar hoje e lembrar que eu estou dentro dessa realidade é assustador. Eu vivo num pesadelo infindável. NINGUÉM MERECE SER EU, VELHO. Que droga, cara... Sempre que eu acordo eu sou agredido pela realidade, é pior do que levar um soco na cara todas as manhãs.
Depois eu preciso, urgentemente, melhorar a expressividade deste texto, bem como traduzi-lo para o inglês, mas no momento estou sem tempo, então escrevi subitamente.
*Minha proposta é a seguinte:*
Alguém que é TÃO fodido socialmente quanto eu quer vir morar comigo? Eu preciso de alguém que vá aos intervalos da faculdade comigo. Preciso de um anjo da guarda. Não aguento mais ser eu. Quero ter alguém pra ir na padaria, na farmácia comigo. Que viaje para a Europa comigo, que explore o mundo comigo. Preciso de uma pessoa que me ajude de forma maternal, que cuide de mim, eu sou fraco socialmente e sozinho não consigo fazer muito. *Alguém que entenda que eu NÃO quero mais ninguém a não ser essa pessoa maternal*. Conversar quase que exclusivamente com ela.
Alguma garota fofa e com ~GRANDE~ fobia social quer vir morar comigo? Alguma garota que goste muito de ciências, estudos, de jogar vídeo game ou então que seja BASTANTE compreensiva e carinhosa quer vir morar comigo? (não quero uma namorada; apenas um "anjo da guarda" que me acompanhe mesmo).
Ou então um cara que tenha uma fobia social do meu nível (infelizmente, acho que deve ser praticamente impossível achar alguém tão fodido desse jeito) quer vir morar comigo, ser meu amigo, me ajudar nos intervalos da faculdade? Tenho espaço de sobra aqui.
Alguma pessoa MUITO, mas MUITO tímida mesmo quer tentar traçar uma jornada comigo?
Preciso de alguém com quem construir coisas. Várias coisas. Ganhar dinheiro, aprender línguas, ajudar-se de forma verdadeira e sem hipocrisia, alguém para poder abraçar e dizer o quanto ela é importante.
Acho que por enquanto é só. Vou estudar. Tchau
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2019.05.12 16:26 chickenchicken2468 [DQ] Ao redor do candelabro

12/05/2019. Tema: vida e morte

Ao redor do candelabro
Era uma noite de tempestade, mas isso não era um grande problema para quem vivia num apartamento no centro de São Paulo. Os trovões se confundiam com o barulho dos carros, a chuva caía forte, mas o décimo terceiro andar estava acima de qualquer enchente no Túnel Rebouças.
Ou quase.
Depois de um forte clarão lá fora, as luzes do bairro inteiro apagaram.
— Espera um pouco, gente! Já sei!
Fernanda abriu um armário e tirou de lá um candelabro de ferro, todo entalhado, com cinco velas. Acendeu e iluminou a Fer, a Ju e a Lari.
— Fer, por que você tem um candelabro em casa?
— Foi coisa da Bruna! Ela comprou pra mim quando a gente estava pra voltar de Nairobi.
— Nairobi?
— É, no Quênia. Foi naquela viagem de safari no ano retrasado.
— As fotos ficaram lindas! Eu curti todas no seu Instagram!
— Então, daí quando a gente estava indo do hotel pro aeroporto, já na volta, aconteceu que o ônibus estava demorando muito. Daí a Bruna começou a falar com essa senhora que estava vendendo um monte de coisas. A mulher começou a contar da filha dela que tinha morrido de doença quando era bem criança. É até difícil contar. Quando era ela mesma contando, dava até arrepio. Ela falava da criança correndo na vila que ela morava, com aquele inglês com sotaque pesado, e a Bruna sempre lá perguntando. Eu só estava querendo ouvir a história e olhar as coisinhas que ela tinha para comprar. Daí eu perguntei para a moça de onde tinha vindo o candelabro. — Fernanda pegou seu copo d`água e tomou um gole — Ela disse que tinha sido um presente da mãe dela, e que ela tinha usado para iluminar o velório da filha.
— Ah. — Ju tomou um gole de vinho. — que história triste.
— A Bruna perguntou pra ela como que tinha sido, e aí ela foi contando que no velório na vila dela cada um que chega conta uma história da pessoa que morreu. E aí é como se a memória dela vivesse para sempre, entende? Para eles, a morte não é o fim de tudo, é só o fim de um ciclo, mas a pessoa continua tendo mudado o mundo em que ela viveu.
— Por que ela estava vendendo isso?
— Parece que ela estava vendendo o que tinha. Pobreza extrema é foda, né? Acho que ela estava precisando voltar para a vila. Eu comprei o candelabro, e a Bruna ainda deixou uns duzentos dólares a mais com ela.
— Nossa. E falando nisso, cadê Bruna?
— Deve estar vindo. Ela já chegou na hora alguma vez na sua vida?
— Verdade, Fer! Nossa, me lembrei quando eu fui com a Bruna para o Rio de Janeiro. O vôo era sete horas da manhã, a gente chegou em Congonhas às seis e quinze. A gente passou no terminal quando o portão já estava quase fechando, e aí todo mundo no avião olhou torto pra gente.
— Ainda bem que vocês entraram, as fotos ficaram muito boas!
— Eu nem tenho Instagram!
— Mas a Bruna tem! Vi vários stories de vocês no cristo, na praia e também naquele lugar que o povo aplaude o Sol se pondo…
— O arrpoadorr! — disse Ju, com uma entonação de quando uma paulistana tenta falar com os erres da zona Sul do Rio.
— Isso!
— Olha, o Rio foi muito legal, mas o povo é muito mais relaxado. Aqui em São Paulo, quando você vai num restaurante, se a comida demora a gente quase baixa um processo. Lá no Rio não. Você pede uma caipirinha e pode ficar olhando o mar porque vai demorar. Mas o pessoal se vira bem. Acho que a gente de São Paulo podia passar mais tempo só olhando as ondas do mar, se aqui tivesse mar. Sei lá, a gente podia passar mais tempo assim…
— … contemplando?
— Contemplando! É, foi muito legal. Várias vezes lá no Rio eu a Bruna ficamos só olhando as praias, as pessoas, ouvindo os sons, sabe? Foi muito bom.
— Mas no Rio não é perigoso ficar parado na rua?
— É um pouco. Mas as ruas continuam cheias, então acho que eles não pensam nisso o tempo todo. Tem que se prevenir um pouco. A Bruna até trocou o nome da mãe dela no telefone de "mãe" para "Dona Marta" só para evitar sequestro relâmpago. Isso é complicado. Lá no Rio eles fazem isso como se fosse normal!
— Como que isso evita sequestro?
— O sequestrador não consegue saber para quem ligar e pedir o resgate.
— Mas e se acontecer alguma coisa? Como vão achar para quem ligar?
— Ah, sei lá! Vira essa boca pra lá, Fer!
— Acho que a Bruna é carioca!
— Ela parecia carioca mesmo, naqueles bailes funk que a gente foi!
— Ou então ela é porque ela é de peixes!
— Ela parecia estar bem feliz por lá.
— Todo mundo já viajou com a Bruna, menos eu!
— Ah, Lari, não fica assim! Vocês vão viajar juntas um dia!
— Mas eu já fui com ela em um buteco que vocês não foram!
— Como assim?
— Foi depois do velório da minha mãe. Vocês duas estavam no intercâmbio, mas a Bruna estava aqui.
— No intercâmbio? Então isso já faz uns cinco, seis anos?
— Sim. A Bruna ficou me ouvindo falar da minha mãe. Estava um dia tão bonito, todo ensolarado! Tinha chovido muito na noite anterior, e o cemitério era um campo todo cheio de árvores e flores. Daí a Bruna me abraçou enquanto eu chorava. Ela foi uma fofa, porque eu chorei acho que por umas duas horas. Ela me disse que as pessoas boas, quando morrem, viram pó de estrela e se espalham pelo universo. E aí, depois do enterro, ela me levou pro buteco, só porque era lá perto. A gente nem bebeu nada, mas eles faziam um suco de melão muito bom. A Bruna conhecia o dono. Ele é um velhinho muito simpático, o Seu Mário. Aí ele fez pra gente uma costela especial.
— Por que a Bruna conhecia o dono?
— Ela me disse que a Dona Marta tinha levado ela naquele buteco logo depois do enterro do pai dela. E Dona Marta conversa com todo mundo… acho que foi daí que a Bruna puxou essa simpatia toda! A minha mãe, antes do Alzheimer, era muito falante também. Mas aí ela foi esquecendo das palavras, dos rostos, daí das pessoas. No finalzinho, ela se esqueceu de mim. Quando ela morreu foi muito triste, mas foi um alívio também. Agora ela virou pó de estrela, e ela deve ter virado um pedacinho de um monte de árvores e flores por aí.
— Isso tem cara de frase da Bruna.
— Foi mesmo. Ela é muito sensível, né? Na verdade, ela também disse que cada um de nós é um pouco flor e um pouco árvore, mas eu achei isso meio brega e não quis falar.
— Meio brega, mas você está enxugando as lágrimas de pensar nisso.
— Ah, vá. — Lari passou o dedo perto do olho, enxugando as lágrimas tentando sem sucesso não borrar a maquiagem.
— Ela deve ter aprendido isso tudo com a Dona Marta. Nem imagino como deve ser ter que consolar a filha porque o pai morreu de doença.
— É, eu conheço ela desde criança! Sorte minha! A gente falava que ia ter filho juntas! — disse Fernanda.
— Uma com a outra?
— Não, Julianny! Cada um o seu próprio filho!
— Falando em filho, Dona Fernanda, estou vendo você aí só na água enquanto todo mundo está no vinho. É por isso que você chamou a gente aqui?
Fernanda ficou vermelha. Ensaiou que ia dizer alguma coisa, mas não respondeu. Larissa se adiantou:
— Só assim prá gente se encontrar!
— Pára gente. Eu queria falar disso só quando a Bruna chegasse!
O telefone da Ju tocou.
— É a Bruna! — atendeu, sorrindo, mas foi ficando séria — Oi! Oi? Ah. Sim. Julianny, com ípsilon e dois enes. Sim, isso. Sim… onde? Sério? Como? Ah, bem, obrigada…
Julianny desligou e se sentou, com os olhos cheios de lágrimas.
— Gente, a Bruna morreu.
— Como assim?
— Era do hospital. Me ligaram porque era o número que estava na agenda de telefone dela. A gente tem que buscar a Dona Marta… Fer, você dirige?
— Vamos.
... .... .... .....
No dia seguinte, o céu estava azul e sem nuvem nenhuma. O corpo da Bruna foi enterrado debaixo de uma salva de aplausos. Aos poucos, todo mundo foi embora. A família da Bruna se abraçou e voltou prá casa. Os amigos mais distantes saíram, um por um. Ficaram ali as três, olhando.
— E agora, o que a gente faz? — disse Julianny.
Fernanda, entristecida, pensou na própria gravidez:
— Acho que guardei essa surpresa por muito tempo. A Bruna ia ter ficado feliz de saber.
Larissa abraçou as outras duas, que começaram a chorar. Ficaram ali por algum tempo. Não marcaram a hora, mas foi tanto tempo quanto precisavam. Quando o choro ficou mais calmo, Larissa pegou a mão das amigas e disse:
— Ela está se espalhando pelo universo. Daqui a um tempo, ela vai ter virado um pedacinho das árvores e das flores. Mas nós ainda não. Venham. Sei de um lugar aqui perto que tem um suco de melão delicioso. Eu conheço o dono!
FIM.
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2018.11.30 04:08 iGaed3 Tenho uma vida mais ou menos e tenho potencial pra melhora-la, mas minha procrastinação e covardia me impedem.

Olá, minha história é longa e não tem um foco específico. São somente fatos que fazem com que eu sinta que minha vida seja uma merda, mesmo ela não sendo, então provável que vá ter um TL;DR lá embaixo.
Começando do início dessa tragedia shakespeariana que é minha vida, que pouco antes de eu entrar faculdade. Eu tinha 17 anos e queria muito cursar física. Sempre fui apaixonado por essa área, porém a faculdade que eu queria entrar era no Paraná, e eu moro no sul de Santa Catarina, então meio que não rolava. Fui aos poucos tentando me convencer que poderia escolher outra coisa, passando pra bacharel em química na UFSC, até bacharel em uma universidade particular mais próxima, até que, no dia que eu fui aplicar para o SISU, eu descobri que um curso novo de licenciatura em química estava sendo criado em um instituto federal a 20 quilômetros da minha casa.
Eu atribuo esse momento ao início de todo o meu arrependimento.
Meus pais e, o que era na época, a minha namorada (que chamaremos de N) descobriram isso também, e não mediram esforços pra me convencer a ir pra lá. Eu e N entramos na faculdade no mesmo ano (2016), ela em publicidade, em uma particular, e eu (a contragosto) em licenciatura em química, em uma federal. E aí, mais um ponto que desgraça a minha vida acontece.
Assim como física, eu sempre fui apaixonado por pós-produção, edição e efeitos visuais de filmes, e ela estando em um curso de publicidade, sempre me contava sobre como foi a aula dela, e eu fui percebendo pouco a pouco que eu iria me encaixar muito naquela área. Chegou a um ponto que eu faltei uma aula de calculo pra ir em uma visita técnica dela em uma produtora de comerciais.
Tentei várias vezes conseguir algum jeito de ir pra publicidade, porém, como era particular, havia o problema do dinheiro. Eu não sou uma pessoa rica, mas meus pais são MEI (uma coisa que o governo diz que é pra ajudar o pequeno comerciante, mas as vezes fode ele mais do que ajuda), e por isso eu não podia fazer parte do PROUNI ou de outras bolsas ofertadas. Além disso, os meus pais não queriam de jeito nenhum que isso acontecesse, e como eu moro na casa deles e já tenho uma puta dificuldade na faculdade sem ter que pagar conta de água, luz, telefone e faculdade, resolvi ignorar que existia a possibilidade de pagar uma faculdade. E isso veio me chateando semestre após semestre até o começo desse ano.
Ali pelo meio de abril de 2018 (mais conhecido como "7 meses atrás") N termina comigo um relacionamento que durava desde 2014. Admito que fui meio muito infantil com ela em diversas ocasiões, e ela amadurecendo mais rápido que eu, deixava claro que isso não ia dar certo (ao ponto de ela já estar fichada na área dela pouco tempo de nós terminarmos e eu ter a expectativa de conseguir terminar a faculdade somente 3 anos depois do previsto). Passo por momentos difíceis como todo bom adolescente idiota que termina o namoro, e nesse momento eu decido mudar de vez de curso e ir para Engenharia Civil (curso esse que havia sido aberto no começo do ano). Eu me sinto muito bem no começo desse segundo semestre, e as coisas até que estavam legais, mas eu ainda me sentia mal por muita coisa, então eu tenho a brilhante ideia de liberar um peso enorme que existia nas minhas costas desde 2015...
Nesse momento abrirei um parenteses para explicar a situação:
2015 foi um ano com muitos altos e baixos, e um desses momentos baixos foi quando eu me descobri bissexual. Assim que eu "descobri" isso, eu contei para N. Era uma viagem de ônibus da escola e estávamos voltando pra casa (eu explico isso em um post no arco_iris, eu posso linkar nos comentários caso alguém queira saber), e assim que isso veio a minha cabeça, eu contei pra ela.
Em resumo, ela meio que nunca aceitou isso e esse peso ficou nas minhas costas durante todo esse tempo.
Tudo vai bem quando eu resolvo me assumir (não tão abertamente, afinal meus familiares ainda não sabem) Bi. Conheço novas pessoas e é tudo muito legal... Até que aparece um rapaz... Pra mim ele é uma das coisas mais fofas do mundo, e por ele eu sinto uma coisa que eu não consigo descrever. Não sei se eu estou apaixonado por ele, porque eu realmente amava N, e não era o mesmo sentimento. É uma coisa diferente que simplesmente não sei descrever. O problema é que ele não me conhece... Eu já conhecia ele desde quando eu namorava, e ele sabe que eu existo, o problema é que ele estuda de manhã, e eu a noite. Em uma ocasião específica ele já apareceu onde eu estudo, porém não tive muito como falar com ele. O problema foi hoje (ontem, na verdade, já que já passou da meia noite, mas vou continuar falando como hoje).
Hoje foi o aniversário do Campus, e ele estava lá. Como eu não tenho as duas ultimas aulas, eu fiquei pouco a pouco seguindo ele pra ver se encontrava algum momento propício pra falar com ele, mas nunca encontrava, pois ele estava sempre com os amigos dele. Até que ele foi embora. E eu fiquei lá. Com cara de tacho. Quando eu vi que isso tinha acontecido, passou tudo isso que eu escrevi pela minha cabeça. Eu vi cada erro que eu cometi e como que eu poderia ter evitado até os mais graves se eu fosse um pouquinho de nada menos covarde. Toda essa situação com a faculdade poderia ser evitada se eu fosse mais imperativo e tomasse a frente pra ir pra outro estado; eu teria minha namorada se fosse mais maduro; não teria um atraso enorme nas matérias se não procrastinasse tanto; e talvez poderia ter finalmente me aberto de forma verdadeira com uma pessoa do mesmo sexo hoje se não fosse minha covardia.
Eu sei que existem pessoas com situações infinitamente piores que a minha, e sei que isso não passa de uma tarde nublada pra quem tem problemas reais (como meus pais, por exemplo), e isso me faz sentir pior ainda. Não sei mais o que eu faço. Sinceramente, isso é só um desabafo mesmo, e nem sei se alguém vai ter saco pra ler tudo isso (parabéns se você conseguiu, você é um guerreiro).

TL;DR: Eu sou covarde e isso me custou o curso dos meus sonhos, minha namorada, e me faz sentir pior a cada dia que passa.
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2018.11.29 16:46 ssantorini Dicas de pegação para incels

Princípios Básicos:
1- Tome banho todos os dias. Faça disso uma rotina, uma religião, independente do tempo (frio, quente) ou de quão sujo você se sente. Use sabonete, limpe bem atrás da orelha, as costas e as pernas. Lave o cabelo com frequência.
2- Escove os dentes no mínimo 2 vezes ao dia (apos o almoço e antes de deitar) e use fio dental pelo menos 1 vez diariamente;
3- Troque de cueca todo dia;
4- Mantenha a barba bem cuidada. Não use barba grande se a sua for muito rala. Não use bigodes sem barba acompanhando (é feio e demodé). Prefira uma barba mais curta, tipo barba "por fazer", do que uma barba grande tipo Enéias ou média tipo soyboy;
5- Importantíssimo: mantenha o cabelo bem cortado e cuidado. Pelo menos uma vez na vida vá a um cabeleireiro caro e renomado de sua região, peça a ele o melhor corte que combine com seu tipo de cabelo e rosto, tire fotos e guarde. Depois fique indo a um barbeiro barato e peça a ele que imite o corte feito pelo profissional caro. Não deixe o cabelo grande se ele for ruim.
6- Use roupas adequadas ao seu tamanho, nem maiores nem menores.
7- Se você tiver amigos "pegadores", imite o estilo deles e olhe a forma como se comportam socialmente e com as mulheres.

Como tratar as mulheres

No meio incel um dos dogmas vigentes é o de que mulher deve ser tratada mal para ser conquistada. Trata-se na verdade de um erro de causalidade que eles inferiram a partir da observação de que homens pegadores não tratam mulheres como rainhas (um fato verdadeiro) e muitas vezes tratam elas mal (aqui vai da interpretação do que seja "tratar mal").
O "tratar mal" que costuma ocorrer por parte dos pegadores, e do qual as mulheres reclamam muito, não é xingar a mulher, ofendê-la, criticar sua aparência, fazer piadinhas ou indiretas ofensivas contra elas, bater nelas, antagonizar elas, bater boca e fazer barraco com elas e coisas do tipo, como os incels dão a entender. O "tratar mal" geralmente é algo passivo, quando os homens deixam de fazer algo que as mulheres acham que eles deveriam, como não procurá-la, deixá-la pendurada no whatssap esperando ele contactá-la e nada, falar pouco, desmarcar encontros ou dar bolo, olhar outras mulheres e coisas do tipo. As mulheres reclamam que esses "cafajestes" são carinhosos e tratam elas bem, mas se recusam a se comprometer e ficam deixando-as no vácuo. Ou seja, o "tratar mal" em 90% dos casos é algo passivo, não ativo.
Nos poucos casos em que os homens são verdadeiramente abusivos com as mulheres (fazendo as coisas que os incels pregam) e elas continuam com eles, trata-se do seguinte:
1- O cara é muito bonito, muito rico ou muito disputado (1%). Trata-se de uma minoria das minorias, e mesmo assim há muitas mulheres que não toleram. De qualquer forma, se um cara feio e pobre agredir verbalmente uma mulher achando que isso a conquista, ela vai olhá-lo como um inseto desprezível e cagar pra ele (na melhor das hipóteses) ou chamar a polícia ou os amigos achando que ele é maníaco ou louco (na pior das hipóteses);
2- Eles já estão em uma relação, com a mulher já apaixonada e "investida" nele (99%). Geralmente esse cara tratava bem a mulher no começo, de forma carinhosa, ela se apaixonou, se apegou. Agora eles brigam e ele a trata de forma abusiva, mas ela está tão apegada e apaixonada que não pensa em sair. Mas... se ele tivesse tratado ela assim no começo, ela não se apaixonaria nem se apegaria, como alegam os incels;
Resumindo a história toda: você tem que tratar as mulheres bem, de forma natural, como se você já estivesse acostumado a pegar mulheres e a interagir com elas cotidianamente. Não deve tratá-las como rainhas (demonstrando que você tem pouco valor e está desesperado) ou de forma abusiva (demonstrando que você tem rancor das mulheres devido a um histórico pesado de rejeições prévias). Trate-as como seres humanos. A melhor dica é tratá-las como "crianças fofas", como pessoas que fazem coisas bobas e você acha divertido, mas não briga com elas nem leva a sério demais coisas negativas que elas disserem sobre ti. Foque-se em ser uma companhia agradável e misteriosa. Evite assuntos pesados, evite brigar ou dar sermão nelas (você não é o pai delas para fazer isso). As coisas erradas que elas fizerem contigo você pune com afastamento e indiferença apenas. Isso mostra que você é um cara que tem opções e é seguro de si, não perdendo o autocontrole nem se emocionando por qualquer baitzinha que lançarem contra o seu ego.
Lembre-se que as mulheres são melhores do que os homens em ler posturas, intenções e estado emocional. Se você demonstrar se afetar e se descontrolar fácil, elas vão sacar que aquela postura de "macho alfa" que você tentava passar no começo é fake.

Você deve ser direto ou indireto na abordagem?

Existem 3 formas de abordar, uma razoável, uma péssima e uma boa:

1- Verdadeiramente Indireta (razoável): o cara não aborda a mulher, apenas fica no radar dela e demonstra valor (status, ser sociável, ser bonito, elegante, etc), só interagindo com ela quando pretextos realmente bons aparecem. Isso é uma forma ruim de abordagem e só deve ser usada com mulheres de muito valor social e atratividade que porventura fiquem muito tempo próximas dele, o que é raro.

2- Indiretamente direto (péssima, horrível): o cara não aborda a mulher e finge que não está nem aí pra ela, mas indiretamente demonstra pra Deus e o mundo que está afim. Ele fica tentando provocá-la, fazendo "negs" e coisas do tipo. Fica abordando ela com perguntas sem propósito ou sem lugar (Ex: o que acha da minha barba? Você acha que quem mente mais, homem ou mulher?). As mulheres e toda a torcida do Flamengo sabem que o cara está afim dela e está lhe rondando (por que outra razão um homem fica abordando mulheres bonitas de forma ativa e esforçada assim?), mas por alguma razão eles não dizem logo que estão a fim ou não flertam diretamente, mas fazem um esforço ineficaz para esconder isso delas (por quê? Para quê?). A mulher conclui que o cara é tão medroso e tão escaldado que tem vergonha ou medo de demonstrar que está afim, aí ela inconscientemente o vê como um cara sem valor e lhe rejeita, ou lhe friendzona por pena ou por achá-lo fofo, ou pra ficar obtendo atenção e validação dele.
O homem não deve ficar escondendo que está a fim da mulher, pois isso passa a idéia de que sua atração por ela é algo errado, vergonhoso ou estaparfúdio. Ele deve naturalmente flertar com ela, como um homem acostumado a pegar mulheres fazem, sabendo que sua atração por ela é algo bom para ambos e não é motivo de vergonha ou medo.


3- Direta (boa): Essa é a melhor forma de abordar mulheres. O cara deixa logo transparecer, por gestos ou palavras, que está a fim e quer conhecê-la. As mulheres gostam de homens de atitude e resolutos. Ela sabe que se ele teve a "audácia" de abordá-la e mostrar que está a fim, é sinal que ele está acostumado a ter sucesso com as mulheres e por isso não tem medo, e que ele se acha um cara de valor. Só isso pode deixá-las curiosas sobre ele e fazê-las vê-lo como um homem "pegável" mesmo que à primeira vista ele não pareça nada demais.
Na pior das hipóteses, a mulher irá rejeitá-lo, mas isso é corriqueiro e não deve ser visto como ofensa. Homem abordar mulher e ser refugado é algo tão natural e humano como cagar e comer. As mulheres não pensam mal de homens que elas rejeitam, elas sabem que é papel do homem abordá-las. Basta o cara partir para outra, estudar melhor um alvo que parece estar mais na dele e investir.
Uma dica bônus pra quem frequenta baladas: as mulheres que estão quietinhas sentadas costumam paradoxalmente serem mais receptivas do que as que estão pulando de forma enérgica na pista de dança. Estas últimas estão só "se divertindo" e não estão a fim de serem atrapalhadas ou interrompidas por pretendentes. A atenção que recebem da macharada na pista de dança é um fim em si mesmo, não um "meio" para pegar homens, como muitos pensam.

Há muito mais coisas nesse tema, mas cansei de escrever por ora.
PS: Não existem "openers" ou cantadas mágicas que fazem uma modelo se interessar instantaneamente por um cara feio ou esquisito. Esqueçam isso. As mulheres levam em conta a aparência, postura e background do cara. Desenvolver uma conversa natural, simples e espontânea é muito melhor do que falar frases prontas e robóticas. O importante é a postura e a forma como as coisas são ditas, não o conteúdo do que é dito.









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2017.05.19 18:22 batataway Um dia no Porto.

Em resposta a este post, e para quem interessar - https://www.reddit.com/portugal/comments/6c1y19/s%C3%A9rio_um_dia_na_vossa_cidade_vila_aldeia/
Em modo percurso, e pegando em algumas nas sugestões do ForeverJamon sugiro um passeio como um autóctone o faria (não vamos subir a torre nenhuma que isso é pago. ), sendo que dá para inúmeras variações.
Começas no topo do Hotel Dom. Henrique onde tomas o pequeno almoço (caro!) e em seguida desces a rua Sá da Bandeira. Ao chegares ao cruzamento com a Rua Fernandes Tomás, visita o Mercado do Bolhão. Aproveita para comprar fruta pois vamos almoçar na rua com vista para o Rio, não compres vinho! Disso vamos tratar mais tarde.
Quando acabares a tua visita ao mercado, desce até à Rua Formosa, tens ai uma confeitaria de nome "confeitaria do bolhão". Compra bola de carne e pede para embrulhar. Não sabes para que lado é, certo? É em frente ao Bolhão mas na porta da Rua Formosa, logo esquerda para quem desce Sá da Bandeira. Se gostares de plantas e não tiveres ficado farto dentro do mercado aproveita para entrar na casa hortícola, a mesma família vende bolbos e sementes desde 1921! Quando saíres da pérola do bolhão olha para o topo da porta do mercado. Estás a ver aquelas duas personagens? Personificam o comércio e a agricultura. Volta ao Porto daqui a 5 anos quando o Mercado estiver todo arranjado para uma experiência diferente.
Já que estamos na Rua formosa, se fores uma pessoa que gosta de doces, tens ai uma Arcádia. Compra uma caixa de línguas de gato, é caro mas compensa imenso. Quando parares para tomar café podes mexer o mesmo com uma língua de gato (e depois comer a mesma, claro), é incrível!
Protip: Se desceres a Rua Formosa em direcção aos Aliados vais passar pelo Conga (fica na rua do Bonjardim que cruza com a rua formosa) mítica casa de bifanas. Eu no entanto, sugiro a codorniz.
Vamos subir a Rua Formosa pq precisamos de vinho para o nosso almoço, nessa rua, quase frente a frente vais encontrar duas mercearias tradicionais. A "Comer e chorar por mais" e a "Pérola do Bolhão". Entra numa delas e pede a quem te atender uma garrafa de vinho do Douro, até X euros. Tinto ou branco, é contigo.
Continua a subir e vira para a Rua de Santa Catarina. Vamos fazer esta rua até ao fim mas não penses que vamos tomar café no Majestic, nada disso, é bonito mas é um roubo. Vamos entrar no Majestic e vamos mandar os empregados foder fingindo falar uma língua desconhecida para eles, sempre com um sorriso, claro.
Se conseguires, tenta estar no cruzamento da Rua de Santa Catarina com a Rua de Passos Manuel às 11h00 ou 14h00 a olhar para o relógio que fica por cima da fnac. É um relógio verde.
De 3 em 3 horas saem do relógio pequenas estátuas do S. João, do Infante D. Henrique, do Almeida Garrett e do Camilo Castelo Branco, tudo personagens importantes da história da cidade, são acompanhadas de música. O espectáculo dura apenas um ou dois minutos. Deixo-te um vídeo que hoje estou simpático: https://youtu.be/ddWiHbkjI6U?t=1m15s
Já está? Boa, agora avança por Santa Catarina e desce a Rua 31 de Janeiro. Quando chegares ao fundo da 31 de Janeiro do teu lado esquerdo encontras a estação de S. Bento podes ver os azulejos se quiseres ser mais turista. Daqui já deves conseguir ver a torre dos Clérigos por isso avança por ai a fora em direcção a esta.
Chegaste aos Aliados certo? Finalmente! Estás a ver a estátua do gajo que está em cima de um cavalo? Esse man é D.Pedro IV, gostou tanto da cidade do Porto e das suas gentes que disse "Eu vou, mas o meu coração estará sempre no Porto", por isso depois do gajo quinar, abrimos o corpo do homem e tirámos o coração ao gajo que ficou guardado num frasco até aos dias de hoje. Está fechado não a sete mas a cinco chaves na Igreja da Lapa no Porto. Uma das placas que ladeia a estátua mostra esse momento. Pega uma imagem do coração para não achares que estou na tanga: http://images-cdn.impresa.pt/expresso/imv-2-232-966-coracao-a584.jpg/original/mw-860
De X em X anos abrem o mausoléu e retiram o coração numa cerimónia. A última vez penso foi em 2009, logo por muito que gostes de merdas gore não o podes ver.
Protip: Se queres mesmo ver cenas gore , manda um email para aqui [email protected], (ou na falta de resposta, para [email protected]) e pede para visitar o (o TheBushMonster diz que não é nececssário marcar) visita o Museu de Anatomia Nuno Grande (Fica a 15 minutos a pé de onde estás) As visitas são grátis mas obrigam a marcação prévia - Sneak Peak: http://roof-magazine.com/GestorSistema/2016/09/anatomia_4.jpg
Vamos subir a rua dos clérigos, aviso que se não tens pernas de pessoa que mora no Porto não tentes acompanhar a malta, vai ao teu ritmo. Eventualmente vais passar pela Livraria Lello, não vale a pena entrar, espeta a cara nos vidros e espreita, caso queiras mesmo entrar, são 3 euros que depois podes trocar ou abater num livro. Eu não perdia tempo na fila que é enorme, mas tu é que sabes....
Sobe tudo até chegares ao edifício da reitoria da Universidade do Porto, saberás qual é pois em frente tem uma praça com uma fonte com leões. O Porto, e suponho que outras cidades tb, tem nomes não oficiais para locais, o nome deste é os Leões, apesar que no teu google maps vai aparecer Praça Gomes Teixeira. O Chico Gomes Teixeira foi o primeiro reitor da Universidade do Porto e tens um busto do homem dentro da reitoria se quiseres ver o swag dele.
Se estiveres de costas para a reitoria, do lado direito vais ter uma pequena rua que na verdade é uma praça cujo nome é Praça Guilherme Gomes Fernandes (o maior Bombeiro que alguma vez existiu no mundo em e Portugal, tens o busto do gajo num canto do jardim), segue essa rua e entra na Padaria Ribeiro. Sabes onde estás? Na melhor padaria e pastelaria do universo. Vamos comprar (assumindo que não estás sozinho): 2 empada de vitela, 2 empada de frango em massa tenra, um lanche misto. Compra pão, caso tenhas tido a boa ideia e comprar queijo e presunto nas mercearias. Pede para embrulhar tudo e cortar o lanche a meio. E agora vamos almoçar que já está na hora e eu estou cheio de fome. É sair da padaria e virar à direita. Avança novamente para edifício da reitoria, e contorna-o. Estás a ver aquelas esplanadas todas. A segunda é o piolho, é um café mítico entre os estudantes. Entra e pede um copo de plástico, sorri e inventa uma desculpa. É que temos uma garrafa de vinho e não temos copos. Só pediste um? Entra no café a seguir e repete a dose. Caso eles digam que não dão, pede um fino em copo de plástico, bebe de pênalti e fica com o copo. "E se o OP quer ser cá da malta, tem de beber este copo até ao fim, até ao fim até ao fim........" Enquanto estás no piolho podes ler as placas que o pessoal vai deixando quando termina o curso.
Da esplanada do Piolho deves conseguir ver o jardim da cordoaria, segue até ao fim do jardim e vais reparar que do teu lado esquerdo tens uma estátua grande de uma senhora com uma espada e ao lado deste edifício (que é o tribunal da relação) tens uma pequena rua que desce imenso. Desce a rua, vira para a tua esquerda e TCHARAM, estás no passeio das virtudes (http://www.porto24.pt/wp-content/uploads/2015/09/Virtudes_Viver-o-Porto.jpg). Agora senta-te e come, tens ai umas mesas de pedra. Se tiveres sido esperto ao longo deste percurso compraste fruta no mercado, presunto, queijo, salgados e vinho (e uma garrafa de água tb era fixe). Descalça-te e abre a garrafa de vinho com um sapato, no caso de não saberes como é que isso se faz, usa a internet ou...no fim do passeio tens um café, pede para abrirem.
Protip: Caso tenhas sido burro e não tenhas seguido a minha sugestão para comprares comida pelo caminho, entras no edifício amarelo com o brasão de pedra que fica em frente da rua que acabaste de descer, viras para a tua esquerda e desces as escadas até ao último piso, tens ai um restaurante porreiro mas não barato (+-15 a 20€) - http://1.bp.blogspot.com/-zFvA-G96m3g/VgLOWh-GEEI/AAAAAAABoHY/hkkB05FL2s0/s1600/IMG_6052%2BAcopy.jpg - Tu tb não mereces barato, não compraste nada nas mercearias e no mercado.
Agora que estás cheio como uma prostituta holandesa no fim de uma noite de sábado do red light district de Amsterdão, das duas uma ou bates uma soneca ou vamos avançar.
Protip: O melhor local para bater uma soneca ao ar livre é na Praça de Lisboa que fica ao lado da Reitoria. A relva é fofa, não tem merda de cão e tem espaços com sombra. Podes é ter os betos do bar que acham que estamos em Ibiza e como tal por vezes começam a bombar música azeiteira bastante alto.
É para avançar? Segue o passeio das virtudes e começa a descer a rua Francisco Rocha Soares, a partir deste ponto escolhe tu as ruas, não tenhas medo de te perderes, se continuares sempre a descer vais dar ao rio. Tb não tenhas medo de ser roubado, o Porto é uma cidade segura. E tu dizes: "caralho batataway, diz lá por onde é que vou". Se fores preguiçoso podes descer pelas escadas que ficam no fim dessa rua, eu sugiro no entanto desceres sempre até Miragaia. Sabes de onde vem o nome? De Mirar Gaia. Duh! Ok, a verdade é que o nome vem de Gale, que significa em frente a Gaia.
O que não faltam no Porto são igrejas mas a igreja que fica na rua que acabaste de descer tem uma particularidade, é uma "igreja pobre" e é um contraste muito grande com outra igreja que passaremos em breve no nosso percurso (Igreja de São Francisco). Se puderes entrar para veres a diferença era fixe. É uma igreja simples pois era uma igreja de "pescadores". É a igreja de S. Pedro de Miragaia.
Protip: Se por acaso estiveres pela cidade na véspera do S.João, aqui é um boa zona para vir dançar e beber copos a partir das 2 das manhã. A animação de rua aqui só acaba por volta das 6h00 com um palco a bombar pimbalhada a noite toda.
Em frente vais ver edifício da antiga alfândega do porto, é habitual terem exposições ou feiras mas atenção que costuma ser pagas.
Se estiveres de frente para a alfândega vamos começar a andar para a esquerda em direcção à ribeira (Rua nova da Alfândega) e vais notar que mal começas a fazer a curva consegues vislumbrar do teu lado esquerdo a igreja de S.Francisco, é bem grande! É das igrejas mais "ricas" da cidade com um interior quase todo de talha dourada (https://3.bp.blogspot.com/-vJvx71CzzVY/V2HxLd6JUQI/AAAAAAAAKeU/W1bd8eujiyYKw1WZCmmxIvr1q2eGdas-ACLcB/s1600/11_igreja.jpg).
Hoje em dia tens de pagar para entrar (4.5€), eu prefiro gastar esse dinheiro num gin, mas tu fazes o que quiseres. Se fizeres um choradinho e disseres que acabaste de vir da igreja de S.Pedro e que só queres espreitar eles deixam-te. Ajuda se tiveres uma t-shirt com a cara do Papa chico.
Começa a entrar na Ribeira pela rua da Reboleira (é a rua mesmo em frente e que começa a descer). É uma rua tipicamente medieval e o nº55 (ou é o 59? Não tenho certeza) é uma construção cujo o rés-do-chão é medieval mas os andares superiores foram sendo construídos ao longo dos séculos. É a casa-torre da rua da Reboleira e é dos edifícios mais antigos da cidade.
Se virares logo na primeira rua vais dar a uma das minhas ruas favoritas da Ribeira, na verdade é um muro. O muro dos Bacalhoeiros, o nome provém dos barcos que descarregavam o bacalhau na alfândega e este era posto a secar nesse muro. O muro tem outra história, conheces o bacalhau à gomes de sá? A casa onde nasceu José Luís Gomes de Sá é aqui no Muro dos Bacalhoeiros.
Protip: Como turista que és podes ter a tentação de querer ficar um bocado sentado na Ribeira, não o faças. Não só preço da cerveja é alto como sobe quanto mais perto estivermos do Rio. Não existe nenhuma razão realmente válida para o fazer a não ser apenas perder tempo. Se quiseres mesmo beber uma cerveja compra numa mercearia e senta-te ao pé do Rio. PROFIT!
Segue o muro até ao fim, desce as escadas e aproxima-te do rio, agora segue pela margem. Vais encontrar uma praça com uma fonte e um escultura de um cubo. Esta zona é conhecida como o Cubo ou a praça do Cubo (o nome real é Largo/Praça da Ribeira). Do teu lado direito vais ver uma escada e uma arcada, passa pela arcada e segue em frente para veres o que é o barreto - é como se designa o interior da ribeira.
Quando encontrares uma praça atravessa novamente para perto do Rio. Como está a ficar na hora de nos começarmos a enfrascar é aqui que vamos descansar um pouco, no Peter’s Café Sport. Se calhar nunca ouviste falar do Peter’s café Sport, logo permite-me a introdução. É um bar conhecido mundialmente, e desde os anos 80 considerado um dos melhores bares do mundo. O famoso não é no Porto, mas sim na Horta, ilha do Faial. Ponto de paragem obrigatório para todos os velejadores que fazem a travessia do atlântico. É conhecido pelas suas tostas mistas e pelo gin. Não gin maricas com couves como se serve hoje em todo o lado.
O primeiro Peter’s (não sei se existem mais) a abrir fora do Faial foi aqui no Porto. Se vais queimar dinheiro na Ribeira, que seja aqui com um gin.
Quando estiveres pronto avançamos para a travessia do Rio pelo tabuleiro inferior da Ponte D.Luis I. Não digas aos teus amigos que esta é obra do Eiffel da torre Eiffel. Foi construida por um caramelo que trabalhou com o Eiffel na Ponte D.Maria que fica um pouco mais acima no Rio e que hoje está desactivada.
O nome do gajo que a fez é Théophile Seyrig e eu decorei o nome como “Pédophile Serynga”. Caso estejas a pensar “mas o que são estas colunas aqui ao lado? É da antiga ponte pênsil que foi desmontada quando se acabou a construção da D.Luis I.
Protip: Não pares a meio da ponte para tirar selfies sem avisar as pessoas que vão atrás, corres o risco de levar duas bojardas para aprenderes a não ser idiota. Os passeios são estreitos e os carros passam na ponte. Tb não te atires ao Rio que isso é a forma de sustento dos proto-gunas-macacos dessa zona.
Chegaste ao fim, parabéns, estás em Gaia. É outra cidade. Sabes quando é que Gaia é uma cidade bonita? Quando vista do Porto.
Agora estás em modo free tour, dá uma volta pela Ribeira de Gaia para depois subirmos para até ao tabuleiro superior da ponte D.Luis I.
Como estamos em hora de enfrascanço temos duas possibilidades, uma toda fina e outra mais normal. A normal é o ar de rio, senta-te cá fora e pede sangria, a fina é o último piso do espaço Porto Cruz. É um terraço onde podes beber cocktails feitos com vinhos do Porto da Porto Cruz. Ambos são fixes, depende do que te apetecer. Eu como não turista vou ali aos cafés do mercado municipal comprar umas cervejas frescas e fico sentado ao pé do Rio. Não sabes abrir uma super bock com um isqueiro? É a tua oportunidade para aprender algo novo (ou então pedes para te abrirem e poupas os dedos e o isqueiro).
Agora vamos subir até ao tabuleiro superior da ponte, novamente, dou-te duas sugestões:
Subir em passeio: Vais pela rua Cândido dos Reis (não confundir com a cândido dos Reis no Porto que é um local mais para copos e vida nocturna - É a rua do “Plano B”) e cortas para a travessa Cândido dos Reis, sobes as escadas, rua da Barroca, continua a subir, rua general torres, atravessa a rua e sobe pelas escadas, rua do pilar, continuas a subir, no topo encontras outras escadas, sobe essas escadas também, (não tenhas medo dos gunas que estão sempre no topo dessas escadas. A única preocupação deles é descobrir quantos canhões conseguem fumar por dia) e pronto estás no jardim do morro, achas a vista boa? Espera até estares no meio da ponte.
Subir modo preguiçoso versão batataway: Voltas ao início da Ponte D. Luís I, tens um edifício grande com um parque estacionamento, entras no parque como se fosses buscar o teu carro, avanças até ao fundo do parque e do lado esquerdo vais encontrar elevadores. Sobe até ao último piso, sobes a rampa de acesso ao carros e sais. Estás na calçada da serra. Sobes a rua até encontrares uma escada de pedra. No topo dessa escada e estarás no jardim do morro.
Atravessa a ponte D. Luís I pelo tabuleiro superior. A meio do tabuleiro vais ter das melhores vistas da cidade. Tira uma selfie e canta o “Porto Sentido” do Rui Veloso - https://www.youtube.com/watch?v=ch5DVcZqsu4 - “Quem vem e atravessa o rio, Junto à serra do Pilar, vê um velho casario, que se estende até ao mar. Quem te vê ao vir da ponte, és cascata são-joanina, erigida sobre um monte, no meio da neblina. Por ruelas e calçadas da Ribeira até à Foz por pedras sujas e gastas e lampiões tristes e sós. E esse teu ar grave e sério, num rosto de cantaria, que nos oculta o mistério, dessa luz bela e sombria, Ver-te assim abandonado, nesse timbre parnacento, nesse teu jeito fechado, de quem mói um sentimento, E é sempre a primeira vez, em cada regresso a casa rever-te nessa altivez. de milhafre ferido na asa.”
E não é que agora a letra desta música faz sentido para ti tb? Isso não invalida que o Veloso seja uma azeiteiro.
Não sei quanto a ti, mas eu estou a ficar com fome, por isso sugiro acabar de atravessar a ponte e bater umas tascas. Sim?
Acabas a ponte e continuas a subir a rua até a Sé estar do teu lado esquerdo. É fácil de identificar a Sé, é puta de grande.
Atravessa a estrada e entra pela rua Chã, segue pela Rua Cimo de Vila até encontrares a Casa Louro. O que é que achas que vamos comer? Olha para a foto do gajo que criou a tasca: https://jlmeirinhos.files.wordpress.com/2014/01/neg_casa_louro_0033.jpg - Presunto! Amigo. Presunto! Claro! Não te empanturres, temos mais tascas para bater, mas isso não quer dizer que não possas beber uma malga de tinto. Enquanto comes a tua sandes pensa no ForeverJamon e como gostavas que ele estivesse aqui contigo.
Protip: Melhor lugar para comprar misturas de caril para aquele prato com que pretendes impressionar a gaja que andas a tentar comer é na Rua Cimo de Vila.
Agora que já não estás esganado de fome, desce a rua e vira na primeira cortada à esquerda, sobe essa rua e vais encontrar a cervejaria Gazela. Eu não acho grande merda mas o pessoal garante que os cachorrinhos da Gazela é das melhores coisinhas da vida. Bebe um fino com isso que já deves estar com sede.
Terminamos o cachorro, sobe a rua e aproveita para apreciar como o Teatro S.João é bonito, isso dá-te tempo para fazer um bocadinho a digestão, podes entrar tb, é grátes.
Quem está de costas para o S. João, do lado direito aparece uma rua ao lado de um hotel todo finesse. É a rua de entreparedes e vamos seguir por essa rua e virar na primeira à direita. Aqui dou-te novamente duas opções, se fores guloso vamos mamar um gelado no La Copa (que juntamente com a Sincelo são os melhores gelados de Portugal. Que sa foda a Santini, é merda em comparação). Eu sou menos guloso e mais bêbado, por isso do outro lado da rua do La Copa vais encontrar um hotel todo moderno. Entra, apanha o elevador para o último andar. Fixe não é. Tem um problema de serviço, por vezes tens que descer um piso para avisar que queres pedir no bar do terraço. Bebe um cocktail, uma cerveja ou uma merda qualquer e aproveita o sol de fim de tarde. Diz que queres amendoins ou coisas para picar, está incluído no preço da bebida mas como o serviço é mitra e por vezes não trazem!
Descansado? Contente? Ainda bem, agora paga para ficares menos contente e apanha o elevador de volta para a rua. Segue a rua, vira à esquerda e continua até encontrares um jardim. Sobe esse troço e estás no famoso Guedes. Nada que saber, duas sandes e pernil. Uma com queijo da serra, outra sem. Para beber, se estiveres acompanhado, pede uma garrafa de vinho da casa (é verde).
Já estás a ficar com os copos? Ainda bem, ainda temos mais uma paragem já de seguida para aconchegar o estômago. Gostava mais do Buraquinho antigo, mas as papas de sarrabulho não perderam qualidade no novo. Atravessa a direito a estrada e a praça e vais encontrar, depois de subires uns 3 ou 4 degraus, uma tasca que fica num edifício cor de rosa de nome “o Buraquinho”.
Ainda não estás feliz? Ai mesmo ao lado tens o venham mais 5 para comer um prego no pão como deve ser.
Agora ou vamos para casa ou vamos para a noite.
Se vais para casa pq estás com os copos és um facadas e um conas. Eu fico sozinho, estou-me a cagar para ti! Bai lá, mariquinhas!
Se vamos para a noite, vamos começar por descer a rua Passos Manuel e ver se temos concertos ou se algo vai acontecer no Passos Manuel ou no Maus Hábitos. O Maus hábitos fica num edifício que é um parque de estacionamento e que tens que subir até ao último piso. O Passos e o Maus Hábitos ficam frente a frente. Se algo acontecer nesses lugares, porreiro é dar uma volta e esperar ou ficar a beber copos nos poveiros (é a praça que atravessaste para ir para o Buraquinho). Se não acontecer é avançar para a “baixa”. Continua a descer a rua Passos Manuel até chegares aos Aliados. Aprecia a beleza do palácio da Câmara Municipal, branco e imponente, e diz baixinho para ti: Que puta de cidade espetacular e bonita. Quero morar aqui! Quando acabares de te babar, continua em frente e sobe a Rua de Ceuta e avança para a rua das Galerias de Paris. O Café Au Lait, costuma ter concertos, o Plano B tb. O Plano B é um bom local para acabar a noite, mas tenta chegar por volta das 3h00 para não teres que lutar com imensa gente que está a tentar entrar.
Não queres ir para o Plano B e estás com fome, certo? É altura de uma francesinha pré-sono, a melhor francesinha que vais arranjar é no Pajú. Fecha por volta das 5 da manhã e é mesmo um restaurante e não um café ou um bar. É ligeiramente mais afastado e isso é bom pq assim podes limpar essa álcool todo que tens no sangue e desenvolver essa fome. Não te vou escrever como é que chegas ao Pajú pq é longo, mas é no 309 da Rua Faria Guimarães. A porta por vezes está fechada e tens que bater.
Se quiseres petiscos, o Museu da Avó na baixa fecha às 4h00. Não é a melhor coisa de sempre mas bate facilmente aquelas pizzas manhosas e os paniques.
Espero que te divirtas e se precisares de mais dicas avisa.
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